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segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Saiba quais os impactos das eleições americanas para os brasileiros




*Por Bruna Allemann


Ligo o rádio e me deparo com uma preocupação. Será que Trump vai ganhar as eleições americanas? Para alguns, parece notícia de primeira mão, para mim me parece algo sazonal. Em 2016, era a ênfase de questionamentos dos investidores e o que aconteceria se Trump ganhasse as eleições (que na época era muito provável que a Hillary levaria a presidência). Mas você já parou para pensar o que realmente impactou o dólar e a economia brasileira naquele ano? Será que as eleições americanas tem um peso tão grande na economia brasileira?

Para quem não se lembra, 2016 foi um ano um pouco conturbado para nós brasileiros. Queda de tributação, aumento das projeções de déficits, ou seja, um ano de recessão e aumento da desconfiança dos investidores (nacionais e internacionais). Revendo algumas reportagens, podemos listar alguns pontos: tivemos um déficit primário de R$ 170 milhões, uma contração do PIB estimada em 3,43%, um início tenso para o dólar chegando a alta de R$ 4,16 devido as tensões políticas e a queda nos preços internacionais do petróleo. Sob efeitos da recessão econômica, tivemos uma queda na arrecadação de impostos e gerando crise nos estados (o Rio de Janeiro e Minas Gerais, por exemplo e para quem não se lembra, chegaram a decretar calamidade financeira), a briga do governo federal, estados e municípios das multas e impostos gerados pela repatriação de recursos entre outros pontos (não menos importantes).

Será que apenas as eleições americanas afetaram o dólar naquele ano de 2016? Eu acho que não. Mas isso pode ser uma opinião pessoal. O que eu quero dizer com isso? Em janeiro deste ano voltamos neste tópico, mas o medo, além das eleições era a Guerra Comercial entre a China e os Estados Unidos, além da pré-campanha de Trump e o medo do que seria a próxima recessão global. Qual seria a bolha que estaria prestes a estourar?

E naquela época ainda tínhamos o disclaimer: Eleição nos EUA, tensão no Oriente Médio e a votação da reforma tributária, dos principais fatores que iriam guiar o mercado financeiro neste ano. E aí? Veio a pandemia!

Acho que as eleições americanas tem um impacto sim, mas economicamente não é ela de fato e sim suas mudanças políticas econômicas e também suas crises. Historicamente, podemos dizer que os Estados Unidos conseguem se recuperar de uma crise (por pior que seja) em, no máximo, seis meses. Os países emergentes já mostraram que precisam de um tempo cinco vezes maior para que ainda não recaia estilhaços em relação ao que passou. Assim foi em 2008 e 2009 e ainda pode ser, mas não sabemos, o que ainda está por vir. Não temos a resposta certa, a única coisa que podemos dizer é que devemos nos preocupar um pouco com a nossa política econômica, ficar de olho no que nos afeta internamente e tentar minimizar os efeitos internos que tem sob a ótica da política e economia mundial.

O Brasil não tem poder político e nem econômico mundial, portanto tudo que acontece nos países desenvolvidos (Estados Unidos e demais das Europa por exemplo) tem o dobro do impacto no Brasil (sempre no negativo). Pois sem ser negativista, mas quando o efeito é positivo, até nisso temos um efeito retardatário.

O que mudou o Trump ser eleito em 2016? Nada diretamente no Brasil, pelo contrário, uma das únicas coisas que afetaram a economia e o câmbio no Brasil, foi ele mesmo.

Independentemente do presidente, teremos mudanças sim, talvez uma reforma imigratória, incentivos ao turismo, uma ajuda governamental, enfim. Afinal uma das maiores economias mundiais e a moeda mais forte negociada mundialmente em preços de commodities, matéria prima, derivados, etc , sempre respinga em todo o mundo. Sofre menos aquele país que mantém sua economia forte e sua moeda mais estável possível diante o dólar.

Se Trump ou Biden eu não sei, mas podemos pedir um pouco mais de atenção no Brasil para evoluirmos economicamente. Atentar as decisões nacionais e lutar pelo bem do nosso país, para que a cada eleição os brasileiros fiquem menos apreensivos, menos investidores internacionais saiam do nosso país, que não sejamos vistos como uma política fraca (nada pessoal, isso vem desde que somos República) e cada vez mais ganharmos uma estabilidade econômica, com incentivos e menor volatilidade da nossa moeda. Por que sim, qualquer crise já podemos ver que o Real é a moeda que mais se desvaloriza mundialmente perante o dólar.

Uma dessas políticas é protecionista (valorizando e tornando o dólar cada vez mais forte diante as demais moedas) e a outra focada para o social, podendo trazer o interesse por investimentos na bolsa americana e atraindo para os países emergentes. Mas isso são teorias, até de certo ponto realistas, mas não deixam de ser teorias. Afinal, nenhum presidente, principalmente o americano, consegue mudar o rumo sem um bom apoio no senado.

Sobre Bruna Allemann

Atuou dez anos no mercado de crédito e investimentos para clientes de alta renda, auxiliando os médios e grandes empresários principalmente dos setores de agronegócio e comércio exterior. Atualmente auxilia brasileiros a internacionalizar e dolarização de patrimônio, imigração através de investimentos e gestão de recursos offshore como Diretora de Investimentos e Capital Markets de uma grande empresa americana. Para saber mais, acesse o perfil @bruallemann ou conecte-se no LinkedIn.

Quer saber mais sobre investimentos no exterior? 
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Disclaimer: Esta não é uma oferta pública de investimentos. As informações contidas neste artigo, post ou publicação são de caráter exclusivamente informativo/educativo e não se constituem em qualquer tipo de aconselhamento, sugestão ou oferta de investimentos, não devendo ser utilizadas com este propósito. Para informações sobre produtos de investimentos, procure seu assessor credenciado e/ou devidamente certificado.


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sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Deputado Itamar Borges participa de convenção que oficializa apoio à candidatura de Bruno Covas em SP e confirma vereador Ricardo Nunes como candidato a vice


Deputado Itamar Borges participa de convenção que oficializa apoio à candidatura de Bruno Covas em SP e confirma vereador Ricardo Nunes como candidato a vice


O MDB SP da Capital realizou na tarde desta sexta-feira, 11 de setembro, sua convenção municipal e oficializou a candidatura do vereador Ricardo Nunes, que será o vice na chapa de Bruno Covas, que busca reeleição à Prefeitura de São Paulo. Além de anunciar o lançamento de 83 candidatos a vereador na capital, sendo 27 mulheres.

O apoio do MDB ao atual prefeito foi decidido em votação durante a convenção municipal do partido, que aconteceu de forma virtual e presencial na Câmara Municipal de São Paulo, no Centro da Capital. O deputado Itamar Borges, vice-presidente do MDB, participou do encontro, ao lado do presidente nacional, deputado Baleia Rossi, o vereador Ricardo Nunes, e o prefeito Bruno Covas, que agradeceu o apoio do partido.
Itamar Borges, vice-presidente do partido e líder do MDB na Alesp, declarou apoio aos candidatos. “O Ricardo já foi presidente de entidades empresariais, como a Associação Empresarial da Região Sul (AESUL), e fundou a Associação das Empresas Controladoras de Pragas do Estado de São Paulo (Adesp) e a Associação Brasileira das Empresas de Tratamento Fitossanitário e Quarentenário (Abrafit), tem todos os requisitos para contribuir e trabalhar ao lado do prefeito Bruno Covas por grandes conquistas para São Paulo. Parabéns ao Ricardo e ao Bruno, tenho certeza que será uma grande parceria que só tem a contribuir pelo desenvolvimento da capital paulista, assim como toda a nossa chapa de vereadores”, disse o parlamentar.

Itamar destacou ainda a atuação do presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, ao dizer que o partido renasceu com muita força e trabalho, graças ao incentivo e atuação do deputado federal e de todos os membros. “O MDB é responsável pelo processo de redemocratização do nosso país, nascemos pequenos e nos tornamos um dos maiores partidos do Brasil. Nosso partido nasceu, cresceu e se fortaleceu graças à atuação e participação de cada um, por isso, temos condições de aproveitar esse momento e mostrar o MDB que movimenta São Paulo”, falou.

“O MDB tem criado força e estamos trabalhando ainda mais pelo desenvolvimento do nosso estado, contribuindo para a geração de emprego e renda para a população. Hoje é um dia muito importante e temos que continuar acreditando em nossa história e na nossa força”, complementou Itamar Borges.

O evento contou também com participação do deputado Jorge Caruso, vereador George Hato, lideranças da legenda e filiados.



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segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Série de bonecas colecionáveis visa ajudar famílias impactadas pela pandemia

Gang lança Galera do Bem




A Gang lança em parceria com o Instituto Lins Ferrão, uma série colecionável de bonecas de tecido, feitas de forma artesanal a partir de materiais reaproveitados das marcas do Grupo Lins Ferrão. A confecção das peças foi desenvolvida por um grupo de mulheres em situação de vulnerabilidade social e econômica, integrantes da ONG AVESOL - Associação do Voluntariado e da Solidariedade. A coleção, composta de cinco modelos exclusivos, recebem os nomes de Atitude, Amizade, Otimismo, Energia e Delicadeza para trazer mensagens positivas em tempos de pandemia.

O projeto contou ainda com a parceria da estilista Eduarda Galvani que assina os looks da boneca Delicadeza by Duda Galvani, confeccionados com tecidos do atelier da estilista. Para o desenvolvimento deste trabalho, a marca realizou uma oficina com a designer e colaboradores da Gang, visando a capacitação das costureiras sobre o processo criativo de moda, desde a pesquisa de inspirações, desenho de croquis até a produção de modelagem das peças para a criação dos looks.

A renda das vendas da Galera do Bem será revertida em doações para a campanha “só a solidariedade não pode parar” da Avesol. “Em um momento delicado como esse, o Instituto Lins Ferrão cumpre com o objetivo de promover a oportunidade de trabalho para as famílias afetadas pelas consequências causadas pelo coronavírus. Esta é a segunda etapa do projeto com as bonecas, criado especialmente para a Gang e com o diferencial de termos essa parceria com a Duda Galvani”, explica a presidente da entidade Fernanda Ferrão.

“A Galera do Bem é o nosso carinho com os clientes que representam a nossa razão de ser, esperamos que com ela a nossa mensagem de apoio preencha a casa de cada um com muita leveza e otimismo”, completa a diretora-geral da Gang, Ana Luiza Ferrão Cardoso. As bonecas de pano Galera do Bem estão disponíveis para venda exclusiva no site www.gang.com.br pelo preço de R$ 29,90, cada.

Conheça esta galera


Atitude é a boneca que leva um sorriso e a mensagem de que as pessoas devem ser quem elas realmente são. É a dose de atitude diária que todo mundo precisa.

Amizade é a companhia que tem feito falta nesse período, a mensagem dela é de manter os amigos sempre por perto, ainda que à distância. É o presente pra dizer para a amiga ou amigo que nada mudou.

Otimismo é a boneca criada para levar esperança e lembrar a todos que tudo vai ficar bem. É a boneca para quem quer atrair pensamentos positivos.

Energia leva com ela um abraço e o lembrete para as pessoas se manterem sempre positivas. É a boneca ideal para quem está precisando de ânimo e energias positivas.

Delicadeza by Duda Galvani é a boneca com um look desenvolvido pela estilista Eduarda Galvani que através de tecidos de qualidade, sensibilidade e talento, leva a mensagem de romantismo e feminilidade.

Sobre o Instituto Lins Ferrão
Representado pelas empresas do Grupo Lins Ferrão, Gang e Pompéia, surge como uma homenagem ao fundador da Pompéia, Sr. Lins Ferrão, que sempre incentivou a solidariedade e a capacitação das pessoas. Sem fins lucrativos, a instituição busca contribuir para fazer a diferença através da inclusão e da criação de oportunidades. Tem como objetivo promover a igualdade e estimular o empreendedorismo para a geração de renda. www.gang.com.br   


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sábado, 5 de setembro de 2020

Governo abre oferta de exploração de mais de 700 blocos de petróleo e gás





Decreto presidencial estabeleceu a oferta de 708 blocos exploratórios e três áreas na área de petróleo e gás. Segundo o governo federal, há 57 empresas inscritas interessadas em investir nessa exploração, contemplando desde companhias de pequeno e médio porte até os grandes companhias internacionais do setor de petróleo e gás.

O governo afirma que os investimentos privados no setor irão propiciar a atratividade de investimentos, além de fomentar a geração de novos postos de trabalho e incrementar as receitas públicas. O governo afirma investimentos público privados serão o grande motor da retomada econômica no pós pandemia. 


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Conselho do FCO aprova R$ 131 milhões para novos empreendimentos rurais e empresariais no estado




Montante deve ser usado para o financiamento de 95 empreendimentos em Mato Grosso do Sul


O Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo Fundo Constitucional do Centro-Oeste (CEIF/FCO) aprovou mais R$ 131 milhões para o financiamento de 95 novos empreendimentos em Mato Grosso do Sul. Ao todo, foram aprovadas 23 propostas empresariais, no valor de R$ 22 milhões e 73 rurais, que totalizaram pouco mais de R$ 109 milhões.

Segundo o Conselho, alguns dos projetos abrangem a expansão da base de produção da suinocultura, nos municípios de Jaraguari e Bandeirantes, além da instalação de painéis solares na indústria do setor de calcário. Na avicultura, o foram aprovados oito projetos no valor de R$ 41 milhões, contemplando os municípios de Aparecida do Taboado, Rio Brilhante e Itaquiraí.


Fonte: Brasil 61

#matogrossodosul #empreendimento #estados #municípios


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quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Mercado Azul: ferramenta de anúncios gratuitos registra 83 mil usuários

A página, que nasceu para conectar empreendedores à venda online, representa uma alternativa de negócios durante a pandemia


A vitrine digital para pequenos negócios Mercado Azul, lançada pelo Sebrae em março, tem apresentado grande adesão pelos empreendedores durante a pandemia. A ferramenta totalmente gratuita e aberta para todos os segmentos das MPE cresceu de forma exponencial, principalmente pelas facilidades oferecidas em sua interface. Desde que foi criado, o Mercado Azul acumula mais de 83 mil usuários, entre anunciantes, fornecedores e buscadores de produtos e serviços. As áreas de atuação que mais registram anúncios são as de alimentos e bebidas, artesanato, beleza e cuidados pessoais, vestuário, casa, móveis e decoração.

“O Mercado Azul é o primeiro passo para quem quer vender na internet. Acredito que houve esse crescimento tão grande, em razão da própria realidade que estamos vivendo. Com a pandemia do coronavírus, os pequenos negócios tiveram que se reinventar e marcar presença no mundo digital. A plataforma oferece, com gratuidade, a possibilidade de criar anúncios e encontrar fornecedores dos mais diversos segmentos”, avalia a analista de soluções do Sebrae, Louise Machado.

A criação de anúncios é muito fácil e pode ser feita em poucos minutos. O empreendedor precisa fazer um cadastro básico com CPF, nome, data de nascimento, email e senha. A partir daí, ele entra no espaço do anunciante onde carrega as fotos, contatos, link para as redes sociais, endereço, horário de funcionamento. Além disso, ele pode detalhar de maneira criativa a descrição dos seus produtos, o seu diferencial, as promoções, preços, quantidades, formas de pagamento aceitas. O anúncio é personalizável e o fornecedor pode controlar a data de encerramento da publicação.

De acordo com balanço realizado pela instituição, a plataforma saltou de 500 inscritos para 8,5 mil anunciantes. A página teve mais de meio milhão de acessos desde a sua estreia, rendendo 526 mil visualizações.

“Uma pesquisa do Sebrae mostrou que 73% das MPEs são ‘invisíveis’ em buscas no Google, justamente por não terem conhecimento tecnológico para trabalhar questões de SEO e por falta de dinheiro para investir nisso. O Mercado Azul se apresenta como uma solução para esse problema”, argumenta Louise.

Através de uma parceria com a Cielo, o Mercado Azul disponibiliza mais uma facilidade para os empreendedores que tiverem interesse em ir além do anúncio e fechar vendas pela página. O serviço é opcional e quem fizer adesão pode inserir o superlink Cielo no anúncio que irá direcionar o cliente para concluir a venda online. “É mais uma alternativa criada para potencializar as vendas dos anunciantes.”, sugere a analista de soluções do Sebrae. Para conhecer o Mercado Azul acesse aqui.


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domingo, 16 de agosto de 2020

Decisão do TSE sobre abuso de poder de autoridade religiosa é criticada




“Precisamos fazer com que essa tese de abuso do poder de autoridade religiosa, eivada de inconstitucionalidade, não continue. Trata-se de um neologismo absurdo, catastrófico e antidemocrático. Entendo que o Estado é laico mas não laicista e que quem professa religião tem o direito e o dever de se manifestar como cidadão na vida política. Entendemos, também, que os desvios já têm disposição na lei eleitoral e devem ser investigados e punidos caso a caso e que a igreja não pode ser escudo para práticas de delitos e ilícitos”, disparou o deputado federal, presidente da Igreja Batista Solidária e, entre outras, membro da Frente Parlamentar Evangélica da Câmara dos Deputados, Lincoln Portela (PL-MG), na abertura da videoconferência ‘Igreja e Eleições’, realizada na quinta-feira, dia 13 de agosto, pelo 1º Congresso Brasileiro de Direito Eleitoral (Conbrade).

O evento online e ao vivo aconteceu logo após a primeira sessão de julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de um caso de abuso do poder da autoridade religiosa, com objetivo de criar uma jurisprudência sobre a matéria. Caso seja aprovado, essa nova modalidade será incluída na lista de abusos da legislação eleitoral brasileira. A reunião foi paralisada no final da tarde com um placar de 2X1, contrário à proposta apresentada pelo ministro Edson Fachin.

O julgamento da matéria também recebeu críticas de especialistas em Direito Eleitoral, como é o caso do advogado e ex-desembargador do TRE-DF, Flávio Brito. “O ministro Fachin cometeu equívocos ao longo do processo que está em andamento desde as eleições de 2016. Me chama muito a atenção, com preocupação, que esse tipo de conceito que está sendo trazido para o debate, para se implementar uma jurisprudência, afronta não apenas a CF 1988, mas tratados internacionais aos quais o Brasil é signatário. O Brasil pode sofrer sanções efetivas por isso”, informou.

Ele lembra, também, que o parágrafo 4º do artigo 60 do texto constitucional garante que, entre outras questões, os direitos e garantias individuais previstos pelo artigo 5º não serão objeto de deliberação a proposta de emenda constitucional. “Se vamos instituir o abuso da autoridade do poder religioso, será que teremos também o abuso do poder sindicalista? Futebolista? É claro que não. Não é justo perseguir um segmento que representa uma parcela de 80% da população brasileira, só porque professam algum credo”, avaliou.

Grande estudioso da matéria, o advogado Carlos Enrique Caputo Bastos ressalta que não há como falar em abuso do poder de autoridade religiosa sem que exista uma conexão clara com o abuso do poder econômico, que já é tipificado pela legislação eleitoral. “Precisamos dessacralizar as entidades religiosas para o melhor debate sobre campanhas eleitorais. Mesmo porque, não estão em jogo os valores processados, mas a necessária influência econômica que, atrelada à atividade abusiva, pode influenciar a integridade do processo eleitoral e a igualdade de oportunidade dos candidatos”, apontou.

Dessa forma, o uso de gráficas e dos conglomerados de comunicação para gerar influência política podem identificar abuso e a tentativa nociva de exercer a liberdade de demonizar os candidatos adversários e apresentar os aliados como pessoas que representam o bem. “Isso pouco contribui para a liberdade política, que deveria partir da autoridade religiosa, para o equilíbrio de ponderações e das diferenças da sociedade”, considerou.

O julgamento do TSE será retomado na próxima semana.

Conbrade

O 1º Conbrade é uma iniciativa da Associação Mineira de Defesa dos Direitos do Advogado - Artigo Sétimo, com apoio institucional da Escola Judiciária Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep).