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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Contradições da vida moderna: nossas opções dependem de informação

O Fundo Mundial para a Pesquisa do Câncer (WCRF) chamou de “gol contra” da FIFA o fato de a entidade ter fechado acordos de patrocínio com empresas que vendem produtos não saudáveis, como Coca-Cola, McDonald’s e Budweiser

A questão central é a preocupação com a saúde. Tentamos seguir orientações que surgem por todos os lados. São centenas de revistas, programas de rádio e TV, livros e internet. Todos voltados aos grandes temas de saúde. Será que todas essas informações agregam conhecimento e promovem mudanças no estilo de vida das pessoas? “Parece que não, pois os índices alarmantes de obesidade vêm crescendo progressivamente, mesmo com acesso a tantas informações”, observa a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional, em São Paulo.
Contradições da vida moderna são observadas, a todo momento, e incorporam dúvidas e dificultam o conhecimento exato dos fatores relacionados à saúde e ao peso ideal. Na maioria das vezes, não nos damos conta das contradições e caímos em armadilhas que nos levam a adotar um comportamento diametralmente oposto àquele que realmente buscamos. “Quer ver?”, provoca a médica.
“A ansiedade por conhecimento fácil e acessível fez proliferar um grande número de revistas voltadas à saúde e ao controle do peso. Apesar de algumas delas veicularem textos com informações corretas, o leitor, muitas vezes, é influenciado por publicidade de alimentos pouco saudáveis, inseridos em suas páginas e confundidos com o assunto veiculado. Outra contradição é encontrarmos numa página dietas muito restritivas, que prometem emagrecimento rápido e na outra, uma matéria ensinando o preparo de uma autêntica feijoada brasileira”, diz Ellen Paiva.
Em meio a um dos maiores eventos esportivos do mundo, a Copa do Mundo, o Fundo Mundial para a Pesquisa do Câncer (WCRF) chamou de “gol contra” da FIFA o fato de a entidade ter fechado acordos de patrocínio com empresas que vendem produtos não saudáveis, como Coca-Cola, McDonald’s e Budweiser.
A crítica vem acompanhada de preocupação pelas evidências que mostram que a publicidade de alimentos e bebidas não saudáveis, particularmente na TV, pode ser uma causa da obesidade infantil. Segundo o comunicado distribuído à imprensa britânica, “o WCRF acha que o torneio deveria ser uma oportunidade de promoção de um estilo de vida ativo e saudável, principalmente entre as crianças. Ter estas empresas como patrocinadoras ou ‘sócias’ da Copa do Mundo significa que milhões de crianças estarão expostas a campanhas publicitárias de alimentos e bebidas não saudáveis”, defende a entidade.
Outra dicotomia do mundo moderno...
Uma característica marcante da jovem mulher moderna é o fato de que ela não sabe cozinhar. “Não tem tempo” e dribla as inúmeras demandas profissionais... Contraditoriamente, a TV exibe, na maioria de seus canais, programas que veiculam e ensinam o preparo de alimentos altamente saborosos e calóricos, em preparações muito elaboradas para um público que nunca usou uma panela de pressão e conhece todos os deliveries. “Com tamanha carência de informações básicas, é realmente contraditório o exagero de informações complexas sobre culinária”, observa Ellen Paiva.
As contradições estão também presentes nas políticas públicas de Nutrição. Podemos entendê-las ao observarmos que os alimentos saudáveis e menos calóricos são muito mais caros do que seus equivalentes tradicionais. “Todo e qualquer aumento excessivo no teor de açúcar e gordura dos alimentos deveria ser tributado, e, não o contrário, como ocorre na indústria de alimentos. Hoje, um litro de leite desnatado é muito mais caro do que um litro de leite integral. Chega a ser ínfimo o preço de um pacote de bolachas recheadas em relação ao preço do pão integral”, alerta a médica.
Até mesmo as festividades tradicionais da cultura dos povos não escapam das contradições da cultura moderna, inclusive as religiosas... “O que temos observado é que essas ocasiões de congraçamento e religiosidade cederam lugar para atividades puramente gastronômicas, empobrecendo as tradições e elevando as cifras de sobrepeso e obesidade”, alega a endocrinologista Ellen Paiva.
“Assim, num mundo globalizado e complexo, o reconhecimento de situações contraditórias poderia melhorar nossas opções diárias, dando suporte para um real questionamento de atitudes reconhecidamente impróprias e prejudiciais aos indivíduos e às sociedades de uma maneira geral”, destaca a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional, em São Paulo.
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Kassab vistoria obras no Centro Esportivo e Cultural Brasil-Japão, no Bom Retiro

Fotos: João Luiz / Secom
Prefeito Kassab acerta rebatida durante vistoria ao Centro Esportivo e Cultural


O prefeito Gilberto Kassab vistoriou na manhã deste sábado (26) as obras de reforma do Estádio Municipal de Beisebol Mie Nishi e de implantação das novas unidades no Centro Esportivo e Cultural Brasil-Japão. Localizado no Bom Retiro, no Centro, a área possibilita a prática de esportes como o beisebol, softbol, gatebol e o sumô.

A reforma teve início em 2008, ano do centenário do início da imigração japonesa ao Brasil. "Estivemos aqui no início da gestão. As instalações estavam bastante deterioradas", observou Kassab. As intervenções já realizadas conferem melhores condições aos atletas e espectadores. Cerca de R$ 10 milhões serão investidos nas obras.

"O Centro Esportivo e Cultural Brasil-Japão é um equipamento fundamental para que a gente possa recuperar a qualidade das modalidades que são oferecidas aqui. Além das reformas, ele está sendo ampliado. E nós esperamos realmente que, até o final da gestão, tenhamos avançado bastante nesse projeto", destacou o prefeito.

Todas as práticas esportivas existentes no Centro foram remodeladas. Dentre as instalações que sofreram intervenções estão o sistema de iluminação, toda a parte hidráulica, de vestiários e gradil, além da reestruturação da capacidade de assentos para o público, passando de três mil lugares para aproximadamente 10 mil.

Há o plano de construir mais um campo de beisebol e novos espaços poliesportivos. "Mesmo sem o término das obras, hoje o Centro possui uma estrutura em que se pode caminhar e ficar com a família", afirmou o secretário municipal de Esportes, Valter Rocha.

Segundo o diretor do Centro, Olívio Sawasato, a procura pelo espaço aumentou com a reformulação. "Durante a semana, temos a escolinha de beisebol, com duas aulas semanais e freqüência de 80 alunos", destacou o dirigente, revelando a intenção de promover o Projeto Clube Escola para as modalidades da entidade.

História

O Estádio Municipal de Beisebol Mie Nishi, no Bom Retiro, na região central da capital, foi inaugurado em 21 de junho de 1958, durante as comemorações do cinqüentenário da imigração japonesa no Brasil. O local é um tradicional reduto de realização de eventos esportivos ligados à cultura oriental.

Administrado pela Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação de São Paulo, é o único espaço público no Brasil a oferecer aulas e promover competições de beisebol, softbol, gatebol e sumô.

Prefeito treina para rebatida no Campo de Beisebol
Centro receberá R$10 milhões em investimentos

Dinamarca corta subsídios estatais aos tratamentos de reprodução humana assistida

Hoje, o governo dinamarquês destina aproximadamente 6,7 milhões de euros para grupos com necessidades especiais que necessitam de acesso a tratamentos que envolvem as técnicas de reprodução humana assistida

O governo dinamarquês, que até agora, custeava três tentativas de ciclos de tratamentos de reprodução assistida para casais, solteiros e homossexuais, anunciou que vai cortar este benefício. O motivo? Priorizar os investimentos públicos - alegam os membros do legislativo do País, que estão promovendo mudanças no sentido de que os tratamentos de reprodução assistida deixem de ser parte do rol de serviços gratuitos de saúde pública da Dinamarca.
Hoje, o governo dinamarquês destina aproximadamente 6,7 milhões de euros para grupos com necessidades especiais que necessitam de acesso a tratamentos que envolvem as técnicas de reprodução humana assistida. Os cortes nesta área irão diminuir os gastos do governo em 26,9 milhões por ano em 2011, 2012, 2013 e assim por diante.
Em 2007, 4,9% de todas as crianças nascidas na Dinamarca foram bebês concebidos com a ajuda de técnicas de reprodução humana assistida, de acordo com o Observatório Europeu da Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia, ESHRE. Membros do corpo diretivo da ESHRE lamentam o fato, pois a Dinamarca sempre foi considerada uma referência européia em termos de acesso e disponibilidade de tratamento para pacientes que procuram as técnicas de reprodução humana assistida, no continente europeu.
Segundo as previsões da entidade, com 2.558 ciclos por milhão de habitantes, cada turma escolar da Dinamarca tem pelo menos dois filhos nascidos de FIV. As mudanças, segundo a Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia terão grandes implicações e efeitos prejudiciais para os casais sem filhos, para as clínicas de fertilidade e para o ambiente de pesquisa na Dinamarca.
Por aqui...
No Brasil, onde se preconiza a universalidade e a eqüidade como princípios norteadores das ações e serviços de saúde no país, a discussão sobre a regulamentação ao acesso às tecnologias reprodutivas versa sobre concordâncias ou discordâncias dos projetos de lei aos princípios constitucionais e aos direitos humanos adotados pelo Estado brasileiro.

É importante conhecermos alguns destes princípios, a começar pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sustentado pela Constituição Federal de 1988 e regulamentado pelas Leis N.º 8080/90 (Lei Orgânica da Saúde) e Nº 8.142/90, que tem como finalidade expandir a cobertura de saúde à população, visando maior eqüidade e melhoria na eficiência, na qualidade e na satisfação dos usuários. Sabemos que persistem, na prática, exclusões e desigualdades no acesso a estes níveis de atenção no sistema de saúde do país, apesar dos princípios apresentados acima.
No caso da reprodução humana assistida, esta desigualdade é agravada pela inexistência, até o momento, de uma regulamentação específica sobre RA no Brasil, que estivesse baseada nos preceitos do SUS e nos acordos internacionais de direitos fundamentais do indivíduo.
Existe também o consenso, entre estudiosos do tema, de que as tecnologias reprodutivas não foram consideradas um problema a ser regulamentado pelo Direito brasileiro.

No Brasil, estas tecnologias têm a Resolução CFM N° 1.358⁄1992, elaborada 10 anos após o início de sua prática no país, como regulação que permanece insuficiente até os dias atuais. A norma não prevê o controle de licença para funcionamento das clínicas de RA, concentradas no setor privado, e muito menos, o monitoramento sistemático de seus resultados.

A presença de pessoas capacitadas a discutir o assunto, como médicos especialistas em bioética e reprodução assistida, por exemplo, são elementos essenciais para que as proposições legislativas sejam redigidas de maneira menos superficiais e gerais, evitando que o acesso à RA seja limitado apenas a determinadas técnicas.

A legislação brasileira traz sempre como beneficiários das técnicas de RA, as mulheres e⁄ou os casais inférteis. Vale ressaltar que a “permissão” ao acesso a mulheres solteiras, desde que “comprovadamente” inférteis, pode ser encarada como um pequeno esforço no reconhecimento da monoparentalidade, uma entidade familiar bastante comum em nossa sociedade contemporânea.

Mas o fato de este mesmo acesso não estar disponível a homens solteiros ou a casais homossexuais revela, entre outros aspectos, que princípios constitucionais e de direitos humanos, como o respeito à igualdade, à diversidade e ao pluralismo, não estão sendo seguidos, assim como direitos sexuais e reprodutivos estabelecidos na Lei de Planejamento Familiar.

Negar o acesso às tecnologias reprodutivas a pessoas que não estão dentro de uma relação heterossexual, de casamento e⁄ou de união estável, seria o mesmo que comprometer o direito fundamental de formação familiar como uma livre escolha do indivíduo. A liberdade de procriação, com a decisão individual de ter ou não filhos, quantos, quando e como tê-los, é cerceada pelas restrições ao acesso às tecnologias reprodutivas no Brasil, hoje.

Sem um marco legal específico sobre o assunto, fica ainda mais difícil esclarecer alguns pontos de tensão na área, como a utilização de um conceito médico de infertilidade, muitas vezes, arbitrário e impreciso, para se restringir o acesso a um direito individual.

Apesar das tentativas de avanço, sob o ponto dos direitos sexuais e reprodutivos, permanecem sem encaminhamento discussões complexas na área. Como resolver o acesso a homens solteiros ou homossexuais que dependem de um útero para o uso das tecnologias reprodutivas, sendo no Brasil proibida a “barriga de aluguel”? Como garantir a universalidade do SUS com os altos custos de cada ciclo de tratamento e uma demanda cada vez maior? Quais os impactos de políticas governamentais de saúde que estimulam a esterilização e o adiamento da gravidez na oferta de reprodução assistida pelo SUS?

Em se tratando de um direito individual, é justo definirmos quem pode ou não desejar a maternidade ou a paternidade? O que não é dito, o que permanece sem discussão aberta e legítima, aumenta a tensão existente nas discussões sobre reprodução assistida no país.
Prof. Dr. Joji Ueno. O autor é ginecologista, Doutor em Medicina pela Faculdade de Medicina da USP, diretor da Clínica Gera e do Instituto de Ensino e Pesquisa em Medicina Reprodutiva de São Paulo.
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Por que é tão difícil mudar o estilo de vida dos pacientes hipertensos?

Muitas vezes, o diagnóstico de hipertensão arterial cai como uma verdadeira catástofre na vida de uma pessoa. “Mas eu nunca tive pressão alta...”, afirmam muitos pacientes, como se nascessemos hipertensos... E não o contrário, como se não nos tornássemos hipertensos, ao longo de nossas vidas

“Saber-se hipertenso pode trazer consigo uma sensação de fragilidade e desamparo diante de uma condição incurável, onde teremos que tomar medicamentos para o resto de nossas vidas”, afirma a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional, em São Paulo.
É compreensível que o ser humano se sinta extremante inconformado com as limitações impostas pelas doenças crônicas. Isso ocorre com o diabetes, com a obesidade e também com a hipertensão arterial.
“Há um estágio inicial, após o diagnóstico, em que as pessoas até tentam seguir as orientações médicas. Mas, com o passar do tempo, o ânimo inicial cede lugar para o cansaço, a dieta restrita em sal, tão importante para o tratamento eficaz, já não é seguida à risca, o uso comedido do álcool sucumbe ao abuso. A práticas de atividade física e a suspensão do tabagismo parecem muito difíceis de serem implementadas. “Há uma rebeldia ou uma total negligência aos detalhes já bem reconhecidos como protetores ou facilitadores do tratamento”, diz a endocrinologista.
“Nesse momento, é muito importante que esse paciente possa contar com um médico que possa ser acolhedor o bastante e esclarecedor o suficiente para dar a esse paciente a chance de optar pelo tratamento de maneira bem amadurecida”, alerta a endocrinologista Ellen Paiva.
Mudanças que não assustam
Realmente, devemos ser realistas. A vida não poderá mais ser como antes... Mas ela pode ser muito melhor do que antes, se formos maduros e estivermos engajados no nosso próprio tratamento. “Além disso, quando um paciente, na faixa dos 45 - 55 anos fica hipertenso, já não seria em boa hora para ele começar a cuidar melhor do seu peso e da sua ingestão de sal? Já não está na hora de parar de fumar, beber menos, se exercitar mais e finalmente adotar um estilo de vida mais adequado à sua idade?”, questiona a médica.
Os medicamentos para o tratamento da hipertensão arterial estão numa fase de avanço tecnológico que dificilmente não conseguimos normalizar a pressão de um paciente. “Entretanto, mesmo com uma pressão arterial normal, com o uso de vários medicamentos hipotensores, um paciente obeso, sem atividade física, que beba muita bebida alcoólica e/ou fume, poderá não se livrar das complicações crônicas da hipertensão, como o infarto e o derrame. Assim, essas mudanças de hábitos do paciente hipertenso são tão importantes para o tratamento da doença como os medicamentos hipotensores disponíveis no mercado”, destaca a diretora do Citen.
Hoje, para enfrentar qualquer doença crônica que exija mudanças de hábitos, ninguém vai encontrar facilidades. “Mas, o que esses pacientes, muitas vezes, não sabem é que o tratamento eficaz das condições clínicas associadas a estas doenças crônicas é o que garante a normalidade da vida, a coexistência pacífica com a doença”, destaca a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional, em São Paulo.

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