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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Prefeitura capacita 1.400 novos agentes de zoonoses para ações em saúde ambiental

A Prefeitura de São Paulo preparou ontem um evento de capacitação e integração para os cerca de 1.400 novos agentes de apoio no segmento saúde-zoonoses. O prefeito compareceu ao evento e deu as boas-vindas aos novos servidores, que foram nomeados por concurso público realizado em 2008.
"São mais de 1.400 novos agentes que auxiliarão a Prefeitura a melhorar a qualidade de vida da população. Trata-se de mais uma ação dessa gestão que procura fortalecer as medidas preventivas relacionadas à saúde e zoonoses na cidade de São Paulo. Temos valorizado as ações nessa área, entre outras coisas com a criação de mais de 350 novas unidades de saúde e mais de 100 novos programas", pontuou o prefeito.
Os cerca de 1.400 novos agentes de apoio fazem parte da equipe de profissionais da Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa), órgão que está implantando novo modelo de trabalho voltado para as ações locais de vigilância em saúde ambiental.

Novo modelo
O novo modelo pretende aproximar a população e os agentes de zoonoses como forma de facilitar o trabalho, reduzir o índice de rejeição da comunidade e aumentar a produtividade da Covisa.
A meta é que as equipes trabalhem em áreas menores, de modo a conhecer melhor as especificidades de cada região e comunidade. Segundo o secretário municipal da Saúde, a secretaria tem trabalhado para integrar os agentes de zoonoses e os agentes comunitários de saúde - da Estratégia Saúde da Família - para que as atuações possam alcançar resultados cada vez mais satisfatórios. "Se conseguirmos integrar as forças, serão quase 10 mil profissionais trabalhando em conjunto", disse o secretário.
Para a coordenadora do Programa de Roedores e Leptospirose, Maria das Graças Soares, o novo modelo acaba com as ações compartimentadas. "São Paulo, como uma cidade de grande porte, tem problemas diversos. Encontramos questões relacionadas à poluição de ar, água, população indígena, mordidas de morcego, etc. Ou seja, as realidades precisam ser analisadas como um todo", explica Maria das Graças.
Outra finalidade do novo modelo é facilitar o trabalho dos agentes que, por causa do contato mais freqüente com a mesma comunidade, passam a ser recebidos com menos resistência. O munícipe que quiser confirmar o registro do agente poderá ligar para a Central 156 e conferir o cadastro fornecendo o nome que consta no crachá do profissional.
O evento realizado ontem teve como objetivo integrar os agentes e mostrar a importância de seu trabalho no contexto de vigilância em saúde nas diversas áreas de atuação, como dengue, leptospirose, controle de animais sinantrópicos (abelhas, morcegos, etc.) e de animais domésticos.

Dengue
No primeiro trimestre de 2010, o Programa de Vigilância e Controle da Dengue realizou 615.639 visitas casa a casa e acabou com 367.708 focos do mosquito. Já as ações de controle de roedores foram responsáveis por 302 quilômetros lineares de córregos e 60.944 bueiros desratizados.
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) trabalha também com a adoção de cães e gatos. Todo animal já sai do local devidamente vacinado, vermifugado, castrado e microchipado. Em média, 50 animais são adotados mensalmente, em sua maioria filhotes. Os interessados devem comparecer ao CCZ, na rua Santa Eulália, 86, Santana, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados, das 9h às 15h. O novo proprietário deve apresentar RG, CPF, comprovante de residência e pagar uma taxa no valor de R$ 15,25.