Páginas

Assista nossos Programas

Mostrando postagens com marcador SAÚDE DA MULHER. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SAÚDE DA MULHER. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Especialista faz alerta sobre os cuidados com a saúde do coração antes de engravidar

Dr. Augusto Vilela

Especialista faz alerta sobre os cuidados com a saúde do coração antes de engravidar

Cardiopatias preexistentes devem ser avaliadas para não oferecer riscos gestacionais

A gravidez promove uma série de alterações físicas, hormonais e emocionais na mulher. Ao descobrir a gestação, inicia-se o pré-natal, que inclui as consultas e exames mensais com o objetivo de acompanhar não somente a evolução da gravidez, mas também a saúde da mãe e do bebê. Mulheres que engravidam e possuem algum problema de saúde preexistente precisam ter uma atenção especial durante o pré-natal, a fim de garantir uma gravidez segura e com pouca chance de complicações. “Antes de engravidar, é comum a mulher passar pela consulta com o ginecologista, mas o cardiologista também deve ser procurado, pois muitas delas têm problemas cardíacos e não sabem. Durante a gestação uma complicação não detectada anteriormente pode aparecer e precisa ser tratada”, alerta o Dr. Augusto Vilela, cardiologista especializado em gestação de risco pelo Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte.

O metabolismo da mulher fica sobrecarregado nesta fase, pois ele trabalha por dois. Com isso, exige-se muito mais de todo o seu corpo. Uma das alterações que ocorre, é a frequência cardíaca aumentada, fazendo a circulação sanguínea passar de 4 para 8 litros. “O coração é o órgão responsável para fazer com que o sangue circule por todo o corpo e é importante que a gestante apresente uma condição cardiológica adequada. Quando a mulher tem algum problema cardíaco, ela pode desenvolver doenças que afetam outros órgãos, como a insuficiência respiratória ou algum edema no pulmão”, explica o médico.

Segundo o Dr. Augusto Vilela, o grau de risco de em uma gravidez vai depender do tipo de cardiopatia apresentada pela paciente. “É preciso avaliar cada caso. Os riscos variam de acordo a cardiopatia apresentada. Algumas alterações como batimentos cardíacos acelerados, são comuns, mas é preciso ter atenção para mulheres que apresentam problemas na válvula cardíaca, insuficiência cardíaca ou cardiopatias congênitas. Em casos mais graves, essas doenças podem levar, por exemplo, a um quadro de eclampsia com risco de morte”, afirma.

A prevenção é sempre a melhor maneira de cuidar da saúde, principalmente quando a mulher pretende ter filhos. “Uma gravidez planejada inclui muitos cuidados com a saúde, como manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física, estar com o peso adequado, não fazer uso de cigarro e nem de bebida alcóolica. Fazer um check up antes de engravidar é necessário, pois só assim o médico pode identificar alguma doença preexistente e tratá-la de maneira adequada, evitando riscos para a futura mãe e bebê”, finaliza o cardiologista.

***

domingo, 1 de novembro de 2020

O que é abortamento habitual e quais suas causas?


O que é abortamento habitual e quais suas causas?


*Rodrigo Ferrarese

Denomina-se abortamento habitual, ou abortamento de repetição, quando a paciente passa consecutivamente por três ou mais abortamentos.

Primeiro, é importante deixar claro o que é considerado um aborto: segundo a Organização Mundial da Saúde, trata-se da interrupção da gravidez no início da gestação, antes da vida do bebê ser viável fora do útero, ou seja, quando não há nada que possa ser feito pela medicina, para que o feto sobreviva.

Acontece antes de 22 semanas completas (154 dias) de gestação, quando o peso ao nascer é normalmente de 500 g. Pode ser classificado como precoce, quando ocorre antes de 13 semanas da gravidez, e como tardio, quando ocorre entre as 13 e 22 semanas.

E o que é abortamento habitual?

Denomina-se abortamento habitual, ou abortamento de repetição, quando a paciente passa consecutivamente por três ou mais abortamentos. Após três perdas, o risco de ocorrer uma outra está entre 30% e 45%, motivo pelo qual este quadro merece uma atenção mais rigorosa.

O abortamento habitual acomete até 3% dos casais, mas somente em 50% dos casos é possível identificar uma causa. Essa porcentagem de diagnósticos vem aumentando, uma vez que a medicina tem avançado em exames complementares.

Quais as possíveis causas do abortamento habitual?

Fatores anatômicos, que são alterações uterinas como miomas, sinéquias e útero uni/bicorno. Imprescindível identificação de causa e, se possível, tratamento adequado antes de uma futura gravidez.

Fatores genéticos, como anomalias cromossômicas em um dos parceiros. Cariótipo do aborto, ou do casal, permite essa identificação e orientação específica sobre uma próxima gravidez.

Fatores Endócrinos: quando há alguma alteração hormonal que impede a evolução da gestação, como insuficiência lútea, diabetes e alterações da tireoide.

Incompetência istmo-cervical, que é quando o colo do útero é incapaz de permanecer fechado e apto a sustentar a gestação até o final. Entre as causas identificáveis dessa alteração estão malformação uterina e cirurgias do colo uterino, como conização e dilatação.

O diagnóstico é feito através da história clínica, em que geralmente o abortamento é tardio, pouco sintomático e tem o feto vivo e sem malformações associadas. Além disso, durante a gestação, faz-se ultrassonografias para avaliação da medida do colo uterino. Quando o diagnóstico está feito, pode-se usar a cerclagem ou pessário na tentativa de evitar um novo abortamento.

Fatores Imunológicos, como doenças autoimunes.

Fatores infecciosos não entram nas causas de abortamento habitual. E a outra metade dos abortamentos cuja causa não é identificada, chamamos de idiopática.

Um abortamento costuma ser uma experiência bem dolorida (física e emocionalmente) para a maioria das mulheres. O mais importante é permitir-se lidar com o seu luto, com seus sentimentos e não se culpar! Feito isso, converse com seu obstetra para entender possíveis caminhos e tratamentos.

Sobre Dr. Rodrigo Ferrarese

O especialista é formado pela Universidade São Francisco, em Bragança Paulista. Fez residência médica em São Paulo, em ginecologia e obstetrícia no Hospital do Servidor Público Estadual. Atua em cirurgias ginecológicas, cirurgias vaginais, uroginecologia, videocirurgias; (cistos, endometriose), histeroscopias; ( pólipos, miomas), doenças do trato genital inferior (HPV), estética genital (laser, radiofrequência, peeling, ninfoplastia), uroginecologia (bexiga caída, prolapso genital, incontinência urinaria) e hormonal (implantes hormonais, chip de beleza, menstruação, pílulas, Diu...). Mais informações podem ser obtidas pelo site https://drrodrigoferrarese.com.br/

***

domingo, 4 de outubro de 2020

Como o Krav Magá pode ajudar nos estímulos hormonais





Luta impulsiona a produção do hormônio do crescimento e auxilia no equilíbrio físico


Na arte do Krav Magá, golpes rápidos e precisos são utilizados, trabalhando a agilidade, flexibilidade e reflexo do corpo. Além disso, também ajuda no desenvolvimento da preparação física, rapidez e equilíbrio. Por ter movimentos rápidos e muito variados, uma aula de uma hora pode chegar a queimar até 800 kcal.

Mas como funcionam os hormônios dentro desse sistema de exercícios? Como eles vão reagir dentro corpo para gerar estímulos hormonais?

A série de movimentos que a luta oferece tem a capacidade de gerar um estresse metabólico, ou seja, ela promove a contração muscular, que é uma espécie de machucado nas fibras musculares. Feito de forma correta, acarreta a liberação de testosterona, do GH, que é o hormônio do crescimento, e também auxilia na regulação dos hormônios de estrogênio e progesterona.

E como isso acontece? Para ganhar tônus muscular e alguma definição, os exercícios promovem essa contração muscular e elas sinalizam para o corpo a liberação da mTOR, proteína responsável por colaborar na síntese de proteína e com o ganho de massa muscular.

O segundo mecanismo é o avanço da resposta hormonal, que aumenta a liberação do GH, produzido pela glândula hipófise localizada na base do crânio, e desempenha um importante papel no corpo humano. Como na fase adulta o corpo humano reduz a produção de GH em até 50% e na terceira idade, a produção é de apenas 20%, os exercícios ajudam a aumentar a produção do hormônio de forma natural, ajudando a evitar complicações futuras.

Avigdor Zalmon, presidente da Federação Internacional de Krav Magá e responsável pelo ensino da arte no Estado de São Paulo, dá 5 dicas de como os exercícios que compõem o treinamento da luta ajudam neste estímulo hormonal:

Ganho de massa muscular, estimulando o IGF1 – hormônio semelhante a insulina, no qual pega o açúcar que está no sangue e envia para o músculo, regenerando após a microlesão do exercício.
Auxilia na síntese óssea. Para a grande maioria das mulheres, após os 40 anos, os níveis de estrogênio são desregulados devido a pré-menopausa. Isso pode acarretar numa perda da massa óssea, causando osteoporose e aumentando a probabilidade de fraturas.

O GH não atua apenas de forma anabólica, mas também promove o catabolismo, que consiste na quebra e queima de moléculas de gordura, ajudando a emagrecer.

Reestabelece o EPOC (Excesso de Consumo de Oxigênio Pós-Exercício), ou seja, o efeito que mantém o metabolismo acelerado mesmo após o encerramento da atividade física, pois o corpo precisa reequilibrar os hormônios, reabastecer seus estoques de combustível e reparar células e tecidos musculares danificados para ajudá-lo a retornar ao seu estado normal.

Libera a testosterona que também ajuda nos fatores acima, porém, mais importante que isso, para mulheres acima dos 40 anos, melhora e enfraquece os sintomas da menopausa.

Serviço
Federação Internacional de Krav Magá
Site: kravmaga.org.br
YouTube: Federação Internacional de Krav Magá