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sábado, 19 de setembro de 2020

Sebrae e Unesco se unem para levar educação empreendedora às escolas brasileiras


A expectativa é que a iniciativa atenda 500 mil alunos, 50 mil professores e 5 mil gestores municipais de educação



O Sebrae e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) irão atuar juntos para levar educação empreendedora a todos os estudantes de nível fundamental dos municípios brasileiros. O objetivo principal da parceria é implementar conteúdos fundamentais sobre empreendedorismo na Base Nacional Comum Curricular, além de capacitar gestores e professores a desenvolverem nos alunos características como pensamento: crítico, comunicação, criatividade, autoconhecimento, autonomia e responsabilidade, empatia e cooperação.

A expectativa é que o projeto atenda 500 mil alunos, 50 mil professores e 5 mil gestores municipais de educação. A iniciativa também inclui em seu plano de ação a sensibilização dos educadores para a inclusão dos migrantes, especialmente os venezuelanos recebidos pelo Brasil, no sistema formal de educação. A previsão é que as ações tenham início em outubro deste ano, com duração de doze meses.

Para expandir e agregar a educação empreendedora ao currículo de jovens brasileiros, Sebrae e Unesco irão unir forças de acordo com suas linhas de atuação. De um lado o Sebrae irá preparar todo o conteúdo sobre empreendedorismo e inovação, explorando ferramentas e metodologias de ensino. De outro a Unesco irá usar de sua capilaridade para mobilizar os atores do ecossistema de educação municipal, com destaque para a atuação da União Nacional dos Dirigentes da Educação (Undime), assegurando o engajamento dos profissionais de educação distribuídos em todas as unidades da federação.

O gerente de cultura empreendedora do Sebrae, Gustavo Cezário, afirma que um dos pontos focais do projeto é o preparo dos professores para incentivarem os alunos a despertarem o interesse pelo empreendedorismo. “Acreditamos que os professores são os primeiros a terem os comportamentos empreendedores desenvolvidos a ponto de servirem de exemplo e inspiração para os alunos. Nesse sentido, professores e gestores escolares serão convidados a realizar cursos em temas como inovação, tecnologias educacionais, educação integral, empreendedorismo, além de cursos EAD voltados à aplicação das metodologias. Logo, esperamos que o conteúdo alcance os estudantes por meio dos professores em diferentes formatos como jogos, gibis, cartilhas, interações digitais, oficinas, vídeos, spot de rádio entre outros”, reitera.

Cezário analisa que o atual contexto pandêmico e todas os desafios impostos para a educação, tenham reforçado, ainda mais, a importância de trabalhar conceitos de inovação e empreendedorismo com os alunos. “A pandemia levou à abertura de novos espaços e possibilitou que novos públicos tenham acesso ao conhecimento online. Estamos convencidos que os roteiros com atividades pedagógicas virtuais e presenciais organizados pelos professores, e trilhas disponibilizadas diretamente ao aluno contribuirão para a educação ganhar cada vez mais significado na vida da nossa juventude”, observa o Cezário.


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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

INVESTIMENTO: Veja como Alexandre Costa construiu um negócio promissor com apenas 500 dólares

 Com 500 dólares iniciais, Alexandre Costa construiu o negócio que soma mais de 2 mil franquias e 12 mil postos de emprego

O Sebrae ouviu o empresário em homenagem ao Dia do Cliente. Ele falou sobre empreendedorismo, propósito, pandemia, oportunidades e desafios


Aos 17 anos, com 500 dólares no bolso (que pegou emprestado com o tio), e com ajuda de uma senhora cozinheira, Alexandre Tadeu Costa, o Alê Costa, fundou a Cacau Show, em 1988. Naquela época, o empresário não imaginava que se tornaria o dono da maior rede de franquias de chocolates finos do mundo. Com mais de duas mil franquias espalhadas pelo Brasil e pelo mundo, 12 mil postos de empregos gerados, Alê administra também a Fábrica e o Instituto Cacau Show, além de cuidar da Fazenda Dedo de Deus, considerada uma das propriedades agrícolas mais modernas do país. Em homenagem ao Dia do Cliente, o Sebrae convidou Alexandre para uma conversa sobre empreendedorismo, que aconteceu nesta quinta-feira (17), durante uma live nas redes sociais da instituição.

Confira a seguir a entrevista com o CEO da Cacau Show. Assista também no canal do Sebrae no Instagram:



Sebrae - Sua história de sucesso é conhecida por muitas pessoas, você já escreveu livros, conta para nós como surgiu o seu negócio?

Alexandre Costa - Eu comecei pequeno, inclusive fiz vários cursos do Sebrae, sou muito grato pelo conhecimento. O Sebrae é realmente uma instituição que fomenta negócios. Bom eu digo que a minha mãe criou a Cacau Show. Por volta dos meus 14 anos, ela vendia chocolate por catálogo e não conseguia dar conta de tantos pedidos. Na páscoa de 1988, eu já tinha 17 anos e decidi vender ovos de páscoa. Consegui fechar dois mil pedidos de ovos de 50g, porém ao chegar na fábrica, o nosso fornecedor não tinha como me atender, eram ovos demais. Aí resolvi não frustrar o cliente e dei um jeito de fazer esses ovos com ajuda de uma senhora. Peguei 500 dólares com um tio, isso há 33 anos. Depois de entregar tudo e pagar meu tio e a ajudante ainda me restou 500 dólares. Usei o dinheiro como capital de giro e fiz mais chocolates. Isso é a forma como tudo começou. Ali eu vi uma oportunidade de mercado pouco explorada. Fiz 18 anos e comecei a vender para as padarias, porque elas pagavam à vista, eu ia de fusquinha fazer as entregas. No fim do dia comprava mais barras e produzia mais chocolate. No outro dia, 6h da manhã, já estava vendendo novamente. Um casal muito querido lá de Piracicaba (SP) vendeu tantos chocolates pelo nosso catálogo que não cabia no apartamento deles, alugamos um ponto. Ali nasceu a primeira loja física da Cacau Show.

Sebrae - Temos a informação de que a Cacau Show fez um único empréstimo. É isso mesmo, a única vez que você usou um financiamento para a empresa foi com os 500 dólares do tio?

AC - De fato esse foi o único empréstimo. Eu tive uma sorte muito grande. Eu não tinha custo fixo, morava na casa dos meus pais e fazia tudo lá. Então, tudo que ganhava injetava no meu negócio. Tem outro ponto que fez a diferença, onde eu comprava a matéria prima, tinha em sua maioria clientes mulheres. Curiosamente elas não queriam levar as barras de chocolates que quebravam. Eu negociei com o dono do local que compraria todas a preço de custo. Ali foi uma grande sacada, porque aprendi que para vender bem, você precisa comprar bem.

Sebrae - Como surgiu a ideia da trufa e como está a produção delas hoje?

AC - As trufas eram muito sofisticadas, um produto que só quem era rico comia. Eu sempre pensei em oferecer qualidade com preço justo. Hoje produzimos 3 mil trufas por minuto. É incrível a tecnologia que desenvolvemos para transformar, com alta qualidade e produtividade, um produto que era feito artesanalmente. As pessoas gostam do que é bom, às vezes elas só não têm dinheiro para comprar. Está aí uma oportunidade. Toda história da Cacau Show é baseada em ofertar qualidade, custo acessível e design. Esse tripé fez a gente conquistar o consumidor, um consumidor por um.

Sebrae - Observando a trajetória a gente percebe que existem marcos, grandes momentos na história da Cacau Show. Falando sobre crescimento, como manter a qualidade dos produtos e expandir os negócios ao mesmo tempo?

AC - As empresas vão crescendo e muitas vezes o gargalo é o próprio dono. É possível crescer e manter a qualidade sim. Eu viajei o mundo para encontrar formas de preservar a qualidade e produzir em grande escala. Pensa bem, se eu vender uma trufa por 5 reais, é um preço bom. Mas e se eu aumentar a produção e vender 3 trufas por cinco reais eu vou vender muito mais. É preciso tornar os processos mais eficientes, sempre de olho na qualidade, buscar tecnologia. Hoje se você comparar o nosso chocolate com o chocolate suíço, você vai perceber nossa qualidade, nosso sabor. Toda empresa tem um custo fixo, quanto mais você vende mais, o seu custo fixo diminui. O grande segredo, que não é segredo, é conseguir fazer grandes volumes e dar saída para esses produtos.

Sebrae – O que o Alexandre de hoje preserva daquele menino que começou aos 17 anos?

AC - Preservo a paixão do início. Eu continuo muito curioso como aquele menino de 17 anos. Não importa de onde vem o conhecimento, o importante é o empresário estar com a humildade em dia para ter o sensor e aprender sempre. Talento por si só, não ganha o jogo. Precisa ter trabalho, gostar do que faz, tem que se traduzir no seu trabalho. Quando você se encontra no trabalho, encontra propósito e vive para isso. O lema na Cacau Show é: Vivemos para, juntos, tocar a vida das pessoas. Isso mostra como somos ligados a experiências e oportunidades. O empreendedorismo gera lucro para todos, seja consumidor, franqueados, colaboradores, mas a questão não é só o lucro. Também somos preocupados com o impacto da empresa socialmente, somos inclusivos, temos banheiros sem gênero e outras políticas de inclusão. Acreditamos também que o design e o belo são educativos, isso encanta e vende. Da pessoa simples a mais sofisticada, queremos atender a todos com qualidade e com excelentes produtos.

Sebrae - É muito mais do que vender chocolate. Falando sobre o propósito, sobre crescimento, como você estruturou o processo de franquias no país e quantos pedidos você recebe de pessoas interessadas em ser franqueado?

AC – Nesse momento temos dois mil pedidos de pessoas que querem abrir uma franquia. Queremos colocar 4 mil lojas no Brasil. Esse sistema foi todo criado com muita intuição. Fomos fazendo e provando se aquilo dava certo. Só cresceu tanto porque é bom para todos, o que é construído com verdade acaba dando certo. Não existe abrir um negócio só para ganhar dinheiro, você precisa entender como o seu produto vai cuidar do seu cliente. Nesse sentido, também temos uma relação de muita proximidade com os fraqueados. Temos um conselho, uma rede própria de comunicação. Nós brincamos que o mesmo ar que passa por eles, passa por nós. Não tem franquia sem Cacau Show, não tem Cacau Show sem franquia. Tentamos sempre equilibrar a relação para ter essa estabilidade. A franquia é um negócio que já foi pré-formatado, uma série de franqueados já tentou empreender de outras formas, já possuem alguma experiência. Eu recomendo fortemente que empresas que queiram crescer invistam em franquias.

Sebrae - Sobre a pandemia, esse momento desafiador chegou ao nosso país bem próximo da Páscoa, como vocês reagiram a isso?

AC - Realmente acredito que nosso setor de chocolates foi um dos mais afetados logo no início com essa proximidade com a Páscoa. Para se ter ideia na Páscoa, em apenas dois dias nós vendemos o equivalente a dois meses de vendas comum. Bom, quando nos deparamos com a pandemia, eu pensei que tinha que tomar uma atitude. O problema não era só nosso. Achamos soluções para fazer o produto chegar nos consumidores. Foi aí que vi como nosso trabalho era querido. Numa das maiores pandemia recentes, as pessoas nos procuravam incansavelmente. O nosso e-commerce era pequeno, irrisório, fomos de 200 para 60 mil pedidos por dia. O pessoal trabalhou duro para atender tudo isso. O lado bom é que para o empreendedor nato, a instabilidade é o lugar certo. A mentalidade é que vamos fazer hoje o melhor que podemos. Amanhã é um novo dia e faremos melhor com as ferramentas que tivermos. O que não pode acontecer é, diante do medo, ficar paralisado. Você precisa realizar as coisas com problemas mesmo, não pode parar. Aceita a pandemia e pensa no que pode fazer para resolver. Onde tem problema tem oportunidade. Parece óbvio, e é. Chocolate fino era uma coisa cara e as pessoas querem comer, o que eu vou fazer? Vamos fazer chocolate de qualidade com preço acessível. O segredo é enxergar as oportunidades e jogar.

Sebrae - Além de empresário, você administra outros negócios, atua como influenciador nas redes sociais, em programas de TV. Como você faz para tocar tudo isso, há algo que te envolva mais?

AC - Me envolvo basicamente com tudo. Risos. É claro que eu conto com uma turma maravilhosa, pessoas que estão comigo há muitos anos. Estou muito presente na parte de elaboração do produto e o marketing, mas ainda participo das reuniões financeiras, por exemplo. Estou envolvido com sistema de custeio de produção... Tenho os executivos de cada área, é claro, mas sempre estou por dentro de tudo. Muitas pessoas perguntam se eu vou à empresa, imagina! Eu estou aqui todo dia, até altas horas. A empresa é como se fosse um filho mais velho, dá trabalho. Claro que a gente delega funções, mas quando você ama o que faz, você tem insights a todo o tempo. Procuro focar no que for mais relevante para o negócio. A tecnologia nos ajuda muito a estar ligado em tudo.

Sebrae - As franquias seguem à risca o padrão de qualidade, como controlam isso?

AC - Todas as lojas devem ter o mesmo padrão. Por isso temos consultores que visitam as lojas todo mês verificando diversas questões técnicas na loja, nos estoques. Também realizamos auditorias nas lojas, pesquisas de satisfação dos clientes. Fazemos vários processos para que os consumidores tenham a mesma experiência em qualquer lugar. É isso: monitorar, ter procedimentos e entender que com o uso de ferramentas você pode controlar. Ouvir o cliente é muito importante também.

Sebrae - Em algum momento você sentiu medo de crescer?

AC - Sempre achei que ia ser uma empresa grande, sempre acreditei no que fazia. Claro que frio na barriga a gente sente todo dia, mas quando você tem uma intenção, estuda, faz contas e trabalha o crescimento é consequência. É importante ter a mistura da intuição e da coragem. Enxergar algo e construir pontes entre a realidade e o que você enxergar. Precisa de, incondicionalmente, se doar para o negócio. Tem uma história bacana, eu estava na Alemanha há 15 anos, a Cacau Show já era bem sucedida. Nós estávamos voltando de um jantar, caminhando numa rua deserta. Eu comentei como sentia vontade de morar num país como aquele, seguro. O meu amigo rapidamente me respondeu que, talvez, se eu morasse não teria o sucesso que tenho. É isso, caiu a ficha, o Brasil é enorme e cheio de oportunidades. Temos problemas, mas temos muitas opções. Então agarre suas chances, faça os cursos do Sebrae, estude seu negócio, o Empretec é um curso incrível. É isso, tem que crescer e acreditar. Tem que querer muito e pensar em como transformar problemas em oportunidade. Para tudo nessa vida tem jeito, só não para a morte. Colocaram o homem na lua, fizeram uma tecnologia para gente fazer essa live, somos seres ilimitados. Mas tem que querer, tem gente que “nada dá”, “nada funciona”... Vai de peito aberto, trabalha em grupo, olha para o lado e aprende com quem está fazendo.

Sebrae – Para finalizar quais são as principais habilidades que um empreendedor precisa ter?

AC - Energia, ser polivalente... Aprendi uma lição que nunca vou esquecer. Logo no começo, quando abri uma loja, levei uma multa porque não pendurei uma licença na parede, uma plaquinha obrigatória. Tentei convencer o fiscal, pedi para aliviar a penalidade. Ele era muito amargo, falou que o problema era problema meu se eu abri uma lojinha tinha que entender meu papel. Aquilo doeu, mas me ensinou a fazer as coisas. Hoje sei fazer chocolate, sei fazer balanço, sei fazer cálculo. Isso tudo por que sou um gênio? Não, porque sou disciplinado, um trabalhador. Então aprenda tudo sobre o seu negócio, tenha vontade de fazer, acorde cedo, tenha bom senso, cuide da estética. O design conecta almas, faz um cartão de visitas bonito, uma página bonita. Procure colocar sua alma e coração no seu negócio. Acredite no propósito disso.

Sebrae - Qual a primeira coisa que vai fazer quando a pandemia acabar?

AC - Vou agradecer a Deus. Não parei nenhum dia de trabalhar. Vou viver, sendo grato a Deus. Vivo cada dia como se fosse o último. Dou tudo de mim, o meu melhor nesse momento. A pandemia foi muito cruel, temos que agradecer por tudo que temos.

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segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Saiba quais os impactos das eleições americanas para os brasileiros




*Por Bruna Allemann


Ligo o rádio e me deparo com uma preocupação. Será que Trump vai ganhar as eleições americanas? Para alguns, parece notícia de primeira mão, para mim me parece algo sazonal. Em 2016, era a ênfase de questionamentos dos investidores e o que aconteceria se Trump ganhasse as eleições (que na época era muito provável que a Hillary levaria a presidência). Mas você já parou para pensar o que realmente impactou o dólar e a economia brasileira naquele ano? Será que as eleições americanas tem um peso tão grande na economia brasileira?

Para quem não se lembra, 2016 foi um ano um pouco conturbado para nós brasileiros. Queda de tributação, aumento das projeções de déficits, ou seja, um ano de recessão e aumento da desconfiança dos investidores (nacionais e internacionais). Revendo algumas reportagens, podemos listar alguns pontos: tivemos um déficit primário de R$ 170 milhões, uma contração do PIB estimada em 3,43%, um início tenso para o dólar chegando a alta de R$ 4,16 devido as tensões políticas e a queda nos preços internacionais do petróleo. Sob efeitos da recessão econômica, tivemos uma queda na arrecadação de impostos e gerando crise nos estados (o Rio de Janeiro e Minas Gerais, por exemplo e para quem não se lembra, chegaram a decretar calamidade financeira), a briga do governo federal, estados e municípios das multas e impostos gerados pela repatriação de recursos entre outros pontos (não menos importantes).

Será que apenas as eleições americanas afetaram o dólar naquele ano de 2016? Eu acho que não. Mas isso pode ser uma opinião pessoal. O que eu quero dizer com isso? Em janeiro deste ano voltamos neste tópico, mas o medo, além das eleições era a Guerra Comercial entre a China e os Estados Unidos, além da pré-campanha de Trump e o medo do que seria a próxima recessão global. Qual seria a bolha que estaria prestes a estourar?

E naquela época ainda tínhamos o disclaimer: Eleição nos EUA, tensão no Oriente Médio e a votação da reforma tributária, dos principais fatores que iriam guiar o mercado financeiro neste ano. E aí? Veio a pandemia!

Acho que as eleições americanas tem um impacto sim, mas economicamente não é ela de fato e sim suas mudanças políticas econômicas e também suas crises. Historicamente, podemos dizer que os Estados Unidos conseguem se recuperar de uma crise (por pior que seja) em, no máximo, seis meses. Os países emergentes já mostraram que precisam de um tempo cinco vezes maior para que ainda não recaia estilhaços em relação ao que passou. Assim foi em 2008 e 2009 e ainda pode ser, mas não sabemos, o que ainda está por vir. Não temos a resposta certa, a única coisa que podemos dizer é que devemos nos preocupar um pouco com a nossa política econômica, ficar de olho no que nos afeta internamente e tentar minimizar os efeitos internos que tem sob a ótica da política e economia mundial.

O Brasil não tem poder político e nem econômico mundial, portanto tudo que acontece nos países desenvolvidos (Estados Unidos e demais das Europa por exemplo) tem o dobro do impacto no Brasil (sempre no negativo). Pois sem ser negativista, mas quando o efeito é positivo, até nisso temos um efeito retardatário.

O que mudou o Trump ser eleito em 2016? Nada diretamente no Brasil, pelo contrário, uma das únicas coisas que afetaram a economia e o câmbio no Brasil, foi ele mesmo.

Independentemente do presidente, teremos mudanças sim, talvez uma reforma imigratória, incentivos ao turismo, uma ajuda governamental, enfim. Afinal uma das maiores economias mundiais e a moeda mais forte negociada mundialmente em preços de commodities, matéria prima, derivados, etc , sempre respinga em todo o mundo. Sofre menos aquele país que mantém sua economia forte e sua moeda mais estável possível diante o dólar.

Se Trump ou Biden eu não sei, mas podemos pedir um pouco mais de atenção no Brasil para evoluirmos economicamente. Atentar as decisões nacionais e lutar pelo bem do nosso país, para que a cada eleição os brasileiros fiquem menos apreensivos, menos investidores internacionais saiam do nosso país, que não sejamos vistos como uma política fraca (nada pessoal, isso vem desde que somos República) e cada vez mais ganharmos uma estabilidade econômica, com incentivos e menor volatilidade da nossa moeda. Por que sim, qualquer crise já podemos ver que o Real é a moeda que mais se desvaloriza mundialmente perante o dólar.

Uma dessas políticas é protecionista (valorizando e tornando o dólar cada vez mais forte diante as demais moedas) e a outra focada para o social, podendo trazer o interesse por investimentos na bolsa americana e atraindo para os países emergentes. Mas isso são teorias, até de certo ponto realistas, mas não deixam de ser teorias. Afinal, nenhum presidente, principalmente o americano, consegue mudar o rumo sem um bom apoio no senado.

Sobre Bruna Allemann

Atuou dez anos no mercado de crédito e investimentos para clientes de alta renda, auxiliando os médios e grandes empresários principalmente dos setores de agronegócio e comércio exterior. Atualmente auxilia brasileiros a internacionalizar e dolarização de patrimônio, imigração através de investimentos e gestão de recursos offshore como Diretora de Investimentos e Capital Markets de uma grande empresa americana. Para saber mais, acesse o perfil @bruallemann ou conecte-se no LinkedIn.

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