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sexta-feira, 14 de agosto de 2020

PROJETO DE LEI PROÍBE CONTINGENCIAMENTO EM VERBAS PARA A CIÊNCIA NO BRASIL



O Senado Federal aprovou, na noite desta quinta-feira (13), com apenas um voto negativo, Projeto de Lei Complementar 145/2020 que proíbe o governo de contingenciar verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). O texto, de autoria do senador Izalci Lucas (PSDB-DF), tem o objetivo de garantir a continuidade de pesquisas estratégicas independentemente de como estiverem as contas do país. Além disso, transforma o fundo contábil em um fundo financeiro. Isso significa que o FNDCT vai poder, por exemplo, aplicar o dinheiro que tem em caixa e ser remunerado pelas aplicações. Pelos cálculos do autor da proposta, o fundo poderia ter garantido um valor extra de R$ 35 bilhões nos últimos 10 anos.

“Se tem algo que pode tirar o Brasil da crise é a ciência, tecnologia e inovação. Nós sonhamos com isso há anos. Essa aprovação é um marco para a ciência. A gente vai poder garantir não só o recurso, mas também a regularidade do recurso. É um sonho de todas as universidades, dos pesquisadores e da indústria brasileira”, comemorou Izalci, logo após a votação.

Responsável por custear uma grande parcela da geração de conhecimento no país, o FNDCT tinha reservado este ano R$ 5,2 bilhões, de acordo com o que está definido na Lei Orçamentária Anual. Mas a cifra real que foi liberada pelo governo aos pesquisadores representa apenas 12% do valor: R$ 600 milhões, o que representa um corte de 88%.

Na avaliação de pesquisadores, o valor não é suficiente para manter funcionando as atividades relacionadas à Ciência, Tecnologia e Inovação, que são importantes, inclusive, no combate à pandemia, como o desenvolvimento de máquinas, procedimentos, medicamentos e vacinas.

“Estamos atravessando talvez a maior crise sanitária da história do país, sem um horizonte para a cura da doença, sem perspectiva de vacina”, ressaltou o relator Otto Alencar (PSD-BA). “Portanto, fortalecer a ciência e a pesquisa é fundamental nesse momento, para que esse recurso represente avanços e possa preservar vidas.”
Importância para o Brasil

Nos últimos meses, a mobilização a favor do projeto uniu entidades científicas de todo o país, que consideram o fundo essencial. Segundo dados da Iniciativa para Ciência e Tecnologia no Parlamento (ICTP br), entre 2004 e 2019 o FNDCT apoiou cerca de 11 mil projetos. Entre eles estão as pesquisas, por exemplo, que permitiram a descoberta e a exploração do Pré-Sal. O fundo também foi usado na reconstrução da Estação Antártica Comandante Ferraz, base brasileira de pesquisas científicas no Polo Sul.

“O passado do FNDCT garante sua importância. No presente, com esse momento de crise que estamos vivendo a liberação do FNDCT é essencial. E é importante para o futuro, para que a gente espere um país onde a ciência e tecnologia avancem e contribuam para a melhoria da economia, para o desenvolvimento sustentável e para a redução das desigualdades”, frisou o físico Ildeu de Castro Moreira, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A entidade faz parte da campanha pela Liberação Total dos Recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

O bloqueio de recursos no fundo relacionado à ciência e à tecnologia acontece por aqui há bastante tempo. Sempre que falta dinheiro, o governo recorre ao FNDCT para pagar uma parte da dívida pública e fechar as contas no final do ano, relatando superávit fiscal. Apesar dos cortes não terem sido feitos em 2010 e 2012, entre 2006 e 2019, R$ 21 bilhões foram contingenciados, em torno de 30% dos R$ 70 bilhões que deveriam ser destinados pelos Fundos Setoriais. Em 2018, o fundo bateu a marca de 71% de seus recursos destinados a outros fins. Neste ano, o valor chegou a 88%.




Fonte: Brasil 61


quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Maioria dos prefeitos médicos teve bom desempenho contra Covid-19



Durante as eleições, 276 dos mais de cinco mil prefeitos brasileiros declararam à Justiça Eleitoral que são médicos. Por mais que a profissão possa ter sido importante para conseguir alguns votos, para a maioria dos eleitores o dado era apenas um de vários elementos a serem analisados na hora de escolher seu candidato. Neste ano, o gestor ser formado em medicina aumentou de importância, na medida que o novo coronavírus começou a se espalhar pelo Brasil.

O estudante Ivan da Silva Miranda é morador de Chapadinha, no Maranhão, cidade que tem um prefeito médico. “Esperamos que uma cidade governada por um médico cuide bem da saúde da população. É o que os médicos juram fazer antes de exercer a profissão”, resume o estudante.

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A responsabilidade se tornou ainda maior no começo de abril, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) reforçou o entendimento de que é responsabilidade dos prefeitos e governadores decidir quais serão as providências a serem tomadas contra a proliferação do vírus.

“Os municípios têm a prerrogativa de deliberar quais setores da economia vão poder abrir, bares e restaurantes, se vai liberar a prática de atividades esportivas e o acesso aos parques, por exemplo”, explica Karlos Gad Gomes, advogado especialista em gestão e direito público. “Isso faz com que os municípios não tenham que esperar decisões do governo federal para tomar medidas contra o coronavírus”, pontua.

Para saber se ter um prefeito médico realmente está fazendo diferença no combate à Covid-19, o portal Brasil 61 fez o cruzamento de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que mostram onde há prefeitos médicos, e os números da Covid-19 divulgados pelas prefeituras e secretarias estaduais de saúde. De acordo com os números, dos 276 municípios governados por médicos, 210 registram taxas de mortalidade pelo coronavírus inferiores à média nacional, que é de 3,3%. Além disso, 202 têm uma incidência da doença menor do que o número referente a todo Brasil, que é de 1.444 casos confirmados a cada 100 mil habitantes. No número de mortes em relação ao número de habitantes, 233 dos 276 municípios governados por médicos tiveram resultados melhores do que o número nacional.

Vale ressaltar que só são contabilizados os casos confirmados, ou seja, pessoas que fizeram testes. Isso pode diminuir nos dados o número de casos no interior. Também pode influenciar os dados o fato de existirem muito mais municípios pequenos do que municípios grandes. Nos menores, é natural que haja menor propagação da Covid-19. Também não entraram na pesquisa prefeitos que, apesar de médicos, não declararam a profissão à justiça eleitoral. Alguns podem ter se declarado como servidores públicos, por exemplo.
Reação rápida

Um dos municípios da lista é Chapadinha, no Maranhão. Por lá, dos 2.571 casos confirmados, 43 resultaram em morte - taxa de mortalidade de 1,6%. Para se ter uma ideia, no Brasil 3,3% dos pacientes com Covid-19 acabam morrendo - mais do que o dobro do índice registrado em Chapadinha. A cidade é governada pelo médico Magno Bacelar Nunes (PV), formado na Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Segundo o prefeito, o fato de ser médico fez com que ele preparasse uma resposta rápida contra a doença.

“Nós fizemos o controle de perto da doença, de forma muito rígida, principalmente no período inicial da pandemia. Mantivemos o comércio 100% fechado em três meses. Criamos barreiras sanitárias na entrada e saída da cidade. Estruturamos o município para o combate”, explica.

Logo quando os primeiros casos apareceram, o município também separou os doentes com Covid-19 em um único hospital. Além disso, o prefeito ressalta que a cidade só recomenda tratamentos e drogas indicadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Importância da testagem

Em Alagoinhas, na Bahia, a situação é parecida. Apesar de ter incidência semelhante à média nacional, a cidade tem menos de metade da letalidade: 1,25% dos pacientes de Covid-19 vai a óbito. O prefeito, Joaquim Neto (PSD), formado pela Escola Bahiana de Medicina, explica que seguiu à risca as recomendações da OMS, com criação de barreiras sanitárias e abertura de uma nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para atendimento exclusivo aos pacientes com o novo coronavírus.
Testagem em Alagoinhas (BA). Foto: Roberto Fonseca
Testagem em Alagoinhas (BA). Foto: Roberto Fonseca 


A cidade também está apostando pesado na testagem em massa. “Compramos 45 mil testes”, afirma o prefeito. A compra vai permitir a testagem de mais de um terço da cidade. Joaquim Neto conta que chegou a contrair o vírus e precisou ficar internado. Optou pela rede municipal de saúde. “Pude provar eu mesmo como estava sendo feito o atendimento”. Outra estratégia foi associar a testagem a programas sociais. Durante a entrega de cestas básicas, a equipe da prefeitura aproveitou para testar moradores e recomendar o isolamento para aqueles que estavam contaminados.


Não é regra

Por outro lado, ter um médico como prefeito não é uma receita mágica para se combater a Covid-19. Algumas cidades tiveram péssimos resultados na luta contra o vírus. É o caso de Fortaleza, no Ceará, onde a doença atingiu taxa de mortalidade de 8,6% - o pior número entre todas as capitais brasileiras é mais do que o dobro da taxa de mortalidade brasileira. Os números também são ruins em Jardinópolis (SP) e São Gonçalo (RJ), por exemplo, duas cidades governadas por médicos.

Os dados para esta reportagem foram extraídos do TSE e do site Brasil.io, que organizou uma força-tarefa com 40 voluntários para, diariamente, compilar boletins epidemiológicos das 27 Secretarias Estaduais de Saúde. Os dados mostram que, em todo brasil, apenas 24 cidades ainda não detectaram nenhum caso da Covid-19.

Fonte: Brasil 61


domingo, 19 de julho de 2020

ESTADOS TEM DIFICULDADES PARA COMPRAR MEDICAMENTOS IMPORTADOS



O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e secretário de Saúde do Maranhão, Carlos Lula, afirmou que os estados têm enfrentado dificuldades na compra internacional de produtos de saúde. A alta demanda no mercado nacional desde o início da pandemia fez com que as gestões estaduais buscassem alternativas fora do Brasil, em países que são pioneiros na exportação de insumos de saúde, como China, Índia e nações membras da União Europeia.

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Como um dos principais entraves, Lula destaca a forte concorrência na aquisição de medicamentos e materiais hospitalares.

“A compra internacional de produtos de saúde não é uma constante no Brasil. A pandemia nos levou com tudo para o mercado exterior. Foram tentadas compras na China, compras na Europa, na Índia. Parte delas fracassaram porque havia uma guerra internacional. Parte das compras, por exemplo, tiveram que parar em Miami e o governo dos Estados Unidos solicitou”, pontua.

As compras internacionais são feitas por meio de licitações e são divididas em quatro grupos principais: medicamentos, suprimentos médicos (ex.: álcool, seringa, gases, reagentes), equipamentos de tecnologia médica (ex.:respiradores, raio-x) e produtos de proteção individual (EPIs). Os principais artigos importados pelo Brasil neste momento são os de tecnologia médica e de proteção individual.

Em reunião com o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, o presidente do Conass e secretário de Saúde do Maranhão apresentou a dificuldade dos estados. O Governo Federal afirmou que irá trabalhar em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores e que já disponibilizou um diplomata para auxiliar a destravar as aquisições feitas de outros países.

“No Maranhão tivemos mais sorte porque boa parte dessas compras que foram feitas no exterior não foram feitas pelo estado, foram doações da rede privada, dos empresários maranhenses. Mas o Rio Grande do Sul, por exemplo, está tentando comprar o kit de intubação que está ausente no país inteiro, no Uruguai”, explica Carlos Lula.
Burocracia

Além da alta demanda de vários países por produtos de saúde, a atual taxa de câmbio e o volume das mercadorias são outros empecilhos das compras internacionais.

Na avaliação da professora de economia da PUC-SP e especialista em conjuntura econômica nacional internacional e globalização, Márcia Flaire Pedroza, a burocracia é mais um fator que dificulta a aquisição de insumos e medicamentos de fora do Brasil. Para Pedroza, deveria haver mais flexibilização da documentação exigida.

“Talvez o Ministério da Saúde podia assumir essas aquisições dos estados, em um grupo único, maior, o que propicia obviamente uma melhor negociação. Também o Itamaraty precisaria atuar junto às Câmaras de Comércio Internacional para facilitar o acompanhamento dessas compras e tentar reduzir, nessas negociações, as burocracias existentes principalmente referentes às importações”, pontua.

Para a advogada especialista em comércio exterior, Clarita Maia, o receio de alguns países em desabastecimento interno também é um dos limitadores para as importações de produtos de saúde neste momento de pandemia. “O principal desafio é a disponibilização de produtos médicos no mercado internacional. Por exemplo, a China, no início de abril, colocou a restrição de 150 respiradores por operação de exportação.”
Medicamentos

Em meio a reclamações de estados e municípios da falta de medicamentos e insumos, o Ministério da Saúde anunciou três medidas para mitigar o problema. A primeira frente de atuação é uma cotação junto à Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) para compra emergencial no mercado internacional.

Outra ação foi a criação de uma requisição administrativa, que, segundo a pasta, possibilita o atendimento emergencial das demandas de estados e municípios. A terceira medida adotada pelo Ministério da Saúde foi a abertura do processo de pregão via Sistema de Registro de Preços (SRP). A intenção é proporcionar uma economia em escala e possibilitar a adesão de estados e municípios.

Fonte: Brasil 61

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Pacientes hospitalizados no HCor recebem visitas virtuais de familiares


Nesta sexta-feira (22), Dia do Abraço, carinho virtual ajuda a diminuir a distância e minimizar a saudade de casa


Programa de televisitas permite que pacientes em isolamento mantenham contato com pessoas próximas

Pacientes hospitalizados no HCor, na zona sul da capital paulista, passaram a contar com um novo tipo de estratégia para “receber” visitas e aplacar a saudade, durante o período de internação e, por consequência do diagnóstico positivo de Covid-19, o isolamento físico. O programa de televisitas da instituição conecta familiares, amigos e até animais de estimação, diminuindo a distância entre quem está internado e o ambiente familiar.

A iniciativa foi implantada em todos os setores de internação do hospital, de forma permanente, incluindo a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Com dia e horários marcados, os pacientes podem conversar e até receber abraços virtuais por meio de videoconferências.

Segundo Silvia Cury Ismael, gerente do serviço de Psicologia do HCor, a ação tem grande importância tanto emocionalmente, quanto no quadro clínico do paciente. “É importante ver que sua família está ali, ainda muito perto, e sentir carinho. Além disso, a televisita permite conversas com pessoas queridas, situação que pode impactar de maneira positiva o tratamento do paciente, pois o motiva a lutar pela vida”, explica.

A equipe de psicologia do hospital também oferece suporte e acompanhamento remoto para os familiares de pacientes internados, que precisam lidar com a ansiedade e as emoções ligadas ao distanciamento social, além do próprio diagnóstico do parente próximo. “A psicologia do hospital monitora os familiares, ligando ou mesmo recebendo ligações diárias deles. Quando percebemos que um familiar não está bem, ele é acompanhado de perto”, destaca.

Segundo a especialista, as televisitas surgiram como uma motivação para pacientes, familiares e, inclusive, a equipe multidisciplinar, que atua na linha de frente na assistência. “A ferramenta é muito útil para a retomada do contato, permitindo que a família acompanhe o tratamento do paciente, mesmo sem estar presente fisicamente. Já a equipe consegue sentir as mudanças no humor e oferecer mais conforto a quem está recebendo os cuidados no hospital”, explica.


Sobre o HCor

A instituição iniciou as atividades em 1976, tendo como mantenedora a Associação Beneficente Síria, que completou 100 anos de atividades filantrópicas em 2018. o HCor ganhou projeção mundial no cenário da saúde, tornando-se referência em cardiologia, além de oferecer atendimento de excelência nas áreas de neurologia, oncologia, ortopedia e medicina diagnóstica. Conta com acreditação internacional da Joint Commission Internation (JCI) desde 2006. O Instituto de Pesquisa HCor coordena estudos clínicos multicêntricos nacionais e internacionais. Certificado pela American Heart Association (AHA), o Centro de Ensino capacita e atualiza milhares de profissionais anualmente. Há 10 anos, o HCor é parceiro do Ministério da Saúde no Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), colaborando com políticas públicas e iniciativas de aprimoramento para mais de 150 centros médicos de todo país.

domingo, 17 de maio de 2020

HIDROXICLOROQUINA E AZITROMICINA É USADO EM HOSPITAL NO PIAUÍ COM SUCESSO


Protocolo adotado em hospital do Piauí traz melhora clínica a pacientes com Covid-19



Tratamento oferecido no Hospital Regional Tibério Nunes é resultado copia modelo adotado em uma unidade de saúde da Espanha
Um hospital localizado no município piauiense de Floriano, cidade a cerca de 250 quilômetros da capital Teresina, tem chamado a atenção de autoridades de saúde. Isso porque um protocolo de tratamento utilizado em pacientes com a Covid-19 tem se mostrado eficaz no combate à doença.

Dois dias após o aparecimento dos sintomas do novo coronavírus, pacientes do Hospital Regional Tibério Nunes estão recebendo a combinação de hidroxicloroquina e azitromicina durante cinco dias. Caso essas medicações não deem resultados, o paciente recebe remédios à base de corticoide, substância que costuma aparecer em anti-inflamatórios, durante três dias.

Segundo Justino Moreira, diretor clínico da unidade, até mesmo pacientes com um alto grau de dano ao pulmão tiveram melhoras com esse tratamento.

“Quando começamos a usar o corticoide, no dia 2 de maio, os pacientes evoluíram rapidamente. Tiramos o oxigênio deles, demos alta. Teve paciente com 50% e paciente com 75% do pulmão comprometido. Paciente na boca da UTI, e conseguimos frear esse processo. Hoje o paciente está tendo alta.”

O tratamento oferecido no hospital de Floriano chamou a atenção do governo federal. Nesta semana, Damares Alves, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, foi ao município para conhecer o trabalho da equipe.

No entanto, o uso da hidroxicloroquina, associado ou não com a azitromicina, em pacientes infectados com o novo coronavírus é polêmico. Um estudo feito com cerca de 1,4 mil pacientes de Nova York, divulgado neste mês, apontou que a prescrição desses medicamentos não reduz a letalidade da Covid-19.

O diretor da unidade de ressalta que quando o paciente infectado chega à terceira fase da doença, em que ele deve ser submetido a um respirador, não há muito o que se fazer para reverter o seu quadro clínico.

“Antes a gente não tinha ferramenta para tratar. As pessoas estavam morrendo, só esperando ir para UTI. E não tinha mais jeito. Os que foram para UTI aqui, morreram. Temos que conter a doença antes de chegar lá, na primeira e segunda fase. Na fase três, a gente tem pouca esperança, a mortalidade é muito alta.”

O tratamento oferecido no Hospital Regional Tibério Nunes é fruto de um protocolo clínico da médica piauiense Marina Bucar Barjud, que trabalha no combate à Covid-19 no Hospital HM Puerta del Sur, em Madrid, na Espanha.

O uso conjunto da hidroxicloroquina e azitromicina e de corticoides, na unidade de saúde em Floriano, foi feito apenas em 20 pessoas. Segundo o diretor do hospital, 15 desses pacientes que receberam o tratamento tiveram alta.

Questionada, a Secretaria de Saúde do Piauí não respondeu se iria ampliar o protocolo para outros hospitais do estado.


quarta-feira, 29 de abril de 2020

Alimentação saudável e o poder dos alimentos na prevenção de doenças.


Dr. Paulo Amazonas fala da importância de uma alimentação saudável e o poder dos alimentos na prevenção de doenças.

Com base na medicina preventiva, médico dá dicas de alimentação saudável para crianças, adultos e pessoas do grupo de risco da Covid-19.


Em tempos de Covid-19 onde é necessário reforçar o sistema imunológico e o médico Paulo Amazonas, nome forte no cenário nacional dentre os jovens médicos atuantes em São Paulo na medicina preventiva, reuniu algumas informações sobre a relação de uma alimentação saudável e o poder dos alimentos na prevenção de doenças.

Dr. Paulo amazonas listou uma série de alimentos e práticas importantes no reforço da imunidade para adultos e crianças dando ênfase ainda aos grupos de risco.

Para crianças o médico ressalta a importância do aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses de vida e sua continuidade até os 2 anos de idade ou mais, complementando uma dieta rica em frutas, legumes e outras fibras alimentares. A ingestão dessas fibras e nutrientes se fazem necessárias por toda infância e deve se evitar alimento rico em açucares e ultra processados. Aveia, abacate e frutas vermelhas são boas opções para se ter no cardápio infantil.

Para adultos a recomendação alimentar segue no mesmo ritmo, é importante a ingestão de fibras prebióticas como por exemplo a aveia, que além de alimentar as bactérias saudáveis do intestino, equilibra os níveis de açúcar no sangue e ainda aumenta a saciedade. A biomassa de banana verde, rica em inulina, uma fibra que promove o reparo e integridade intestinal e com isso redução de processos inflamatórios, pode ser usada para substituir o trigo. Além disso consumir 1 colher de sopa de chia ao dia, além de regular o apetite, melhora os fatores de risco relacionados à obesidade e tem potencial anticancerígeno.

Dr. Paulo ressalta ainda os cuidados necessários para o grupo de risco: Além de garantir um estado nutricional adequado através uma alimentação baseada em alimentos naturais e sem ultra processamento, o corpo também aumenta sua vida útil com um sono reparador. É importante ter uma rotina que permita dormir 7 a 8 horas de sono por noite, sem interrupções. A prática do exercício físico que promove além do bem- estar mental, o fortalecimento das estruturas essenciais para um corpo saudável.





Dr. Paulo Amazonas, médico é formado pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) residente e com consultórios em São Paulo e Manaus, tem em seu currículo curso de obesidade em Harvard e é pós graduando em nutrologia no Hospital Israelita Albert Eistein. Atua na medicina preventiva através da nutrologia, medicina ortomolecular e longevidade com foco na alimentação equilibrada e modulação intestinal. É um entusiasta e fonte recorrente quando o assunto é a utilização de alimentos na prevenção de doenças da modulação intestinal.

É também idealizador e embaixador da "Síndrome Fúngica: Um mal silencioso. Campanha nacional da conscientização da Síndrome Fúngica".

O médico tem promovido uma série de conversas com especialistas, jornalistas e estudiosos acerca da nutrição, saúde, gastronomia e alimentação. Nesta sexta-feira (1/5) realizará live no instagram tendo como convidada a jornalista, critíca gastronômica e jurada do Top Chefe Brasil, Ailin Aleixo, na qual irão discutir a importância da alimentação e o poder dos alimentos na prevenção de doenças.

terça-feira, 28 de abril de 2020

COVID-19: saiba como cuidar da saúde cardiovascular

Dr. Gilberto Narchi

Cirurgião explica que envelhecimento de artérias e veias é um risco a mais em tempos de pandemia do novo coronavírus

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, pessoas acima dos 60 anos ou com problemas cardíacos foram identificadas como algumas pertencentes ao grupo mais afetado pela COVID-19. Entretanto, o envelhecimento já pode representar um risco para as veias e artérias, deixando-as mais rígidas. O cirurgião vascular Dr. Gilberto Narchi Rabahie explica como a diferença de idade pode acontecer e dá dicas para prevenir.

“A diferença básica é a capacidade elástica ou complacência do vaso”, afirma. O vaso mais novo possui maior resistência. Já o mais velho, se torna mais rígido, e quanto mais enrijecido for, maior o será o trabalho do coração para “vencer” a pressão, causando desgaste precoce, do coração e, diretamente, dos vasos.

Segundo o especialista, a falta de controle de diabetes e a hipertensão arterial podem apresentar o enrijecimento precoce das artérias. “Sedentarismo, tabagismo e a ausência de manutenção de peso adequado também contribuem para a diferença de idade”, acrescenta Dr. Gilberto.

Para medir a capacidade da parede arterial, o VOP (Velocidade da Onda de Pulso) é um método que apresenta, de forma não invasiva, a rigidez da parede arterial. “Com o exame, podemos fazer um diagnóstico precoce e com o tratamento adequado, retardarmos a rigidez dos vasos, igualando, por assim dizer, as idades para evitarmos suas complicações”, afirma o cirurgião vascular.

“Não se prevenir e não tratar a rigidez pode ocasionar, precocemente, doenças cardiovasculares como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. Além disso, em tempos de COVID -19, manter a saúde cardiovascular em dia representa um risco menor de complicações da doença causada pelo novo coronavírus”, explica o especialista.

Segundo a SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia), para pessoas com doenças cardíacas, por exemplo, a taxa de mortalidade da COVID-19 pode ser três vezes maior em relação à média. Outro fator a ser considerado é o desenvolvimento da SRAG - síndrome respiratória aguda grave. Em pessoas com problemas cardíacos, o desenvolvimento da complicação, após contaminação do novo coronavírus, é mais alto.


Dicas práticas

Para manter a saúde cardiovascular em dia, o Dr. Gilberto recomenda prevenir doenças como diabete e hipertensão, que podem ocasionar o envelhecimento precoce das artérias e colocar o indivíduo o grupo de risco da COVID-19. Praticar atividades físicas e manter os exames de rotina atualizados são maneiras de evitar complicações relacionadas ao coração.

Além disso, manter-se em distanciamento social, lavar bem as mãos e não as colocar no rosto fazem parte das medidas básicas de prevenção contra o novo coronavírus. Para as pessoas que não trabalham em áreas da saúde ou de risco, o uso de máscaras caseiras de tecido, caso precise sair de casa, é uma barreira a mais para evitar o contágio.

Vale ressaltar que sintomas como febre alta, tosse e falta de ar são alguns dos principais da COVID-19. Além disso, perda de olfato, paladar e cansaço constante também podem ser indícios da doença causada pelo novo coronavírus e precisam ser acompanhados por atendimento médico.

Sobre Dr. Gilberto Narchi Rabahie

Formado em Medicina pela Faculdade de Medicina do ABC, Dr. Gilberto Narchi possui Pós Graduação em Pesquisa pela Universidade da Califórnia, em San Francisco – UCSF, além de ser especialista em Cirurgia Vascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e Endovascular. Também é membro da Sociedade Americana de Cirurgia Vascular e da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e Endovascular. Atualmente, é cirurgião vascular do Hospital do Coração em São Paulo.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Médicos também podem ficar doentes


SBOC alerta sobre os cuidados necessários para garantir saúde mental e física de oncologistas durante a pandemia


Os profissionais da saúde são peça fundamental no enfrentamento da pandemia de Covid-19, mas, infelizmente, também estão entre os mais vulneráveis. Médicos vêm sendo atingidos física e mentalmente, pois correm maior risco de infecção, visto que estão em contato com pessoas contaminadas. Isso os faz ficar longe de suas famílias e lidar com o peso da vulnerabilidade do outro, muitas vezes deixando a própria em evidência.

O momento atual exigiu mudanças repentinas e ainda é novidade para todos, inclusive para médicos, enfermeiros e auxiliares, que precisam atuar na linha de frente. No Brasil, o grupo do Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas e do Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul afirma que durante uma pandemia os níveis de ansiedade e estresse das pessoas aumentam devido ao medo, fazendo com que o número de pessoas com saúde mental afetada seja ainda maior que o número de pessoas infectadas pelo novo vírus.

A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) alerta que para cuidar de pacientes e da família, antes de tudo, é preciso cuidar de si mesmo. Aprender a separar assuntos familiares dos profissionais, tirar um tempo para descansar e fazer coisas que te agradem, como ler livros, cuidar do seu animal de estimação e praticar atividades físicas, podem ser de grande ajuda durante esse período.

"Vejo colegas de trabalho mais ansiosos, outros deprimidos, principalmente pela preocupação com seus pacientes, se seguirão o tratamento e se estão bem. É preciso que os gestores de hospitais e clínicas estejam também atentos à saúde mental de seus profissionais, criem um espaço seguro de diálogo, onde eles possam compartilhar as principais dificuldades dessa nova rotina e encontrar juntos as soluções", defende a Dra. Veridiana Camargo, membro da SBOC.

O que pode fazer a diferença é a sintonia com a equipe de trabalho. "Mesmo à distância, mantenha contato com outros colegas e líderes para que possam compartilhar experiências e definir as melhores diretrizes de cuidados para os pacientes, mas também para a equipe. Ter uma rede de apoio no trabalho e em casa facilita o enfrentamento dessa crise, e certamente nos tornará mais fortes daqui para frente", completa Dra. Veridiana.

De acordo com a Dra. Angélica Nogueira, diretora da SBOC, os técnicos também estão sobrecarregados por terem plena ciência da gravidade do que estamos enfrentando. "Estamos a par dos fatos, conhecemos os dados e evidências científicas e, mesmo cientes da verdade e com bastante medo, continuamos e continuaremos cumprindo nosso ofício".

Os profissionais da saúde temem que os números de contaminados sejam ainda maiores no Brasil, pois há poucos testes sendo realizados. "Estima-se que a incidência seja consideravelmente superior aos números reportados. Além da carência de testagem, há pessoas que são assintomáticas ou apresentam sintomas leves e, por isso, não estão sendo contabilizadas", aponta Dra. Angélica.

Outra preocupação que aflige especialmente os oncologistas é que as consultas rotineiras estão suspensas. "É necessário definir o que será feito daqui para frente, qual será a nova prática, pois, para muitos cânceres, atrasos diagnósticos têm impacto significativo no desfecho", dispara.

Diante de tantas adversidades, a SBOC presta sua homenagem aos médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e parabeniza todos que estão combatendo essa pandemia, seja na linha de frente ou possibilitando a continuidade de outros tratamentos. Além disso, a Sociedade também agradece as mais diversas iniciativas (individuais ou empresariais) de apoio aos profissionais da saúde, seja com reconhecimento e apoio emocional, doações ou oferecendo soluções em segurança do trabalho.


SOBRE A SBOC - SOCIEDADE BRASILEIRA DE ONCOLOGIA CLÍNICA

A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) é a entidade nacional que representa mais de 1,9 mil especialistas em oncologia clínica distribuídos pelos 26 Estados brasileiros e o Distrito Federal. Fundada em 1981, a SBOC tem como objetivo fortalecer a prática médica da Oncologia Clínica no Brasil, de modo a contribuir afirmativamente para a saúde da população brasileira. É presidida pela médica oncologista Clarissa Mathias, eleita para a gestão do biênio 2019/2021.


terça-feira, 7 de abril de 2020

CORONAVÍRUS - COMO RECEBER O AUXÍLIO EMERGENCIAL




Medida do governo federal tem o objetivo de ajudar as categorias de trabalho mais vulneráveis durante a crise econômica causada pelo coronavírus

Os MEIs (microempreendedores individuais), trabalhadores que não têm carteira assinada, autônomos, desempregados e contribuintes individuais da Previdência poderão se registrar para receber o auxílio emergencial de R$ 600 anunciado nesta terça-feira, 7 de abril, pelo Governo Federal. A cidade de São Paulo conta com mais de 770 mil MEIs que deverão consultar a disponibilidade do benefício.

A iniciativa tem como objetivo ajudar as categorias de trabalho mais vulneráveis em meio à crise econômica gerada pela pandemia do coronavírus. A lei federal que cria o auxílio prevê o pagamento por ao menos três meses a trabalhadores de baixa renda sem emprego formal ou com contrato intermitente inativo.

A Caixa Econômica Federal disponibilizou um site e um aplicativo para que os trabalhadores informais, autônomos e MEIs solicitem o auxílio emergencial de R$ 600. Aqueles que já recebem o Bolsa Família, ou que estão inscritos no CadÚnico - Cadastro Único, não precisam se inscrever pelo aplicativo. Para estas pessoas o pagamento será feito automaticamente.






A Caixa Econômica também disponibilizou o telefone 111 para tirar dúvidas dos trabalhadores sobre o auxílio emergencial.


Requisitos para MEIs solicitarem o auxílio

· Ser titular de pessoa jurídica MEI - Microempreendedor Individual;

· Estar inscrito no CadÚnico para Programas Sociais do Governo Federal até o último dia 20 de março;

· Cumprir o requisito de renda média (renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa, e de até 3 salários mínimos por família) até 20 de março de 2020;

· Ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social;

Para mais informações, acesse o site do Governo Federal: www.gov.br


Orientações para empreendedores

A Ade Sampa, agência vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho da Prefeitura de São Paulo, está atendendo os empreendedores da capital por meio de telefone, whatsapp e e-mail, tendo em vista que as unidades do Cate e das Subprefeituras estão fechadas.

Pelos canais de atendimento, o empreendedor consegue tirar dúvidas sobre emissão de nota fiscal e outros documentos, além de fazer a formalização do seu negócio como MEI – Microempreendedor Individual.

A Ade Sampa iniciou também uma parceria com o Banco do Povo, programa de microcrédito do Governo do Estado de São Paulo, para realizar o teleatendimento a empreendedores na divulgação da nova linha de crédito de R$ 25 milhões para micro e pequenas empresas enfrentarem os efeitos econômicos da pandemia de coronavírus. A equipe técnica orienta sobre as linhas de microcrédito, condições e processos para cadastramento do pedido de crédito. Já o Banco do Povo será responsável pelo estabelecimento das linhas, análise e concessão do crédito.


Confira todas as orientações que são oferecidas:


· Formalização do MEI - Microempreendedor Individual;
· Declaração Anual do Simples Nacional;
· Alteração de CNAE -Classificação Nacional de Atividades Econômicas;
· Cancelamento do cadastro do MEI;
· Parcelamento do DAS - Documento de Arrecadação do Simples Nacional;
· Emissão da senha Web;
· Configuração de Nota Fiscal Paulista;
· Consulta do CCM - Cadastro de Contribuintes Mobiliários, CCMEI - Certificado de Condição de Microempreendedor Individual e CNPJ
· Orientações sobre linha de crédito do Banco do Povo

Abaixo, confira os contatos dos agentes locais da Ade Sampa:

(11) 94284-6067
(11) 97148-8830
(11) 94548-9513
(11) 99335-0778
(11) 99449-1311
(11) 99708-5130

sábado, 4 de abril de 2020

Dentistas mineiros doam viseiras fabricadas em impressora 3D para combater o covid-19


Os dentistas Patrícia Bertges e Vinícius Araújo uniram forças em uma ação solidária para doar viseiras produzidas em seus consultórios. A iniciativa está sendo apoiada também por empresários locais e pela Rede do Bem.


Em um gesto de solidariedade dentistas mineiros, que estão com os consultórios fechados devido à pandemia do covid-19, resolveram usar os seus recursos próprios e se unir a empresários e entidades sociais para produzir viseiras de policarbonato para ajudar no combate ao novo coronavírus.

Os dentistas Patrícia Bertges e Vinícius Araújo somaram forças com o empresário Gil Pereira e a Rede do Bem e estão produzindo as viseiras com uma impressoras 3D, usada no consultório para a confecção de próteses dentárias e material odontológico: “voluntariamente todos os funcionários dos nossos consultórios se dispuseram a ajudar na confecção das viseiras. Começamos a produzir agora, graças também aos apoios que recebemos, e temos a estimativa de produção diária de pelo menos 400 viseiras, que serão doadas a asilos, hospitais em Belo Horizonte e para profissionais da saúde”, contou a Dra. Patrícia Bertges.

Rapidez de produção e reutilização são grandes vantagens

O Dr. Vinícius Araújo aponta as vantagens destas viseiras para os profissionais da saúde em relação às máscaras descartáveis: “além de serem feitas de um material resistente, ficam prontas rapidamente e são reutilizáveis, bastando apenas higienizar o material após o uso. Muitos especialistas no mundo inteiro recomendam estas viseiras em lugar das máscaras, devido a estes motivos que citei e da comprovada eficiência superior deste material.”

Máscaras estão em falta nos hospitais e nas farmácias de BH

Segundo os dentistas, muitos profissionais de saúde que trabalham nos hospitais da região metropolitana da capital mineira já revelaram que as máscaras descartáveis estão em falta: “Estamos em contato com um médico que trabalha em dois hospitais em BH, e ele revelou que nesses hospitais já não tem mais máscaras. Como vamos doar também para estes hospitais as máscaras que estamos produzindo, ele agradeceu pela nossa iniciativa.”

Além de doar aos profissionais de saúde as viseiras, os dentistas pensam em abranger mais pessoas: “tem trabalhadores que vão todos os dias para casa, pegam ônibus, então temos que proteger o máximo essas pessoas, assim como os idosos. Pensamos também em doar para dentistas que estão atendendo urgência e emergência em seus consultórios, pois estão expostos ao risco de contaminação elevado”.

Custos do material é um obstáculo

A previsão é de começar as entregas ainda esta semana e seguir produzindo máscaras pelos próximos 15 dias: “encomendamos mais materiais pela internet para confeccionar mais viseiras, porque não estamos achando pra vender em BH. A nova remessa de materiais só chega semana que vem.”

O custo de confecção é razoavelmente elevado, cerca de 25 reais cada viseira, o que tem sido também um obstáculo para os dentistas: “estamos recebendo apoios de um grupo chamado Rede do Bem, no qual eu participo, que está organizando uma “vaquinha” pra conseguirmos fazer mais. O empresário Gil Pereira também tem nos ajudado e vai distribuir algumas destas máscaras também em Ipatinga. No entanto, para produzir na quantidade que queremos e atender de algum modo a necessidade deste momento de pandemia, precisamos de mais doações. Estamos em busca de novas parcerias e apoios para juntos vencermos o covid-19”, concluiu a Dra. Patrícia Bertges.

Ministério da Saúde faz remanejamento de respiradores eletrônicos


Nesta semana, a capital Manaus (AM), recebeu o auxílio de 15 aparelhos respiratórios. Essencial para o tratamento de casos graves da Covid-19, o equipamento é utilizado quando o pulmão do paciente está muito comprometido e ele não consegue respirar sozinho.

Os equipamentos foram emprestados pela Rede D'Or São Luiz a pedido do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. De acordo com os dados do Ministério da Saúde, o Brasil conta hoje com 65.411 respiradores, sendo 46.663 na rede pública e 18.748 disponíveis na rede privada de saúde. Segundo Mandetta, o objetivo da ação foi fortalecer toda a estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS), no país.

“Tive que pegar respirador de um estado, mandar pela FAB e mandar para Manaus, para a gente tentar trabalhar o Brasil com um cenário. Porque se aumentar muito aqui, talvez a gente equipamentos de um local e transfira para ver se a gente consegue dá um ponto de equilíbrio para o nosso sistema de saúde que vai sim ser muito estressado”.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ressaltou ainda que neste momento é importante reforçar a assistência em locais que ainda não têm um grande número de casos confirmados da doença.

“O que a gente quer evitar é que nós tenhamos grandes centros como o Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, capitais na orla com surtos, fortes epidêmicos em paralelo ao mesmo tempo. Aí realmente seria muito difícil. Então, esse somatório de ações para diminuir a mobilidade é muito importante.”

O Governo Federal nesta semana destinou R$ 9,4 bilhões para fortalecer a rede pública de saúde no enfrentamento a Covid-19. O recurso vai ser destinado para aquisição de ventiladores pulmonares, novos testes diagnósticos, medicamentos e outros equipamentos para a rede hospitalar.

Para mais informações acesse saude.gov.br/coronavirus.