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segunda-feira, 7 de abril de 2025

Dia Mundial da Saúde: o que significa ser saudável?



Especialista do CEJAM reforça práticas para uma vida com mais bem-estar


São Paulo, abril de 2025 - Em um mundo cada vez mais complexo e acelerado, o conceito de saúde se torna abrangente e diverso, exigindo uma abordagem para além da simples ida ao médico quando se está doente. Nesse sentido, o Dia Mundial da Saúde, celebrado em 07 de abril, promove uma reflexão sobre o que, de fato, significa ser saudável.

Segundo o Dr. Raul Queiroz, médico de família e comunidade da UBS Jardim Valquíria, gerenciada pelo CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, a busca pelo bem-estar envolve escolhas conscientes em todas as esferas da vida.

"O conceito de saúde vai além da ausência de doenças. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, estar saudável é apresentar um bem-estar biopsicossocial, ou seja, em relação ao nosso estado físico, mental e social", afirma Dr. Raul.

Dessa forma, um cuidado integral deve abranger os três pilares:Saúde Física: envolve uma alimentação balanceada, prática regular de atividade física, manutenção de um peso corporal adequado e o controle de condições clínicas preexistentes.
Saúde Mental: abrange o gerenciamento adequado do estresse, a garantia de uma boa qualidade do sono e a autonomia para tomar decisões que contribuam para uma melhor qualidade de vida.
Saúde Social: refere-se ao estabelecimento de relações saudáveis com pessoas do convívio e com a comunidade em que se está inserido.

Além disso, o médico explica que avaliações regulares, em todas as fases da vida, também são fundamentais para a saúde, pois auxiliam com a identificação precoce de fatores de risco e doenças, possibilitando um tratamento mais eficaz.

Entre os itens que merecem atenção estão: acompanhamento do desenvolvimento infantil; monitoramento anual para hipertensão arterial a partir dos 18 anos; rastreio do câncer de colo de útero a partir dos 25 anos; avaliação metabólica para doenças cardiovasculares a partir dos 35 anos; mamografia para mulheres a partir dos 50 anos; rastreio de câncer de próstata; e exame de densitometria óssea para idosos.

Alimentação: a base da saúde

A alimentação também desempenha um papel crucial na saúde geral do indivíduo. O consumo de alimentos in natura, como frutas, legumes, grãos e tubérculos, e a redução de produtos ultraprocessados favorecem uma dieta equilibrada.

"Costumo orientar pacientes sobre consumo de alimentos que são encontrados facilmente nos mercados e feiras, que fazem parte da nossa cultura. Como a combinação básica de feijão com arroz que, juntos, são fontes de nutrientes essenciais para o organismo, assim como hortaliças e frutas da estação, que apresentam um preço mais acessível", pontua.

O médico lembra que é importante compreender que a alimentação vai além do seu valor nutricional, envolvendo o aspecto social e cultural. "É sempre necessário individualizar as orientações e levar em consideração que não há alimentos milagrosos e nem vilões para a saúde, tudo vai depender do contexto alimentar como um todo”.

Outra dica é planejar as refeições, seja no preparo ou na hora de fazer as compras, para evitar o desperdício e o consumo de alimentos ultraprocessados, além de otimizar custos e priorizar uma alimentação mais saudável.

Atividade física: movimento para a vida

A atividade física também é aliada do bem-estar, com impactos positivos, inclusive, para a mente. Conforme recomendações, a prática de 150 minutos de exercício moderado, ou 75 minutos de exercício vigoroso, por semana ajuda a reduzir o risco de doenças cardiovasculares, transtorno depressivo e demência.

“É importante que parte dos exercícios sejam de musculação, também chamados de exercícios resistidos ou contra resistência, pois apresentam um maior impacto no ganho de massa muscular, que é fundamental para um envelhecimento saudável, visto que uma reserva muscular adequada promove maior autonomia aos idosos”, completa Raul.

Saúde mental também importa

O estilo de vida moderno, com suas demandas e desafios, devem ser considerados nesse aspecto. O uso excessivo de telas, a falta de um boa noite de sono, o isolamento social e a carga horária de trabalho extenuante podem levar a problemas de saúde física e mental.

O profissional ressalta que o emocional está intrinsecamente ligado à saúde física. “É importante buscar ajuda profissional a partir do momento em que há prejuízos para o indivíduo, seja por causa de insônia, perda de interesse em atividades, sintomas físicos sem causa orgânica identificada, como fadiga, dor crônica, falta de ar, entre outros”.

Por fim, Dr. Raul enfatiza que a saúde deve ser cultivada diariamente. "Cuidar da saúde é um processo contínuo que requer tomadas de decisões visando uma vida saudável a longo prazo. Iniciar a prática de exercícios, planejar a alimentação, fazer avaliações regulares e frequentar grupos de apoio são movimentos que podem colaborar na jornada rumo ao bem-estar. O Sistema Único de Saúde está disponível para todos que desejam ou necessitam de orientação e acompanhamento para uma vida com mais qualidade".



Sobre o CEJAM

O CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” é uma entidade filantrópica e sem fins lucrativos. Fundada em 1991, a Instituição atua em parceria com o poder público no gerenciamento de serviços e programas de saúde em São Paulo, Rio de Janeiro, Mogi das Cruzes, Campinas, Carapicuíba, Franco da Rocha, Guarulhos, Itu, Santos, São Roque, Ribeirão Preto, Lins, Assis, Ferraz de Vasconcelos, Pariquera-Açu, Itapevi, Peruíbe e São José dos Campos.

A organização faz parte do Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (IBROSS), e tem a missão de ser instrumento transformador da vida das pessoas por meio de ações de promoção, prevenção e assistência à saúde.

O CEJAM é considerado uma Instituição de excelência no apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS). O seu nome é uma homenagem ao Dr. João Amorim, médico obstetra e um dos fundadores da Instituição.

No ano de 2025, a organização lança a campanha "365 novos dias de saúde, inovação e solidariedade", reforçando seu compromisso com os princípios de ESG (Ambiental, Social e Governança).

Siga o CEJAM nas redes sociais (@cejamoficial) e acompanhe os conteúdos divulgados no site da instituição.


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domingo, 9 de fevereiro de 2025

COMEÇA A VACINAÇÃO CONTRA A FEBRE AMARELA

  



Secretaria de Estado da Saúde solicitou 6 milhões de doses para distribuir aos 645 municípios

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) está reforçando a distribuição da vacina contra a febre amarela em todo o território paulista, após registro de casos da doença em humanos e em primatas não humanos. A Pasta está em tratativas com o Ministério da Saúde para receber 6 milhões de doses do imunizante, para atender à população não vacinada, incluindo a região metropolitana, após a confirmação de mais um caso em primata, em fragmento de mata, em Osasco.

“A vacinação é a principal forma de prevenção, por isso, estamos adotando medidas junto aos municípios e, também, iniciando uma campanha de conscientização para que a população não vacinada procure uma unidade de saúde e receba o imunizante”, reforçou Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD/SES).

O órgão federal enviou 300 mil doses do imunizante nesta semana para São Paulo e informou que, até a próxima semana, enviará mais um milhão de doses. Até esta quinta-feira (30/1), o Instituto Adolfo Lutz confirmou oito casos em humanos por febre amarela, sendo um importado de Minas Gerais. Em todos os casos, o paciente não havia tomado a vacina da febre amarela.

O Estado confirmou, ainda, 25 casos de febre amarela em primatas não humanos, sendo 20 em Ribeirão Preto, um em Pinhalzinho, um em Socorro, um em Colina, um em Campinas e um em Osasco.

Desde 2020, o Ministério da Saúde recomenda a vacinação contra a febre amarela para crianças menores de 5 anos de idade em duas doses: a primeira aos 9 meses e a segunda aos 4 anos. Para pessoas a partir de 5 anos, a vacina é dose única.

A meta é atingir 95% de cobertura vacinal – atualmente, a cobertura do Estado é de 80%.

Casos

Dos oito casos de pacientes confirmados, quatro possuem como local provável de infecção Socorro, dois em Joanópolis, um em Tuiuti, e o caso importado, o local de infecção foi em Itapeva, Minas Gerais. Dos sete casos autóctones do Estado, foram registrados quatro óbitos.

A vacina contra a febre amarela integra o calendário de vacinação e está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Estado. A conscientização da população sobre a importância da imunização de rotina é uma medida essencial para prevenir casos graves e proteger a saúde.

A SES ressalta que as ações de vigilância em saúde também foram intensificadas. No Brasil, não há registro da febre amarela urbana desde 1942. Atualmente, a infecção da doença se dá por meio de mosquitos silvestres que vivem em zonas de mata.

No ano passado, foram registrados dois casos humanos de febre amarela no estado de São Paulo: um autóctone e outro importado, que resultou em óbito.

Os sintomas iniciais da febre amarela são:Início súbito de febre;
Calafrios;
Dor de cabeça intensa;
Dores nas costas;
Dores no corpo em geral;
Náuseas e vômitos;
Fadiga;
Fraqueza.

A SES destaca que os macacos não transmitem a doença, já que a transmissão do vírus se dá pela picada de mosquito silvestre infectado. Caso alguém identifique macacos mortos na região onde vive ou está, deve informar imediatamente às autoridades sanitárias do município, de preferência, diretamente para a vigilância ou controle de zoonoses.


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domingo, 14 de julho de 2024

Acordos de cooperação - tendência que fortalece o setor, protege trabalhadores e empresas

Dr. Ricardo Pacheco,
Acordo firmado entre a ABRESST, ABERGO e ANAMT é a união de esforços e experiências para implementar programas e ações em prol da saúde e segurança do trabalhador brasileiro

Esse tipo de colaboração é um pacto formalizado entre organizações ou instituições com o objetivo de trabalhar em conjunto para alcançar metas específicas. Na saúde e segurança no trabalho, pode se dar entre empresas, outras entidades, sindicatos, órgãos governamentais e instituições de pesquisa.

Os acordos de cooperação fortalecem o setor de SST e trazem benefícios conjuntos imprescindíveis para a representatividade funcional das entidades envolvidas.

Dr. Ricardo Pacheco, médico, gestor em saúde e presidente da ABRESST (Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança no Trabalho) destaca que um acordo de cooperação sério e proativo é bom para todos: “Além de proteger trabalhadores e empresas - garantindo que medidas eficazes sejam implementadas para prevenir acidentes, lesões e doenças ocupacionais, as entidades, ao trabalharem juntas, aproveitam recursos e conhecimentos para promover um ambiente de trabalho mais seguro e saudável para todos”.

Como presidente da entidade, o médico articulou um importante acordo de cooperação entre a ABRESST e a ABERGO (Associação Brasileira de Ergonomia e Fatores Humanos), e entre a ABERGO e a ANAMT (Associação Nacional de Medicina no Trabalho), resultado do trabalho conjunto com Lucy Mara Baú (ABERGO) e Dr. Francisco Cortez (ANAMT). “Essa parceria visa a realização e participação em eventos importantes, cooperações estratégicas, troca de experiências, informações e documentos específicos das duas áreas, que passam a colaborar em questões técnicas e de legislação. Nossas ações têm o mesmo objetivo e se complementam, com essa maior sinergia ampliaremos nossa atuação”, afirma Pacheco.


Para o bem comum


Nos acordos de cooperação as entidades envolvidas podem compartilhar recursos e conhecimentos. “Recursos como expertise técnica e tecnologia para desenvolver e implementar práticas mais eficazes de saúde e segurança no trabalho. Também é possível, por meio do acordo, estabelecer padrões comuns de SST, garantindo que todas as partes envolvidas sigam as melhores práticas e diretrizes, para o bem comum”.

O presidente da ABRESST também ressalta o desenvolvimento de políticas. “O acordo pode facilitar o desenvolvimento conjunto de políticas e regulamentos, garantindo que as necessidades dos trabalhadores e das empresas sejam adequadamente abordadas; e a criação e implementação de programas de treinamento e capacitação para trabalhadores e gestores, que aumentam a conscientização e promovem uma cultura de prevenção de acidentes, ao mesmo tempo que inclui mecanismos para monitorar e avaliar a eficácia das práticas de SST, permitindo que as entidades façam ajustes conforme necessário para melhorar continuamente o ambiente de trabalho”, completa Dr. Ricardo Pacheco.


Benefícios dos acordos de cooperação


· Permitem o compartilhamento de conhecimentos, habilidades e experiências entre as partes envolvidas, enriquecendo as capacidades de todos os envolvidos, reduzindo os custos associados ao desenvolvimento de projetos ou à realização de pesquisas.

· Possibilitam que as entidades atinjam resultados mais significativos do que seriam capazes de alcançar individualmente, ampliando assim seu impacto social, econômico ou ambiental, como a visibilidade em novos mercados, clientes ou públicos-alvo, proporcionando oportunidades de crescimento e expansão.

· Ao unirem forças, as entidades podem abordar problemas complexos de uma maneira mais abrangente e multifacetada, aproveitando diferentes perspectivas e abordagens.

· Fortalecem os relacionamentos entre as entidades envolvidas, criando laços de confiança e colaboração que podem ser benéficos a longo prazo.

· Impulsionam a inovação e o desenvolvimento tecnológico, permitindo o surgimento de soluções criativas e avanços significativos em diversos campos.

· Aumentam a credibilidade e visibilidade de todas as partes envolvidas, gerando benefícios reputacionais.

· Ajudam as entidades a alcançarem seus objetivos institucionais de maneira mais eficaz, aproveitando os benefícios mútuos oferecidos pela colaboração.




sábado, 6 de janeiro de 2024

Implante coclear: um procedimento que transforma vidas

Nas redes sociais é cada vez mais comum assistirmos vídeos emocionantes de pessoas que escutam pela primeira vez, ou que recuperam a audição após anos de surdez; a razão, na maioria das vezes, está justamente nessa cirurgia

Nas redes sociais, as imagens sempre ‘viralizam’, tamanha a emoção por parte dos pacientes. Geralmente vem um susto, seguido de muitas risadas, choros incontidos de alegria e, claro, muitos abraços, beijos e infinitas comemorações por parte dos familiares e da equipe médica.

Assim costuma ser o 'final feliz' de quem faz o chamado implante coclear – procedimento que consiste na implantação de um dispositivo, por baixo da pele da cabeça, na região atrás da orelha, que funciona como um “ouvido biônico”.

A transmissão dos sons se dá por meio de um fio com eletrodos, que passa pela chamada janela redonda (membrana que cobre a entrada da cóclea no ouvido interno) e dá a volta na cóclea (estrutura responsável pela nossa audição), atuando semelhante a um ouvido normal.

"É um procedimento que realmente transforma vidas. Afinal, a nossa comunicação depende muito do sentido da audição. Por isso é sempre emocionante ver esse despertar que, para alguns é inédito, e para outros um ‘redespertar’, assim podemos dizer", afirma o Dr. José Ricardo Gurgel Testa, otorrinolaringologista do Hospital Paulista – instituição que é referência em saúde de ouvido, nariz e garganta.

O implante, segundo ele, é indicado a qualquer indivíduo com perda auditiva profunda ou severa que não tenha observado ganhos satisfatórios com uso de aparelhos auditivos convencionais. "A principal condição é que o nervo auditivo esteja íntegro anatomicamente. Caso sim, é possível fazer a cirurgia, seja em crianças, seja em adultos, seja em idosos. No caso das crianças, em especial, é importantíssimo, por conta do desenvolvimento da linguagem. A partir dos seis meses de vida o implante já é recomendável".

Pré e pós-operatórios

O procedimento cirúrgico, por sua vez, consiste em uma pequena incisão atrás da orelha e uma mastoidectomia (remoção de tecido ósseo retro auricular), por onde é inserido o dispositivo eletrônico que passa a compor a estrutura auditiva do paciente. O período de internação costuma ser de apenas um dia, sendo que os maiores cuidados e limitações do pós-operatório geralmente duram de 10 a 15 dias.

No entanto, os cuidados preparatórios começam bem antes disso e demandam o auxílio de outro profissional de saúde: o fonoaudiólogo. Este, aliás, é elemento essencial antes, durante e depois do implante coclear.

"Assim como o médico otorrinolaringologista, o fonoaudiólogo participa de todas as etapas que envolvem esse processo: nos exames para verificar se o paciente está dentro dos critérios para a indicação da cirurgia; nos testes intraoperatórios para verificar se o implante está em bom funcionamento e se o nervo auditivo do paciente responde ao estímulo elétrico; assim como no acompanhamento pós cirúrgico, para ativar o sistema de implante coclear e o processador de fala, fazer as programações periódicas do dispositivo e realizar o treinamento auditivo e reabilitação de fala", detalha a fonoaudióloga Sabrina Figueiredo, que tem larga experiência nesse tipo de assistência e já presenciou inúmeras cenas de alegria por conta disso.

"Ao longo de mais de 10 anos de experiência com o implante coclear, pude acompanhar mudanças significativas na qualidade de vida de muitos pacientes, sejam adultos que perderam totalmente a audição por alguma doença, trauma ou acidente, sejam crianças que nasceram com surdez e tiveram possibilidade de adquirir e desenvolver de fala, muitas vezes com desempenho compatível a crianças ouvintes da mesma idade. É algo sem dúvida muito gratificante, observa Sabrina".

Saiba mais

Diferentemente dos aparelhos auditivos tradicionais, o implante coclear não somente amplia o volume dos sons que o paciente escuta, mas melhora também a taxa de compreensão. Por isso muitas vezes têm sucesso em pacientes que não apresentam melhoras com o tratamento convencional.

Embora resulte de uma tecnologia já antiga, presente desde o início dos anos 1970, os equipamentos utilizados atualmente são bem mais compactos, e a qualidade sonora e de ajustes são bem mais avançadas e de fácil manuseio.

Apesar de ainda ser necessário o uso de um dispositivo externo, hoje a tecnologia disponível já prevê modelos de tamanhos mais discretos (semelhante a uma presilha de cabelo), modelos à prova d´água, bem como modelos que funcionam como fones de ouvido com conexão Bluetooth e recurso de conectividade com Smart Phone, transmitindo áudio de som, mídia e ligação diretamente ao implante.

O primeiro implante coclear realizado no Brasil foi realizado em outubro de 1977, pela equipe do Prof. Dr. Pedro Luiz Mangabeira Albernaz e do Prof. Dr. Yotaka Fukuda.

Embora de alto custo, hoje em dia o implante coclear é bem mais acessível ao público. Atualmente o procedimento tem cobertura pelos planos de saúde no Brasil e também pode ser realizado por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Sobre o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

Fundado em 1974, o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia possui quase cinco décadas de tradição no atendimento especializado em ouvido, nariz e garganta e durante sua trajetória, ampliou sua competência para outros segmentos, com destaque para Fonoaudiologia, Alergia Respiratória e Imunologia, Distúrbios do Sono, procedimentos para Cirurgia Cérvico-Facial, bem como Buco Maxilo Facial.

Referência em seu segmento e com alta resolutividade, conta com um completo Centro de Medicina Diagnóstica em Otorrinolaringologia, assim como um Ambulatório de Olfato e Paladar, especializado no diagnóstico e tratamento de pacientes com perda total ou parcial dos sentidos. Dispõe de profissionais de alta capacidade oferecendo excelentes condições de suporte especializado 24 horas por dia.


sábado, 8 de outubro de 2022

Saiba tudo sobre trombose hospitalar e seus tratamentos




Pacientes internados ou que acabaram de ter alta hospitalar possuem maior pré-disposição para desenvolver tromboembolismo venoso (TEV); em entrevista, médico alerta que pacientes, parentes e profissionais de saúde devem prestar ainda mais atenção à doença durante o período de internação


Ficar internado no hospital devido a algum problema de saúde já implica uma série de dores de cabeça aos pacientes e pessoas próximas a eles. Mas as internações podem se desdobrar em problemas ainda mais sérios, como o desenvolvimento do tromboembolismo venoso (TEV). Dados da Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia (ISTH) indicam que 60% dos casos de trombose ocorrem durante ou após o período de hospitalização. Além disso, determinados procedimentos médicos são considerados de maior risco para o desenvolvimento de trombose, como cirurgias ortopédicas, cirurgias plásticas, neurocirurgias, cirurgias urológicas e gineco-obstétricas, cardiotorácicas e quimioterapia em pacientes em tratamento oncológico.

O TEV é uma condição em que ocorre a formação de coágulos do sangue, denominados trombos, nas veias. Trata-se de uma doença responsável por pelo menos 43 mil internações na rede pública brasileira em 2021, de acordo com levantamento do Sistema Único de Saúde (SUS), porém perigosa e que deve ser tratada com atenção.

Por isso, no mês em que se lembra o Dia Mundial da Trombose, em 13 de outubro, para alertar, conscientizar e prevenir a doença, Marcelo Melzer Teruchkin, médico graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), cirurgião vascular formado no Hospital das Clínicas de Porto Alegre (HCPA), membro da Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia (SBTH) e de Cirurgia Vascular (SBACV) e coordenador do Grupo de Medicina Vascular do Hospital Moinhos de Vento (Porto Alegre, RS), responde perguntas importantes sobre a TEV e sua ocorrência em pacientes hospitalizados.

O que é trombose e quais os seus tipos?


A trombose é a obstrução (“entupimento”) de qualquer vaso sanguíneo do organismo humano. Ela pode ocorrer no sistema arterial, sendo causada, na maioria das vezes, por placas de colesterol (gordura) no sistema venoso, causada pela formação de um coágulo. A trombose arterial pode ocasionar eventos como o infarto agudo do miocárdio, a isquemia cerebral (bloqueio do fluxo sanguíneo no cérebro) ou a má oxigenação das artérias dos membros. Já a trombose venosa causa dificuldade de retorno do sangue das extremidades para a sua oxigenação nos pulmões. Nesse caso, falamos na trombose venosa profunda (TVP), que acomete uma veia profunda dos membros inferiores, e na embolia pulmonar (TEP), que ocorre quando o trombo se desloca pela corrente sanguínea e se aloja nas artérias do pulmão.

O que é tromboembolismo venoso e quando ele ocorre?


O tromboembolismo venoso (TEV) é a presença de trombose em alguma veia (as mais comuns ocorrem nas veias das pernas), sendo que os sintomas incluem dor, edema, enrijecimento e mudança da coloração. Em alguns casos, esse coágulo de sangue pode se desprender das veias das extremidades e se deslocar, causando uma obstrução da circulação pulmonar. Esse quadro pode acarretar casos menos graves, com dor torácica e certa falta de ar, até quadros críticos, levando à parada cardiorrespiratória e até a morte.

Quais os tipos mais frequentes de trombose em uma internação hospitalar?


O TEV é a principal causa de morte evitável em pacientes internados em hospitais gerais e clínicas geriátricas.

Quais são as condições que favorecem o tromboembolismo venoso em pacientes hospitalizados?

A trombose venosa, ao acometer pacientes internados, tem como principais causas a restrição ao leito, desidratação, paralisia de alguma parte do corpo, cirurgias, infecções, trauma, algumas medicações (como anticoncepcionais), reposição hormonal, tabagismo, alguns tipos de câncer, obesidade e gestação e puerpério.

Como evitar trombose no hospital?


Algumas recomendações para evitar a doença são manter-se bem hidratado, estimular a movimentação dos pacientes, controlar doenças associadas, usar dispositivos como meia de compressão, fase uso de compressão pneumática para pacientes cirúrgicos e de medicamentos anticoagulantes (em casos específicos). Além disso, também são recomendados a aplicação de protocolos institucionais para prevenção do TEV, com uma comissão de especialistas em cada hospital, e a discussão do tema entre o médico e o paciente.

Quem tem trombose venosa tem que ficar internado?


Cada caso deve ser analisado separadamente. De forma geral, dependendo da gravidade, um paciente pode iniciar seu tratamento no hospital e continuar em casa ou, quando a equipe médica julgar adequado, todo o tratamento pode ser feito em casa.

Como é o tratamento para pacientes com tromboembolismo venoso?


O tratamento é realizado mediante medicações anticoagulantes para impedir a progressão e migração do trombo. Em casos nos quais os anticoagulantes sejam contraindicados, por risco aumentado de sangramento, pode-se usar um dispositivo chamado filtro de veia cava que impede a migração do trombo para o pulmão ou outras regiões. Em casos graves, em que há risco de vida ou de perda do membro, podemos utilizar medicações que dissolvem o trombo, intervenção por meio de cateterismo (tratamento endovascular) ou até mesmo cirurgias.

Quanto tempo uma pessoa com trombose venosa permanece em tratamento no hospital?


O tratamento médio da trombose é de três a seis meses, sendo que a internação hospitalar pode ser curta ou evitada, conforme o caso de cada paciente. Alguns pacientes necessitam de um tempo maior de anticoagulação, como pacientes oncológicos e pacientes acamados. Em algumas situações específicas pode ser necessário o uso da medicação por toda a vida, como nos casos de tromboses de repetição.

Após a alta médica, quais são os cuidados a serem tomados pelo paciente que teve trombose hospitalar?


Usar corretamente medicações prescritas e meias de compressão em caso de trombose dos membros inferiores. Também deve haver o controle das doenças associadas, obesidade, tabagismo e sedentarismo. Cuidados com sinais de sangramento (nasal, dentário, digestivo e urinário). Prevenção de acidentes com material cortante e traumas em geral. Por fim, estimular bons hábitos como hidratação, prática de atividade física e o acompanhamento médico sistemático.

Há alguma outra observação relevante sobre o tema que a doutora gostaria de acrescentar?


É muito importante salientar que a prevenção do TEV e seu diagnóstico e tratamento precoce minimizam a gravidade da doença e suas sequelas.



Sobre o Dia Mundial da Trombose


No dia 13 de outubro é lembrado o Dia Mundial da Trombose, que tem como objetivo a conscientização sobre a trombose entre profissionais da saúde, pacientes e entidades do governo e do terceiro setor. No entanto, devemos estar em alerta para essa afecção todos os dias. Em âmbito global, a campanha desta enfermidade é liderada pela Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia (SITH) e, no Brasil, por entidades médicas, entre as quais se destaca a Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia (SBTH).


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Meia Curta 3/4 Anti-trombose E Anti-embolia Jobst




terça-feira, 2 de agosto de 2022

Comitiva de Botsuana visita Rede São Camilo SP em busca de estratégias de combate ao câncer de colo de útero




Autoridades do governo botsuano presentes no encontro visam explorar oportunidades de parceria entre países a fim de combater altos índices de mortalidade pela doença


Preocupado com os altos índices de óbito por câncer de colo de útero, o governo botsuano busca estratégias alinhadas a instituições internacionais, bem como meios de viabilizá-las e promovê-las entre vários países africanos. Para isso, uma comitiva do país visitou nesta sexta-feira (29) a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

A Unidade da Mooca recebeu o ministro das Relações Exteriores do país, Hon Lemogang Kwape; a embaixadora Ms. Tebogo Motshome; a ministra da Educação, Sylvia Kwape; e outros médicos e membros do governo.

Com o objetivo de conhecer a instituição, referência no tratamento do câncer no Brasil, e promover a troca de conhecimento sobre as técnicas avançadas para o tratamento do câncer de colo de útero desenvolvidas pelo São Camilo, a visita busca, ainda, explorar oportunidades de cooperação técnica e científica entre os países.

Atualmente, o câncer de colo de útero é o terceiro tipo mais incidente em Botsuana, representando 25% de todos os casos de câncer da população, segundo dados dos relatórios da Global Cancer Observatory (GCO).

“Este encontro marca o começo de uma parceria, que pode beneficiar muitas mulheres. Estamos animados com esta possibilidade e acreditamos que o São Camilo, como toda a sua expertise, pode contribuir significativamente em nosso propósito de reduzir a mortalidade pela doença”, destaca Hon Lemogang Kwape.

Após conhecer o ambulatório, o centro cirúrgico e o setor de radioterapia do Hospital, o ministro trocou informações com Dr. André Lopes, do departamento de Ginecologia Oncológica da Rede São Camilo SP e responsável por promover esta visita, sobre as práticas utilizadas na instituição.

“É muito importante ter essa oportunidade de compartilhar conhecimentos e estamos empenhados em contribuir, através do intercâmbio de profissionais, da troca de experiências e treinamentos, para a melhora nos tratamentos, sobretudo em um país que é severamente afetado pelo câncer”, finaliza.

Sobre a Rede de Hospitais São Camilo


Especializada na assistência em saúde baseada em valor, a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo conta com 5 unidades, que prestam atendimentos em mais de 60 especialidades, cirurgias de alta complexidade e transplantes de medula óssea. São 3 unidades de hospital geral, 1 especializada em oncologia e 1 em reabilitação e cuidados paliativos. A Rede conta também com um Núcleo de Pesquisa Clínica que é referência no país, sendo considerado Top Recruitment - o maior recrutador de pacientes com mais de 40 estudos patrocinados na área de Oncologia.

Os hospitais privados da Rede subsidiam as atividades de cerca de 40 unidades administradas pela Sociedade Beneficente São Camilo e que atendem pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) em 15 Estados brasileiros.

No Brasil desde 1922, a Sociedade Beneficente São Camilo, que pertence à Ordem dos Ministros dos Enfermos, foi fundada por Camilo de Lellis e conta, ainda, com 25 centros de educação, dois colégios e dois centros universitários.

Siga o Hospital São Camilo nas redes sociais: @hospitalsaocamilospa

sábado, 2 de julho de 2022

Dor pós COVID gera preocupação entre médicos


Campinas é referência no tratamento intervencionista da dor e Brasil ocupa o 5º lugar no mundo segundo a World Institute of Pain


As dores pós COVID têm preocupado médicos de toda parte do mundo e traz em discussão as sequelas que ainda estão por vir em pacientes que adquiriram o coronavírus nos últimos anos na pandemia. “A pessoa que teve o Covid passou por uma infecção generalizada causada pelos vírus. Estão surgindo no consultório dores estranhas, dores crônicas e discutimos isso durante o congresso Pain Brazil, com especialistas da Europa, América Latina e América Central”, explica o médico intervencionista da dor Dr. Fabrício Dias Assis.

Mas não são só as dores causadas pela COVID que estão preocupando os médicos brasileiros. Segundo um estudo mais recente feito pelo Sinpain, com 400 entrevistados em Campinas-SP, mais de 50% das pessoas sofrem com algum tipo de dor crônica, as principais dores são de cabeça e coluna. Seja por algum problema de saúde, esforço físico exagerado ou outro motivo do dia a dia. No estudo 59% apresentaram dores nas costas nos últimos dozes meses e 48,7% apresentaram dor nas costas várias vezes há mais de um ano; das dores mais relatadas pelos entrevistados são 33% dores de cabeça, 33% dores nas costas e 8,5% dores nas juntas e 10% queimação de estômago. “A dor crônica é definida pela Organização Mundial de Saúde pela dor que dura mais de três meses. Tem pessoas que chegam ao consultório que convivem com a dor há 20 ou 30 anos e nunca procurou um tratamento, porque não sabe que existe uma intervenção para isso”, explica Dr. Fabrício.

Entre os tratamentos mais inovadores na intervenção da dor estão a medicina regenerativa feita através da células troncos e da neuromodulação pelo implante de eletrodos no gânglio da raiz dorsal que libera estímulos nos nervos afetados. "Às vezes alguma doença não tem cura, mas existem tratamentos que podemos realizar para proporcionar uma qualidade de vida melhor para aquele paciente, sem nenhuma dor”, concluiu o médico intervencionista da dor.

Congresso Pain Brazil 2022 é o maior da América Latina

Todos esses estudos foram apresentados, de 22 a 25 de junho, em Campinas-SP no Congresso Internacional Multidisciplinar de Dor - Pain Brazil 2022, realizado pela faculdade Sinpain, com mais de 30 médicos internacionais intervencionistas da dor convidados e 600 congressistas da área da saúde.

Segundo o presidente do congresso, Dr. Fabrício Dias Assis, esse foi o maior encontro presencial do ano. “Esse congresso é de suma importância não só para o Brasil, mas para América Latina, esse é o maior congresso de 2022. Hoje, nós temos aqui os melhores médicos de dor do mundo discutindo sobre todos os tipos de dores”, afirmou Dr. Fabricio.

O primeiro dia foi marcado pela realização de intervenções em 11 pacientes que sofrem com dores na coluna, cabeça, artrose, câncer e outras comorbidades, transmitido ao vivo para o congresso. Foram realizados tratamentos de radiofrequência e implantes de eletrodos medulares e no gânglio da raiz dorsal, cada procedimento teve um custo médio de 50 mil reais, entre equipe médica e materiais utilizados, todos realizados de forma gratuita.

A agenda do congresso estava bem completa com diversas aulas, palestras e debates com informações sobre o cenário da dor em pacientes da Europa, América Latina e América Central. Para o Dr. Tolu Alugo do Canadá, a cooperação entre médicos é primordial “É necessário ter mais comitês e encontros como esse sobre a dor. Eu participo desses congressos para ouvir sobre as novidades que possam ajudar meus pacientes. Os médicos precisam entender até onde pode ajudar aquele paciente e quando é necessário encaminhá-lo para outro médico especialista. Pensar no bem estar do paciente. Essa é a beleza da cooperação entre médicos”, ponderou o Dr. Alugo.

O tema dores pós COVID foi discutido no dia 25, através da aula "Covid and Pain: Up to Date", ministrado pelo Dr. Manuel Herrero, da Espanha. Trouxe informações sobre os vários tipos de dores que aparecem nos consultórios médicos e que ainda estão em estudo. “Nós, que estamos na linha de frente dos pacientes da dor, presenciamos muitas dores estranhas que têm surgido em pacientes que contraíram o coronavírus nos últimos anos de pandemia”, comenta o Dr. Herrero.

Segundo o presidente do Pain Brazil 2022, Dr. Fabrício Dias Assis o evento é um marco para a medicina intervencionista da dor na América Latina e surpreende os participantes pela educação de alto nível. “O congresso está atingindo minhas expectativas, é ótimo poder ter acesso a esse nível de conteúdo sem a necessidade de ir para fora do Brasil”, contou a fisioterapeuta Dra. Camila Araujo de Paula, de Pindamonhangaba - SP.

Durante o evento foi entregue uma homenagem chamada “Pain Giants Award” para os médicos Dr. Sudhir Diwan e a Dra. Andrea Trescot, ambos dos EUA, em reconhecimento pelo trabalho desenvolvido no tratamento intervencionista da dor no mundo. O Brasil é referência mundial no tratamento intervencionista de dor e possui o título internacional Fellow in Interventional Pain Practice, concedido pelo World Institute of Pain, sendo o 5º colocado em número de certificações, ficando atrás dos EUA, Holanda, Inglaterra e Índia.




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terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Inca estima 14,6 mil novos casos de linfoma no Brasil em 2021

Especialista da Rede São Camilo SP explica sintomas, diagnóstico e formas de tratamento da doença, que causou 5 mil óbitos de brasileiros somente em 2019


O termo linfoma é usado para designar vários tipos de câncer que se originam nos linfócitos, células que desempenham papel crucial no funcionamento do organismo. Ele se dissemina através do sistema linfático e da via sanguínea.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a doença foi responsável por mais de 5 mil óbitos no Brasil somente em 2019. A estimativa é de que, neste ano, sejam registrados mais de 14,6 mil novos casos.

Dr. Marcelo Bellesso, hematologista coordenador da área de linfomas da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, destaca que os linfomas podem acometer qualquer parte do corpo e têm no seu diagnóstico o desafio inicial.

Cada tipo de linfoma se comporta de maneira completamente distinta, podendo fazer parte ainda de dois subgrupos: Linfoma de Hodgkin (LH) e Linfoma não Hodgkin (LNH). “Por isso, é tão importante falarmos mais a respeito, pois tanto a identificação dos sintomas como a detecção e o tratamento são bastante distintos entre si”, explica.

As diferenças estão presentes através do padrão de crescimento celular, do tipo de célula envolvida e de como a doença se manifesta. Portanto, o médico patologista, em conjunto com o hematologista, são os responsáveis por concluir o diagnóstico baseado na avaliação do paciente, combinada com a biópsia e sua complementação chamada imuno-histoquímica.

Os Linfomas de Hodgkin apresentam maior incidência entre 20 e 30 anos e após os 50 anos. Embora existam exceções, geralmente notamos aumento das ínguas (caroços) superficiais no pescoço, axilas e virilha. Por vezes, essas ínguas podem crescer dentro do tórax (mediastino), abdome ou pelve, sendo diagnosticados através de exames de imagem como o PET-CT e a Tomografia Computadorizada. As ínguas superficiais são comumente indolores.


Em relação aos Linfomas não Hodgkin, há dezenas de diversos subtipos. Eles podem se desenvolver de maneira extremamente agressiva ou de forma lenta, chamados indolentes. Além disso, podem estar presentes tanto nas ínguas (linfonodos) como em qualquer tecido do nosso organismo.

Entre os sintomas que podem ajudar a identificar o problema, Dr. Marcelo destaca a febre no final da tarde, suores noturnos excessivos, coceiras na pele, cansaço e perda de peso sem motivo aparente. Vale lembrar que estes sinais são comuns a diversas outras enfermidades, portanto, é fundamental procurar um médico para investigar a causa.

O hematologista ressalta que o diagnóstico é realizado por meio de biópsia, ou seja, análise de um tecido retirado cirurgicamente ou pela remoção de uma parte da região afetada por uma agulha grossa. Este material retirado será avaliado no laboratório pelo médico patologista determinando, então, o tipo e subtipo do linfoma e direcionando o melhor tratamento a ser realizado.

Ele reforça, ainda, que se detectado em estágio inicial, melhoram as perspectivas de resposta ao tratamento e, em muitos casos, aumentam a possibilidade de cura.

“Quando falamos sobre o tratamento, temos um arsenal de possibilidades, de acordo com o tipo de linfoma, condições do paciente, exposição a tratamento prévio, entre outros. Podemos utilizar quimioterapia, imunoterapia, inibidores de pequenas moléculas, transplante de medula óssea ou, em certos casos de linfomas indolentes, apenas a observação e seguimento clínico”, reitera Dr. Marcelo.

Por isso, finaliza o especialista, é muito importante uma excelente relação entre médico e paciente, para que todas essas dúvidas sejam muito bem esclarecidas.

Siga o Hospital São Camilo nas redes sociais: @hospitalsaocamilosp

domingo, 17 de maio de 2020

HIDROXICLOROQUINA E AZITROMICINA É USADO EM HOSPITAL NO PIAUÍ COM SUCESSO


Protocolo adotado em hospital do Piauí traz melhora clínica a pacientes com Covid-19



Tratamento oferecido no Hospital Regional Tibério Nunes é resultado copia modelo adotado em uma unidade de saúde da Espanha
Um hospital localizado no município piauiense de Floriano, cidade a cerca de 250 quilômetros da capital Teresina, tem chamado a atenção de autoridades de saúde. Isso porque um protocolo de tratamento utilizado em pacientes com a Covid-19 tem se mostrado eficaz no combate à doença.

Dois dias após o aparecimento dos sintomas do novo coronavírus, pacientes do Hospital Regional Tibério Nunes estão recebendo a combinação de hidroxicloroquina e azitromicina durante cinco dias. Caso essas medicações não deem resultados, o paciente recebe remédios à base de corticoide, substância que costuma aparecer em anti-inflamatórios, durante três dias.

Segundo Justino Moreira, diretor clínico da unidade, até mesmo pacientes com um alto grau de dano ao pulmão tiveram melhoras com esse tratamento.

“Quando começamos a usar o corticoide, no dia 2 de maio, os pacientes evoluíram rapidamente. Tiramos o oxigênio deles, demos alta. Teve paciente com 50% e paciente com 75% do pulmão comprometido. Paciente na boca da UTI, e conseguimos frear esse processo. Hoje o paciente está tendo alta.”

O tratamento oferecido no hospital de Floriano chamou a atenção do governo federal. Nesta semana, Damares Alves, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, foi ao município para conhecer o trabalho da equipe.

No entanto, o uso da hidroxicloroquina, associado ou não com a azitromicina, em pacientes infectados com o novo coronavírus é polêmico. Um estudo feito com cerca de 1,4 mil pacientes de Nova York, divulgado neste mês, apontou que a prescrição desses medicamentos não reduz a letalidade da Covid-19.

O diretor da unidade de ressalta que quando o paciente infectado chega à terceira fase da doença, em que ele deve ser submetido a um respirador, não há muito o que se fazer para reverter o seu quadro clínico.

“Antes a gente não tinha ferramenta para tratar. As pessoas estavam morrendo, só esperando ir para UTI. E não tinha mais jeito. Os que foram para UTI aqui, morreram. Temos que conter a doença antes de chegar lá, na primeira e segunda fase. Na fase três, a gente tem pouca esperança, a mortalidade é muito alta.”

O tratamento oferecido no Hospital Regional Tibério Nunes é fruto de um protocolo clínico da médica piauiense Marina Bucar Barjud, que trabalha no combate à Covid-19 no Hospital HM Puerta del Sur, em Madrid, na Espanha.

O uso conjunto da hidroxicloroquina e azitromicina e de corticoides, na unidade de saúde em Floriano, foi feito apenas em 20 pessoas. Segundo o diretor do hospital, 15 desses pacientes que receberam o tratamento tiveram alta.

Questionada, a Secretaria de Saúde do Piauí não respondeu se iria ampliar o protocolo para outros hospitais do estado.


quarta-feira, 29 de abril de 2020

Alimentação saudável e o poder dos alimentos na prevenção de doenças.


Dr. Paulo Amazonas fala da importância de uma alimentação saudável e o poder dos alimentos na prevenção de doenças.

Com base na medicina preventiva, médico dá dicas de alimentação saudável para crianças, adultos e pessoas do grupo de risco da Covid-19.


Em tempos de Covid-19 onde é necessário reforçar o sistema imunológico e o médico Paulo Amazonas, nome forte no cenário nacional dentre os jovens médicos atuantes em São Paulo na medicina preventiva, reuniu algumas informações sobre a relação de uma alimentação saudável e o poder dos alimentos na prevenção de doenças.

Dr. Paulo amazonas listou uma série de alimentos e práticas importantes no reforço da imunidade para adultos e crianças dando ênfase ainda aos grupos de risco.

Para crianças o médico ressalta a importância do aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses de vida e sua continuidade até os 2 anos de idade ou mais, complementando uma dieta rica em frutas, legumes e outras fibras alimentares. A ingestão dessas fibras e nutrientes se fazem necessárias por toda infância e deve se evitar alimento rico em açucares e ultra processados. Aveia, abacate e frutas vermelhas são boas opções para se ter no cardápio infantil.

Para adultos a recomendação alimentar segue no mesmo ritmo, é importante a ingestão de fibras prebióticas como por exemplo a aveia, que além de alimentar as bactérias saudáveis do intestino, equilibra os níveis de açúcar no sangue e ainda aumenta a saciedade. A biomassa de banana verde, rica em inulina, uma fibra que promove o reparo e integridade intestinal e com isso redução de processos inflamatórios, pode ser usada para substituir o trigo. Além disso consumir 1 colher de sopa de chia ao dia, além de regular o apetite, melhora os fatores de risco relacionados à obesidade e tem potencial anticancerígeno.

Dr. Paulo ressalta ainda os cuidados necessários para o grupo de risco: Além de garantir um estado nutricional adequado através uma alimentação baseada em alimentos naturais e sem ultra processamento, o corpo também aumenta sua vida útil com um sono reparador. É importante ter uma rotina que permita dormir 7 a 8 horas de sono por noite, sem interrupções. A prática do exercício físico que promove além do bem- estar mental, o fortalecimento das estruturas essenciais para um corpo saudável.





Dr. Paulo Amazonas, médico é formado pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) residente e com consultórios em São Paulo e Manaus, tem em seu currículo curso de obesidade em Harvard e é pós graduando em nutrologia no Hospital Israelita Albert Eistein. Atua na medicina preventiva através da nutrologia, medicina ortomolecular e longevidade com foco na alimentação equilibrada e modulação intestinal. É um entusiasta e fonte recorrente quando o assunto é a utilização de alimentos na prevenção de doenças da modulação intestinal.

É também idealizador e embaixador da "Síndrome Fúngica: Um mal silencioso. Campanha nacional da conscientização da Síndrome Fúngica".

O médico tem promovido uma série de conversas com especialistas, jornalistas e estudiosos acerca da nutrição, saúde, gastronomia e alimentação. Nesta sexta-feira (1/5) realizará live no instagram tendo como convidada a jornalista, critíca gastronômica e jurada do Top Chefe Brasil, Ailin Aleixo, na qual irão discutir a importância da alimentação e o poder dos alimentos na prevenção de doenças.

terça-feira, 28 de abril de 2020

COVID-19: saiba como cuidar da saúde cardiovascular

Dr. Gilberto Narchi

Cirurgião explica que envelhecimento de artérias e veias é um risco a mais em tempos de pandemia do novo coronavírus

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, pessoas acima dos 60 anos ou com problemas cardíacos foram identificadas como algumas pertencentes ao grupo mais afetado pela COVID-19. Entretanto, o envelhecimento já pode representar um risco para as veias e artérias, deixando-as mais rígidas. O cirurgião vascular Dr. Gilberto Narchi Rabahie explica como a diferença de idade pode acontecer e dá dicas para prevenir.

“A diferença básica é a capacidade elástica ou complacência do vaso”, afirma. O vaso mais novo possui maior resistência. Já o mais velho, se torna mais rígido, e quanto mais enrijecido for, maior o será o trabalho do coração para “vencer” a pressão, causando desgaste precoce, do coração e, diretamente, dos vasos.

Segundo o especialista, a falta de controle de diabetes e a hipertensão arterial podem apresentar o enrijecimento precoce das artérias. “Sedentarismo, tabagismo e a ausência de manutenção de peso adequado também contribuem para a diferença de idade”, acrescenta Dr. Gilberto.

Para medir a capacidade da parede arterial, o VOP (Velocidade da Onda de Pulso) é um método que apresenta, de forma não invasiva, a rigidez da parede arterial. “Com o exame, podemos fazer um diagnóstico precoce e com o tratamento adequado, retardarmos a rigidez dos vasos, igualando, por assim dizer, as idades para evitarmos suas complicações”, afirma o cirurgião vascular.

“Não se prevenir e não tratar a rigidez pode ocasionar, precocemente, doenças cardiovasculares como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. Além disso, em tempos de COVID -19, manter a saúde cardiovascular em dia representa um risco menor de complicações da doença causada pelo novo coronavírus”, explica o especialista.

Segundo a SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia), para pessoas com doenças cardíacas, por exemplo, a taxa de mortalidade da COVID-19 pode ser três vezes maior em relação à média. Outro fator a ser considerado é o desenvolvimento da SRAG - síndrome respiratória aguda grave. Em pessoas com problemas cardíacos, o desenvolvimento da complicação, após contaminação do novo coronavírus, é mais alto.


Dicas práticas

Para manter a saúde cardiovascular em dia, o Dr. Gilberto recomenda prevenir doenças como diabete e hipertensão, que podem ocasionar o envelhecimento precoce das artérias e colocar o indivíduo o grupo de risco da COVID-19. Praticar atividades físicas e manter os exames de rotina atualizados são maneiras de evitar complicações relacionadas ao coração.

Além disso, manter-se em distanciamento social, lavar bem as mãos e não as colocar no rosto fazem parte das medidas básicas de prevenção contra o novo coronavírus. Para as pessoas que não trabalham em áreas da saúde ou de risco, o uso de máscaras caseiras de tecido, caso precise sair de casa, é uma barreira a mais para evitar o contágio.

Vale ressaltar que sintomas como febre alta, tosse e falta de ar são alguns dos principais da COVID-19. Além disso, perda de olfato, paladar e cansaço constante também podem ser indícios da doença causada pelo novo coronavírus e precisam ser acompanhados por atendimento médico.

Sobre Dr. Gilberto Narchi Rabahie

Formado em Medicina pela Faculdade de Medicina do ABC, Dr. Gilberto Narchi possui Pós Graduação em Pesquisa pela Universidade da Califórnia, em San Francisco – UCSF, além de ser especialista em Cirurgia Vascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e Endovascular. Também é membro da Sociedade Americana de Cirurgia Vascular e da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e Endovascular. Atualmente, é cirurgião vascular do Hospital do Coração em São Paulo.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Médicos também podem ficar doentes


SBOC alerta sobre os cuidados necessários para garantir saúde mental e física de oncologistas durante a pandemia


Os profissionais da saúde são peça fundamental no enfrentamento da pandemia de Covid-19, mas, infelizmente, também estão entre os mais vulneráveis. Médicos vêm sendo atingidos física e mentalmente, pois correm maior risco de infecção, visto que estão em contato com pessoas contaminadas. Isso os faz ficar longe de suas famílias e lidar com o peso da vulnerabilidade do outro, muitas vezes deixando a própria em evidência.

O momento atual exigiu mudanças repentinas e ainda é novidade para todos, inclusive para médicos, enfermeiros e auxiliares, que precisam atuar na linha de frente. No Brasil, o grupo do Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas e do Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul afirma que durante uma pandemia os níveis de ansiedade e estresse das pessoas aumentam devido ao medo, fazendo com que o número de pessoas com saúde mental afetada seja ainda maior que o número de pessoas infectadas pelo novo vírus.

A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) alerta que para cuidar de pacientes e da família, antes de tudo, é preciso cuidar de si mesmo. Aprender a separar assuntos familiares dos profissionais, tirar um tempo para descansar e fazer coisas que te agradem, como ler livros, cuidar do seu animal de estimação e praticar atividades físicas, podem ser de grande ajuda durante esse período.

"Vejo colegas de trabalho mais ansiosos, outros deprimidos, principalmente pela preocupação com seus pacientes, se seguirão o tratamento e se estão bem. É preciso que os gestores de hospitais e clínicas estejam também atentos à saúde mental de seus profissionais, criem um espaço seguro de diálogo, onde eles possam compartilhar as principais dificuldades dessa nova rotina e encontrar juntos as soluções", defende a Dra. Veridiana Camargo, membro da SBOC.

O que pode fazer a diferença é a sintonia com a equipe de trabalho. "Mesmo à distância, mantenha contato com outros colegas e líderes para que possam compartilhar experiências e definir as melhores diretrizes de cuidados para os pacientes, mas também para a equipe. Ter uma rede de apoio no trabalho e em casa facilita o enfrentamento dessa crise, e certamente nos tornará mais fortes daqui para frente", completa Dra. Veridiana.

De acordo com a Dra. Angélica Nogueira, diretora da SBOC, os técnicos também estão sobrecarregados por terem plena ciência da gravidade do que estamos enfrentando. "Estamos a par dos fatos, conhecemos os dados e evidências científicas e, mesmo cientes da verdade e com bastante medo, continuamos e continuaremos cumprindo nosso ofício".

Os profissionais da saúde temem que os números de contaminados sejam ainda maiores no Brasil, pois há poucos testes sendo realizados. "Estima-se que a incidência seja consideravelmente superior aos números reportados. Além da carência de testagem, há pessoas que são assintomáticas ou apresentam sintomas leves e, por isso, não estão sendo contabilizadas", aponta Dra. Angélica.

Outra preocupação que aflige especialmente os oncologistas é que as consultas rotineiras estão suspensas. "É necessário definir o que será feito daqui para frente, qual será a nova prática, pois, para muitos cânceres, atrasos diagnósticos têm impacto significativo no desfecho", dispara.

Diante de tantas adversidades, a SBOC presta sua homenagem aos médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e parabeniza todos que estão combatendo essa pandemia, seja na linha de frente ou possibilitando a continuidade de outros tratamentos. Além disso, a Sociedade também agradece as mais diversas iniciativas (individuais ou empresariais) de apoio aos profissionais da saúde, seja com reconhecimento e apoio emocional, doações ou oferecendo soluções em segurança do trabalho.


SOBRE A SBOC - SOCIEDADE BRASILEIRA DE ONCOLOGIA CLÍNICA

A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) é a entidade nacional que representa mais de 1,9 mil especialistas em oncologia clínica distribuídos pelos 26 Estados brasileiros e o Distrito Federal. Fundada em 1981, a SBOC tem como objetivo fortalecer a prática médica da Oncologia Clínica no Brasil, de modo a contribuir afirmativamente para a saúde da população brasileira. É presidida pela médica oncologista Clarissa Mathias, eleita para a gestão do biênio 2019/2021.


sábado, 4 de abril de 2020

Dentistas mineiros doam viseiras fabricadas em impressora 3D para combater o covid-19


Os dentistas Patrícia Bertges e Vinícius Araújo uniram forças em uma ação solidária para doar viseiras produzidas em seus consultórios. A iniciativa está sendo apoiada também por empresários locais e pela Rede do Bem.


Em um gesto de solidariedade dentistas mineiros, que estão com os consultórios fechados devido à pandemia do covid-19, resolveram usar os seus recursos próprios e se unir a empresários e entidades sociais para produzir viseiras de policarbonato para ajudar no combate ao novo coronavírus.

Os dentistas Patrícia Bertges e Vinícius Araújo somaram forças com o empresário Gil Pereira e a Rede do Bem e estão produzindo as viseiras com uma impressoras 3D, usada no consultório para a confecção de próteses dentárias e material odontológico: “voluntariamente todos os funcionários dos nossos consultórios se dispuseram a ajudar na confecção das viseiras. Começamos a produzir agora, graças também aos apoios que recebemos, e temos a estimativa de produção diária de pelo menos 400 viseiras, que serão doadas a asilos, hospitais em Belo Horizonte e para profissionais da saúde”, contou a Dra. Patrícia Bertges.

Rapidez de produção e reutilização são grandes vantagens

O Dr. Vinícius Araújo aponta as vantagens destas viseiras para os profissionais da saúde em relação às máscaras descartáveis: “além de serem feitas de um material resistente, ficam prontas rapidamente e são reutilizáveis, bastando apenas higienizar o material após o uso. Muitos especialistas no mundo inteiro recomendam estas viseiras em lugar das máscaras, devido a estes motivos que citei e da comprovada eficiência superior deste material.”

Máscaras estão em falta nos hospitais e nas farmácias de BH

Segundo os dentistas, muitos profissionais de saúde que trabalham nos hospitais da região metropolitana da capital mineira já revelaram que as máscaras descartáveis estão em falta: “Estamos em contato com um médico que trabalha em dois hospitais em BH, e ele revelou que nesses hospitais já não tem mais máscaras. Como vamos doar também para estes hospitais as máscaras que estamos produzindo, ele agradeceu pela nossa iniciativa.”

Além de doar aos profissionais de saúde as viseiras, os dentistas pensam em abranger mais pessoas: “tem trabalhadores que vão todos os dias para casa, pegam ônibus, então temos que proteger o máximo essas pessoas, assim como os idosos. Pensamos também em doar para dentistas que estão atendendo urgência e emergência em seus consultórios, pois estão expostos ao risco de contaminação elevado”.

Custos do material é um obstáculo

A previsão é de começar as entregas ainda esta semana e seguir produzindo máscaras pelos próximos 15 dias: “encomendamos mais materiais pela internet para confeccionar mais viseiras, porque não estamos achando pra vender em BH. A nova remessa de materiais só chega semana que vem.”

O custo de confecção é razoavelmente elevado, cerca de 25 reais cada viseira, o que tem sido também um obstáculo para os dentistas: “estamos recebendo apoios de um grupo chamado Rede do Bem, no qual eu participo, que está organizando uma “vaquinha” pra conseguirmos fazer mais. O empresário Gil Pereira também tem nos ajudado e vai distribuir algumas destas máscaras também em Ipatinga. No entanto, para produzir na quantidade que queremos e atender de algum modo a necessidade deste momento de pandemia, precisamos de mais doações. Estamos em busca de novas parcerias e apoios para juntos vencermos o covid-19”, concluiu a Dra. Patrícia Bertges.

Ministério da Saúde faz remanejamento de respiradores eletrônicos


Nesta semana, a capital Manaus (AM), recebeu o auxílio de 15 aparelhos respiratórios. Essencial para o tratamento de casos graves da Covid-19, o equipamento é utilizado quando o pulmão do paciente está muito comprometido e ele não consegue respirar sozinho.

Os equipamentos foram emprestados pela Rede D'Or São Luiz a pedido do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. De acordo com os dados do Ministério da Saúde, o Brasil conta hoje com 65.411 respiradores, sendo 46.663 na rede pública e 18.748 disponíveis na rede privada de saúde. Segundo Mandetta, o objetivo da ação foi fortalecer toda a estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS), no país.

“Tive que pegar respirador de um estado, mandar pela FAB e mandar para Manaus, para a gente tentar trabalhar o Brasil com um cenário. Porque se aumentar muito aqui, talvez a gente equipamentos de um local e transfira para ver se a gente consegue dá um ponto de equilíbrio para o nosso sistema de saúde que vai sim ser muito estressado”.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ressaltou ainda que neste momento é importante reforçar a assistência em locais que ainda não têm um grande número de casos confirmados da doença.

“O que a gente quer evitar é que nós tenhamos grandes centros como o Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, capitais na orla com surtos, fortes epidêmicos em paralelo ao mesmo tempo. Aí realmente seria muito difícil. Então, esse somatório de ações para diminuir a mobilidade é muito importante.”

O Governo Federal nesta semana destinou R$ 9,4 bilhões para fortalecer a rede pública de saúde no enfrentamento a Covid-19. O recurso vai ser destinado para aquisição de ventiladores pulmonares, novos testes diagnósticos, medicamentos e outros equipamentos para a rede hospitalar.

Para mais informações acesse saude.gov.br/coronavirus.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Toffoli defendeu atuação coordenada entre setores de saúde pública e privada no enfrentamento da pandemia



Em videoconferência, Toffoli defendeu atuação coordenada entre setores de saúde pública e privada no enfrentamento da pandemia
Técnicos de Entidades representativas da rede suplementar de saúde apresentaram, na manhã desta quinta-feira, 2, ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, as dificuldades que o setor vem enfrentando neste momento de pandemia.

Durante a reunião, realizada por videoconferência, os representantes da rede privada pediram ao ministro uma atenção especial em relação às medidas que vêm sendo adotadas, por diferentes órgãos do poder público, no tocante ao confisco de produtos e equipamentos imprescindíveis ao atendimento hospitalar neste momento de crise sanitária. Na ocasião, a Federação Brasileira de Hospitais (FBH) foi representada pelo seu superintendente, Luiz Fernando Silva.

“Esse é o momento de estabelecer o diálogo entre todos os agentes públicos, entre toda a nação, exatamente para que possamos colocar acima de qualquer divergência, de qualquer individualidade, o bem maior que é a proteção à vida, e também a proteção da economia, do sistema de produção do Brasil”, afirmou o ministro Dias Toffoli.

As entidades aproveitaram o encontro para comunicar ao presidente do STF que ajuizaram, na Casa, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 6362) questionando normativos que permitem requisição de equipamentos hospitalares sem observação de critérios técnicos.

O pleito que o setor solicita, segundo o coordenador jurídico do CNSaúde, Marcos Ottoni, é uma interpretação conforme está previsto na Constituição Federal à Lei nº 13.979, para que a requisição desses materiais se dê sob a coordenação e a tutela do Ministério da Saúde. “Assim, para que os demais entes públicos possam, de forma coordenada com o Ministério, fazer as requisições dentro de critérios que sejam do ato administrativo.”

Participaram do encontro virtual cerca de 20 representantes do setor privado de saúde e da indústria farmacêutica, dentre eles: Federação Brasileira de Hospitais (FBH); Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp); Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios Privados do Estado de São Paulo (FEHOESP); Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL); Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde (Abraidi); Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde (Abimed); Associação Brasileira da Indústria de artigos e equipamentos médicos, odontológicos, hospitalares e de laboratórios (Abimo); Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma); Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed); Confederação das Santas Casas de Misericórdia do Brasil (CMB); Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde) e Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma).


sábado, 28 de março de 2020

Cate e Ade Sampa realizam pré-seleção on-line para empresa que gerenciará unidade voltada a pacientes com coronavírus


A Prefeitura de São Paulo abriu neste sábado, 28 de março, processo seletivo on-line para mais 720 vagas na área de enfermagem, sendo 504 para técnico de enfermagem e 216 para enfermeiro hospitalar. As inscrições encerram nesta segunda-feira (30), às 14h, ou até o preenchimento das vagas para os profissionais que irão trabalhar por 90 dias no hospital de campanha que está sendo construído no Complexo do Anhembi. Para se inscrever é necessário acessar o site www.tinyurl.com/hospitalanhembi e anexar o currículo atualizado.

Em virtude da urgência na contratação dos profissionais, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho disponibilizou, além dos técnicos do Cate – Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismos, analistas da Ade Sampa – Agência São Paulo de Desenvolvimento, para a análise dos currículos na primeira fase e encaminhamento para a entidade gestora do hospital, que realizará prova e entrevista presencial.

“Na primeira seleção, finalizada sexta-feira (27), em menos de 24 horas recebemos mais de 1.800 inscrições. Além dessas novas oportunidades, ainda existem vagas remanescentes para fisioterapeuta hospitalar, técnico de farmácia, técnico em gasoterapia e oficial de manutenção”, explica a secretária de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Aline Cardoso.

Será exigida a formação completa em níveis técnico e superior em enfermagem e pelo menos seis meses de experiência na área hospitalar.

Durante o processo seletivo será informado o salário, benefícios e horários de trabalho para as equipes a serem formadas.

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

VEM AÍ A MAIOR DISTRIBUIÇÃO DE VACINA DOS ÚLTIMOS 10 ANOS


Serão 60,2 milhões de doses para 2019, por meio da compra de 47,5 milhões de doses extras da tríplice viral, realizada este ano. Em 2020 serão distribuídas 65,4 milhões


O Ministério da Saúde adquiriu 114% a mais do número de doses da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, para 2019 e 2020 em relação a 2018, passando de 30,6 milhões para 60,2 milhões e 65,4 milhões de doses. Para isso, a pasta comprou recentemente 47,4 milhões de doses da vacina, quantitativo atualmente disponível no mundo, representando a maior distribuição de tríplice viral feita pelo Brasil nos últimos dez anos. A medida visa garantir a vacinação de 39 milhões de brasileiros, 20% da população, na faixa etária de 1 a 49 anos, que hoje estão suscetíveis à doença porque não tomaram a vacina ou o quantitativo de doses necessárias. O Ministério também trabalha para controlar o surto no país, e eliminar, mais uma vez, o sarampo no Brasil.

“Não vai haver redução no quantitativo de vacinas nem faltará dinheiro para comprar vacinas. Esta é uma prioridade do Ministério da Saúde e do Governo Federal. Estamos comprando em 2019 um quantitativo para mais de 12 meses para criar um estoque estratégico. Então, neste ano, estamos adquirindo mais doses do que vínhamos adquirindo em anos anteriores e, além disso, estamos comprando mais barato”, explicou o secretário Executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo. “Se houver necessidade, vamos remanejar recursos para vacinação. Imunização é prioridade e vai ter vacina para todos”, completou Gabbardo.

Do total previsto para este ano (60,2 milhões), já foram distribuídas 22,8 milhões e os outros 37 milhões serão até dezembro, para garantir a todos os estados, a vacinação de rotina, as ações de interrupção da transmissão do vírus, e a dose extra chamada de ‘dose zero’ a todas as crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias. A maior parte das doses para 2019 serão destinadas à Campanha Nacional de Vacinação contra a o Sarampo, que ocorrerá de forma seletiva e em duas etapas: de 7 a 25 de outubro, para crianças de seis meses a menores de 5 anos. O dia D – dia de mobilização nacional - acontecerá em 19 de outubro; e a segunda etapa, de 18 a 30 de novembro, com foco na população de 20 a 29 anos. O dia D ocorrerá em 30 de novembro.

As 47,4 milhões de doses extras foram adquiridas recentemente pelo Ministério da Saúde com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Desse total, 25,7 milhões serão distribuídas em 2020. Atualmente são 2,2 milhões de doses por mês para atender a rotina dos estados. União, estados e municípios estão unindo esforços para alcançar os 39,9 milhões de brasileiros que hoje estão suscetíveis ao vírus do sarampo, de acordo com o Ministério da Saúde e a OPAS. Apesar da faixa etária de 20 a 29 anos concentrar a maior parte desses brasileiros (35%), são os menores de 5 anos o grupo mais suscetível para complicações do sarampo, podendo chegar à óbito. Dos quatro óbitos registrados este ano, três foram em crianças menores de 1 ano. Nessa faixa etária, 1,8 milhão estão desprotegidas.

MOVIMENTO VACINA BRASIL


Pela primeira vez o Governo Federal estabeleceu a cobertura vacinal como meta prioritária para a gestão de Saúde no país, por meio do Movimento Vacina Brasil. Assim, ao dobrar o quantitativo de doses da vacina tríplice viral para os próximos períodos, o Ministério da Saúde empreende todos os esforços para controlar o surto ativo da doença, que hoje ocorre em 17 estados brasileiros. Além de eliminar novamente a transmissão do vírus no país, com reforço da vacinação.

Em 2016, o Brasil recebeu o Certificado de Eliminação do Sarampo, emitido pela OPAS, mas perdeu em fevereiro deste ano, após 12 meses de circulação do vírus sarampo no território brasileiro. Por isso, uma das missões do Vacinação Brasil é recuperar a certificação do Brasil livre de sarampo. Manter altas e homogêneas coberturas vacinais na população é a única forma de evitar a transmissão da doença.

VACINAS GARANTIDAS EM 2020 NO SUS

O Brasil possui o maior programa público de imunização do mundo. Por ano, são mais de 300 milhões de doses de vacinas aplicadas na população. Para o próximo ano, o orçamento previsto para a compra e distribuição de vacinas e insumos em todo o país, como kits de diagnósticos, é de R$ 4,9 bilhões. Esse valor considera a demanda programada e o preço de referência para a compra desses insumos no próximo ano, assegurando a oferta de vacinas a população de acordo com o Calendário Nacional de Vacinação. A proposta ainda está em tramitação no Congresso Nacional. Neste ano, até setembro, o Ministério da Saúde já investiu R$ 3,8 bilhões na aquisição de vacinas e insumos, sem contar os investimentos já alocados em Biomanguinhos/Fiocruz um dos fornecedores nacionais.

DADOS DE SARAMPO

Nos últimos 90 dias, o Brasil registrou 3.906 casos confirmados de sarampo no país, aumento de 17% (567 casos) em relação ao último dado divulgado (12.09). Os dados estão no novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado nesta quinta-feira (19). Parte desse aumento decorre da confirmação de casos, que estavam em investigação, pelo critério clínico-epidemiológico. O pico de casos ocorreu entre os dias 4 e 10 de agosto, o que corresponde a semana epidemiológica 32. Já a partir de setembro é observado uma estabilidade na ocorrência de novos casos nas áreas afetadas.

O Pará passou a integrar a lista de 16 estados com transmissão ativa da doença, totalizando agora 17. A maior parte dos casos, 97,5%, permanece concentrada em 153 municípios de São Paulo, principalmente na região metropolitana. O atual boletim apresenta, ainda, 20.485 casos em investigação e 4.134 que foram descartados. Permanece o registro de quatro óbitos em todo o país.


quinta-feira, 15 de agosto de 2019

UFSCar oferece avaliação e exames gratuitos para pessoas que sofreram acidente vascular cerebral

Voluntários também receberão orientações personalizadas para melhorar a saúde e a qualidade de vida
O Laboratório de Pesquisa em Fisioterapia Neurológica (LaFiN), do Departamento de Fisioterapia (DFisio) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), oferece exames gratuitos para pessoas que sofreram acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido como derrame. Os resultados dos exames serão utilizados por Jean Alex Matos Ribeiro, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia (PPGFt), em um estudo orientado pelo professor Thiago Luiz de Russo, do DFisio.
Os voluntários passarão por teste ergométrico e avaliações da função e estrutura dos vasos sanguíneos. Além disso, o pesquisador vai analisar a quantidade de atividade física que a pessoa realiza no dia a dia e a relação com a saúde do coração, já que o sedentarismo é um fator que contribui para a piora da saúde dos vasos. Geralmente, após um AVC, "os vasos sanguíneos tornam-se mais rígidos, aumentando o risco de outras doenças como o infarto ou de um novo AVC", relata o pesquisador. Para Ribeiro, é importante fazer uma avaliação precisa dos vasos sanguíneos, justamente para prevenir futuras doenças cardíacas ou novos AVCs.

Podem participar da pesquisa homens e mulheres, entre 30 e 80 anos, que tenham diagnóstico de AVC, com IMC menor ou igual a 29,9 kg/m², que consigam caminhar sozinhos (podem usar bengala, andador ou muleta), que não tenham feito cirurgia cardíaca e nem tenham tido enfarto, e que não sejam fumantes. Os voluntários terão acesso à avaliação fisioterapêutica e receberão informações detalhadas de todos os resultados dos exames realizados, bem como orientações personalizadas para melhorar a saúde e a qualidade de vida.

Os exames serão realizados no DFisio, na área Norte do Campus São Carlos da UFSCar. Os interessados podem entrar em contato com o pesquisador Jean Alex, pelos telefones (16) 3351-9578 e (16) 98132-4960 ou pelo e-mail ribeiro-matos@hotmail.com. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 15729919.5.0000.5504).

quinta-feira, 21 de março de 2019

Mordida errada causa dores, falta de equilíbrio e prejudica qualidade do sono


Já reparou nos encaixes do seu dente?




Problema comum em boa parcela da população, o encaixe dos dentes nem sempre é considerado um diagnóstico prioritário em caso de tratamentos de doenças que não se referem diretamente à boca.

Fortes dores de cabeça, dores nas costas, nas articulações e até problemas respiratórios e rinite podem ser analisados pela arcada dentária.

“A formação da arcada dentária e das possíveis disfunções estão, muitas vezes, relacionadas tanto com processo de mastigação quanto a problemas genéticos. A arcada dentária em condições saudáveis deve-se ter os dentes superiores encobrindo os inferiores”, explica o dentista Rogério Pavan.



Essa foi uma realidade enfrentada pela Irinéia Luiza Lipert de 76 anos, que há mais de 20 anos lutava contra problemas respiratórios e que depois de vários tratamentos e remédios só conseguiu combater a doença com a biorreprogramação bucal, técnica funcional de ajuste da arcada. “Senti uma diferença muito grande com o tratamento. Hoje consigo dormir bem e ter uma melhor qualidade de vida”, afirma a paciente.





Foi na cadeira do dentista que a aposentada Odette Sahd, de 84 anos, também encontrou há 7 anos a solução dos seus problemas de saúde. “Eu tinha muita queixa de dores no corpo e respiração. Quando comecei o tratamento eu andava até arqueada com problema na coluna. Nunca imaginei que os dentes seriam a cura pra mim”, explica.





Segundo o Ministério da Saúde grande parte da população sofre de oclusão dentária, porém nem sempre é possível traçar um perfil ou apontar quem tem maior predisposição para esse mal.


“A saúde da boca está diretamente ligada com o equilíbrio dos sistemas respiratório, bioquímico digestivo, esquelético, além de interferir diretamente na mastigação, fala e estética. Se existe uma disfunção da arcada, todo o sistema é afetado e consequentemente doenças surgirão. Infelizmente a maioria da população não tem conhecimento que cuidar da boca e dos dentes não significa apenas ter uma boa aparência, mas, sim manter todo o corpo saudável, contribuindo, inclusive, com a prevenção de doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais (AVC), já que a boca é a porta de entrada de todo o organismo’, finaliza Pavan.



Dr. Rogério Pavan – Cirurgião Dentista - CRO 60820
Ortopedia, Ortodontia, Reabilitação Oral, Apnéia, Ronco, Suplementação Hormonal.
Rua Itapeva, 202 – Sala 23 – Cerqueira César – São Paulo – SP
Telefones: (11)3287-0433 / 3287-7010 – Whats (11) 94016-7771
Instagram : @rogeriopavanofficial



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