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sexta-feira, 20 de setembro de 2019

VEM AÍ A MAIOR DISTRIBUIÇÃO DE VACINA DOS ÚLTIMOS 10 ANOS


Serão 60,2 milhões de doses para 2019, por meio da compra de 47,5 milhões de doses extras da tríplice viral, realizada este ano. Em 2020 serão distribuídas 65,4 milhões


O Ministério da Saúde adquiriu 114% a mais do número de doses da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, para 2019 e 2020 em relação a 2018, passando de 30,6 milhões para 60,2 milhões e 65,4 milhões de doses. Para isso, a pasta comprou recentemente 47,4 milhões de doses da vacina, quantitativo atualmente disponível no mundo, representando a maior distribuição de tríplice viral feita pelo Brasil nos últimos dez anos. A medida visa garantir a vacinação de 39 milhões de brasileiros, 20% da população, na faixa etária de 1 a 49 anos, que hoje estão suscetíveis à doença porque não tomaram a vacina ou o quantitativo de doses necessárias. O Ministério também trabalha para controlar o surto no país, e eliminar, mais uma vez, o sarampo no Brasil.

“Não vai haver redução no quantitativo de vacinas nem faltará dinheiro para comprar vacinas. Esta é uma prioridade do Ministério da Saúde e do Governo Federal. Estamos comprando em 2019 um quantitativo para mais de 12 meses para criar um estoque estratégico. Então, neste ano, estamos adquirindo mais doses do que vínhamos adquirindo em anos anteriores e, além disso, estamos comprando mais barato”, explicou o secretário Executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo. “Se houver necessidade, vamos remanejar recursos para vacinação. Imunização é prioridade e vai ter vacina para todos”, completou Gabbardo.

Do total previsto para este ano (60,2 milhões), já foram distribuídas 22,8 milhões e os outros 37 milhões serão até dezembro, para garantir a todos os estados, a vacinação de rotina, as ações de interrupção da transmissão do vírus, e a dose extra chamada de ‘dose zero’ a todas as crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias. A maior parte das doses para 2019 serão destinadas à Campanha Nacional de Vacinação contra a o Sarampo, que ocorrerá de forma seletiva e em duas etapas: de 7 a 25 de outubro, para crianças de seis meses a menores de 5 anos. O dia D – dia de mobilização nacional - acontecerá em 19 de outubro; e a segunda etapa, de 18 a 30 de novembro, com foco na população de 20 a 29 anos. O dia D ocorrerá em 30 de novembro.

As 47,4 milhões de doses extras foram adquiridas recentemente pelo Ministério da Saúde com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Desse total, 25,7 milhões serão distribuídas em 2020. Atualmente são 2,2 milhões de doses por mês para atender a rotina dos estados. União, estados e municípios estão unindo esforços para alcançar os 39,9 milhões de brasileiros que hoje estão suscetíveis ao vírus do sarampo, de acordo com o Ministério da Saúde e a OPAS. Apesar da faixa etária de 20 a 29 anos concentrar a maior parte desses brasileiros (35%), são os menores de 5 anos o grupo mais suscetível para complicações do sarampo, podendo chegar à óbito. Dos quatro óbitos registrados este ano, três foram em crianças menores de 1 ano. Nessa faixa etária, 1,8 milhão estão desprotegidas.

MOVIMENTO VACINA BRASIL


Pela primeira vez o Governo Federal estabeleceu a cobertura vacinal como meta prioritária para a gestão de Saúde no país, por meio do Movimento Vacina Brasil. Assim, ao dobrar o quantitativo de doses da vacina tríplice viral para os próximos períodos, o Ministério da Saúde empreende todos os esforços para controlar o surto ativo da doença, que hoje ocorre em 17 estados brasileiros. Além de eliminar novamente a transmissão do vírus no país, com reforço da vacinação.

Em 2016, o Brasil recebeu o Certificado de Eliminação do Sarampo, emitido pela OPAS, mas perdeu em fevereiro deste ano, após 12 meses de circulação do vírus sarampo no território brasileiro. Por isso, uma das missões do Vacinação Brasil é recuperar a certificação do Brasil livre de sarampo. Manter altas e homogêneas coberturas vacinais na população é a única forma de evitar a transmissão da doença.

VACINAS GARANTIDAS EM 2020 NO SUS

O Brasil possui o maior programa público de imunização do mundo. Por ano, são mais de 300 milhões de doses de vacinas aplicadas na população. Para o próximo ano, o orçamento previsto para a compra e distribuição de vacinas e insumos em todo o país, como kits de diagnósticos, é de R$ 4,9 bilhões. Esse valor considera a demanda programada e o preço de referência para a compra desses insumos no próximo ano, assegurando a oferta de vacinas a população de acordo com o Calendário Nacional de Vacinação. A proposta ainda está em tramitação no Congresso Nacional. Neste ano, até setembro, o Ministério da Saúde já investiu R$ 3,8 bilhões na aquisição de vacinas e insumos, sem contar os investimentos já alocados em Biomanguinhos/Fiocruz um dos fornecedores nacionais.

DADOS DE SARAMPO

Nos últimos 90 dias, o Brasil registrou 3.906 casos confirmados de sarampo no país, aumento de 17% (567 casos) em relação ao último dado divulgado (12.09). Os dados estão no novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado nesta quinta-feira (19). Parte desse aumento decorre da confirmação de casos, que estavam em investigação, pelo critério clínico-epidemiológico. O pico de casos ocorreu entre os dias 4 e 10 de agosto, o que corresponde a semana epidemiológica 32. Já a partir de setembro é observado uma estabilidade na ocorrência de novos casos nas áreas afetadas.

O Pará passou a integrar a lista de 16 estados com transmissão ativa da doença, totalizando agora 17. A maior parte dos casos, 97,5%, permanece concentrada em 153 municípios de São Paulo, principalmente na região metropolitana. O atual boletim apresenta, ainda, 20.485 casos em investigação e 4.134 que foram descartados. Permanece o registro de quatro óbitos em todo o país.


quinta-feira, 15 de agosto de 2019

UFSCar oferece avaliação e exames gratuitos para pessoas que sofreram acidente vascular cerebral

Voluntários também receberão orientações personalizadas para melhorar a saúde e a qualidade de vida
O Laboratório de Pesquisa em Fisioterapia Neurológica (LaFiN), do Departamento de Fisioterapia (DFisio) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), oferece exames gratuitos para pessoas que sofreram acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido como derrame. Os resultados dos exames serão utilizados por Jean Alex Matos Ribeiro, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia (PPGFt), em um estudo orientado pelo professor Thiago Luiz de Russo, do DFisio.
Os voluntários passarão por teste ergométrico e avaliações da função e estrutura dos vasos sanguíneos. Além disso, o pesquisador vai analisar a quantidade de atividade física que a pessoa realiza no dia a dia e a relação com a saúde do coração, já que o sedentarismo é um fator que contribui para a piora da saúde dos vasos. Geralmente, após um AVC, "os vasos sanguíneos tornam-se mais rígidos, aumentando o risco de outras doenças como o infarto ou de um novo AVC", relata o pesquisador. Para Ribeiro, é importante fazer uma avaliação precisa dos vasos sanguíneos, justamente para prevenir futuras doenças cardíacas ou novos AVCs.

Podem participar da pesquisa homens e mulheres, entre 30 e 80 anos, que tenham diagnóstico de AVC, com IMC menor ou igual a 29,9 kg/m², que consigam caminhar sozinhos (podem usar bengala, andador ou muleta), que não tenham feito cirurgia cardíaca e nem tenham tido enfarto, e que não sejam fumantes. Os voluntários terão acesso à avaliação fisioterapêutica e receberão informações detalhadas de todos os resultados dos exames realizados, bem como orientações personalizadas para melhorar a saúde e a qualidade de vida.

Os exames serão realizados no DFisio, na área Norte do Campus São Carlos da UFSCar. Os interessados podem entrar em contato com o pesquisador Jean Alex, pelos telefones (16) 3351-9578 e (16) 98132-4960 ou pelo e-mail ribeiro-matos@hotmail.com. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 15729919.5.0000.5504).

sábado, 27 de julho de 2019

Conta de Luz ficará mais cara em agosto



A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que a conta de luz vai ficar mais cara em agosto. Isso porque a bandeira tarifária para a cobrança da energia elétrica no país será a vermelha, patamar um, o que representa um aumento de R$ 4 para cada 100 quilowatts-hora consumidos.

Segundo a Aneel, a decisão foi tomada por conta da diminuição do volume de chuvas e pela chegada do período de seca. Por esses fatores, há possibilidade de aumento no acionamento das usinas termelétricas, que geram energia a um custo mais alto que as hidrelétricas.

Em julho, os consumidores pagaram taxa extra de R$ 1,50 a cada 100 kWh consumidos, já que o mês teve bandeira amarela.

Em maio deste ano, o valor das bandeiras tarifárias subiu. A amarela passou de R$ 1 para R$ 1,50 a cada 100 kWh consumidos, enquanto a vermelha patamar um encareceu de R$ 3 para R$ 4. Na categoria mais cara, aumentou de R$ 5 para R$ 6. No caso da bandeira verde, não há cobrança extra.


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segunda-feira, 15 de julho de 2019

MARINA PERALTA SE APRESENTA NO SON ESTRELLA GALICIA



Cantora sul-matogrossense apresenta músicas autorais com forte influência do Reggae, Dub e Rap

No próximo dia 26 de julho, o SON Estrella Galicia recebe Marina Peralta. A cantora e compositora, natural do Mato Grosso do Sul, é destaque no seu estado e também no cenário nacional, onde já ganhou prêmios importantes, como o FUC (Festival Universitário da Canção) em 2013.

No show, marcado para Às 22 horas no Estrella Galicia Estação Rio Verde, Na Vila Madalena, Marina apresenta músicas autorais com forte influência do Reggae, do Dub e do RAP. Além desses estilos, o seu trabalho também traz referências da MPB e do Samba. No repertório, músicas como Ela Encanta, Agradece, Pay Attention, Garoa, Quase Nada, farão parte do espetáculo.

SON Estrella Galicia

O SON Estrella Galicia é uma iniciativa da cervejaria espanhola, que estimula a cena independente, reunindo nomes de peso do cenário brasileiro e internacional. “O projeto pretende colocar em valor a cena musical independente, de qualidade contrastada, alternativa e que tenta levar ao consumidor final uma experiência de acordo com os valores da nossa marca”, explicou Juan Paz, diretor de marketing da Estrella Galicia.

Nos seus dois primeiros anos, o projeto mesclou apresentações de MPB, rock alternativo e independente, indie rock, além de música com influência africana.

A Estrella Galicia ainda hoje é uma empresa 100% familiar, independente, liderada por Ignácio Rivera, membro da quarta geração da família Rivera, que mantém a tradição artesanal cervejeira desde 1906.

Líder do Segmento Premium na Espanha, comercializa Estrella Galicia, Estrella Galicia 0,0% (versão sem álcool), 1906 Reserva especial, 1906 Red Vintage e 1906 Black Coupage, mais conhecida como a “ovelha negra da família Rivera”, se caracteriza por uma marcada vocação internacional com presença em mais de 40 países.

Serviço: Son Estrella Galicia 2019
Data: 26/07/2019
Show: Marina Peralta
Abertura da casa: 22h / Horário do show: 00h
Local: Estrella Galicia Estação Rio Verde
Endereço: Rua Belmiro Braga, 181 - Vila Madalena - São Paulo/SP próximo ao Metrô Fradique Coutinho (Linha Amarela)


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terça-feira, 9 de julho de 2019

CCJ do Senado Federal aprova três nomes para ocuparem o cargo de conselheiro do CNMP


A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal aprovou, nesta terça-feira, 9 de julho, três nomes para ocuparem o cargo de conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) no biênio 2019-2021. São eles: Silvio Amorim, Sandra Krieger e Fernanda Marinela.

Silvio Amorim recebeu 20 votos favoráveis. Por sua vez, Sandra Krieger e Fernanda Marinela receberam 21. O próximo passo é a apreciação das três indicações pelo Plenário do Senado, que deverá realizar a votação, por recomendação da Presidência da CCJ, em regime de urgência. Depois disso, se aprovados, eles serão nomeados pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, e empossados pela presidente do CNMP, Raquel Dodge.

Único dos três a buscar a recondução, Silvio Amorim foi indicado pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, à vaga no CNMP destinada ao Ministério Público Federal. Integrante do MPF desde 2002, ele foi promovido a procurador regional da República da 1ª Região em 2014. Antes de integrar a instituição, atuou como advogado privado e foi servidor do Tribunal de Justiça de Rondônia, do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região e do próprio MPF.

“Há dois anos, fui o mais votado pela lista tríplice do MPF, com 63%. Em junho passado, fui novamente o primeiro colocado, dessa vez com 82%. Isso foi resultado de dois anos de trabalho ininterrupto pelo CNMP e pelo Brasil, feito diuturnamente. Coloco-me à disposição para que, com a mesma dedicação e afinco que demonstrei no último biênio, possa prosseguir minha atuação no Conselho”, falou Amorim.

Já Fernanda Marinela foi indicada para ocupar uma das duas vagas no CNMP destinadas à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), onde exerce o cargo de conselheira federal. Ela é professora de Direito Administrativo, autora de livros, já participou de obras coletivas acadêmicas e tem em seu currículo a instrução em cursos de capacitação em órgãos públicos.

“Pretendo com minha experiência ajudar no aperfeiçoamento do Ministério Público brasileiro, contribuindo à sociedade, sempre compromissada com a ética e a imparcialidade de um julgador. Por isso, coloquei meu nome à disposição”, disse Fernanda Marinela.

Por sua vez, Sandra Krieger, indicada a outra vaga no Conselho destinada à OAB, é formada em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina e exerce o magistério na Fundação Universidade Regional de Blumenau. Está em seu segundo mandato como conselheira federal da OAB.

“Hoje é um dia muito importante em minha vida e carreira. É uma honra estar neste seleto Plenário. Momento único em que farei o possível para que seja eternizado nesses dois anos de exercício de mandato no CNMP representando a advocacia nacional”, falou Sandra Krieger.



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domingo, 30 de junho de 2019

Acordo Mercosul-UE prevê eliminação de tarifas para diversos produtos agrícolas



A ministra Tereza Cristina destacou que os produtores brasileiros ganharão com aumento de vendas ou redução de tarifas. E serão beneficiados inúmeros setores, de frutas a carnes.
Representantes do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e das 28 nações da União Europeia firmaram nesta sexta-feira (28), em Bruxelas, acordo comercial histórico, aguardado há mais de 20 anos.

Em entrevista à imprensa, após o anúncio do acordo, a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) disse que produtores rurais brasileiros, de frutas a carnes, serão beneficiados com o tratado comercial. Segundo ela, os ganhos serão para todos, europeus e sul-americanos, em aumento de vendas ou com redução de tarifas.

“Não existe acordo em que um só ganha. É claro que ganhamos em algumas coisas mais, outras menos", ressaltou. O acordo prevê a eliminação da cobrança de tarifas para suco de laranja, frutas (melões, melancias, laranjas, limões e outras), café solúvel, peixes, crustáceos e óleos vegetais. Atualmente, 24% das exportações brasileiras entram na UE livres de tributos. Com o acordo, a isenção chegará a quase 100% das exportações.

Durante a entrevista, a ministra recebeu telefonema do presidente Jair Bolsonaro, que está em Osaka (Japão) na reunião do G20, parabenizando toda a delegação brasileira pela conclusão do tratado. "Foi uma feliz coincidência com o trabalho de todos e hoje temos esse acordo histórico depois de 20 anos", disse a ministra, ao informar que o presidente citou o trabalho do ministro Paulo Guedes (Economia).

O ministro Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, prevê que os efeitos do livre comércio entre os blocos serão positivo não apenas na agricultura, mas também para a indústria e o setor de serviços. "A União Europeia entendeu a importância de concluir um acordo com o Mercosul. Isso reflete que o Mercosul não é um parceiro qualquer", ressaltou.

Já o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, diz que o acordo ajuda a abrir a economia brasileira e incrementar a participação do comércio exterior no PIB. “Esperamos um aumento significativo da corrente de comércio exterior. Outro fator é que, como o nosso mercado era muito protegido, o Brasil ficou muito distante das cadeias globais de produção".

O texto integral do acordo deve ser divulgado neste sábado (29), em Bruxelas. Após revisão técnica e jurídica, o próximo passo é a aprovação pelos Parlamentos europeu e dos países do Mercosul. Depois, ratificado pelos governos das nações sul-americanas e dos Estados-parte da UE.

Repercussões

Em entrevista coletiva após a reunião que culminou no fechamento do acordo, a comissária de Comércio da União Europeia, Cecilia Malmström, disse que o acordo não tem precedentes em termos de economia com tarifas e adiantou que as empresas economizarão quatro vezes mais com as operações de fronteira.

“Este é um acordo histórico. O acordo que firmamos hoje cobre mais de 760 milhões de pessoas de dois continentes que estão juntos em espírito de abertura e cooperação”, disse, acrescentando que 60 mil empresas europeias já fazem negócio com países do Mercosul com investimentos da ordem de 400 bilhões de euros e o acordo poderá dar um impulso a agropecuária.

O Comissário para Agricultura e Desenvolvimento Rural da União Europeia (UE), Phil Hogan, disse que foram feitas significativas concessões para assegurar um acordo “equilibrado, compreensivo e ambicioso”. “Depois de exatos 20 anos, estou satisfeito com o que alcançamos. É um acordo equilibrado que atende às expectativas”. Ele destacou que o acordo garante segurança para agricultores e produtores de ambos os continentes.

O chanceler argentino, Jorge Faurie, disse que o acordo mostra o comprometimento com a integração, o multilateralismo e a abertura de mercados. “Nesta negociação pudemos mostrar ao G20 que há dois blocos de países muito capazes de superar as diferenças, atender às necessidades e trabalhar juntos em benefício das pessoas dos dois continentes”.

Veja o que prevê o acordo

- Eliminação da cobrança de tarifas para suco de laranja, frutas (melões, melancias, laranjas, limões e outras), café solúvel, peixes, crustáceos e óleos vegetais.

- Exportadores brasileiros de vários setores terão acesso preferencial: carnes (bovina, suína e de aves), açúcar, etanol, arroz, ovos e mel.

- Foram reconhecidos como distintivos do Brasil: cachaças, queijos, vinhos e cafés. Isso significa que a identidade desses produtos será protegida no território europeu.

- O acordo não prevê uso de salvaguardas agrícolas especiais, o que preserva os interesses dos produtores brasileiros.

- Empresas brasileiras terão tarifas de exportação eliminadas para 100% dos produtos industriais.

- Empresas brasileiras poderão participar de licitações da União Europeia, um mercado estimado em US$ 1,6 trilhão

- Redução dos custos e agilidade nos processos de importação, exportação e trânsito de bens

- Produtores brasileiros poderão acessar insumos de alta tecnologia com preços menores.

- Consumidores terão acesso a maior diversidade de produtos a preços competitivos.

Efeitos do acordo para o Brasil

- Acordo Mercosul-UE aumentará o PIB brasileiro em US$ 87,5 bilhões em 15 anos, podendo chegar a US$ 125 bilhões se consideradas a redução das barreiras não-tarifárias e o incremento esperado na produtividade total dos fatores de produção. A estimativa é do Ministério da Economia.

- Investimentos no Brasil, em 15 anos, devem crescer da ordem de US$ 113 bilhões.

- Exportações brasileiras terão ganho de quase US$ 100 bilhões até 2035.

- Em 2018, o Brasil registrou comércio de US$ 76 bilhões com a UE e superávit de US$ 7 bilhões. As exportações agrícolas brasileiras para a União Europeia chegaram a US$ 13,6 bilhões, no ano passado. O farelo de soja lidera a lista (US$ 3,4 bilhões). As importações do Brasil resultaram em US$ 2,2 bilhões, principalmente de azeite (US$ 362,5 milhões) e vinhos (US$ 156,6 milhões) dos europeus.

Relação Mercosul-UE

- A União Europeia é o segundo parceiro comercial do Mercosul e o primeiro em investimentos. O Mercosul é o oitavo principal parceiro comercial extrarregional da UE.

- Em 2018, a corrente de comércio (soma das exportações e importações) entre Mercosul e União Europeia resultou em US$ 94 bilhões, conforme estatísticas internacionais de comércio.

- Em 2017, o estoque de investimentos da UE no bloco sul-americano somava cerca de US$ 433 bilhões.

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sábado, 18 de maio de 2019

Dia da Biodiversidade: o que temos para comemorar?

Erica Pereira e Thais Hiramoto,
da Beraca e Concepta Ingredients, respectivamente 
Por Thaís Hiramoto e Érica Pereira


Às vésperas do Dia Internacional da Biodiversidade, comemorado em 22 de maio, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um relatório da Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços de Ecossistema (IPBES) que aponta que um milhão de espécies de animais e plantas estão ameaçados de extinção no planeta.

Com a participação de cientistas de 50 países, é o levantamento mais detalhado sobre a interferência humana no meio ambiente feito até hoje e destaca que as principais causas da perda de biodiversidade são: as alterações no habitat natural dos animais, as mudanças climáticas, a exploração inadequada de recursos naturais, a poluição e as espécies invasoras. Ou seja, os cientistas participantes tornaram evidente que a perda de biodiversidade não é apenas uma questão ambiental, mas também uma questão de ordem econômica e social que interfere diretamente na nossa própria sobrevivência.

Em 2019, o Dia Internacional da Biodiversidade, criado pela ONU para conscientizar a sociedade a respeito do valor e da representatividade do tema no mundo, também nos faz lembrar que o tratado internacional chamado Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), assinado por 196 países no Rio de Janeiro durante a famosa Eco-92 e que entrou em vigor em 93, completa 26 anos. Dentre todos os pilares da CDB, destacamos o uso sustentável da biodiversidade por envolver elos extremamente importantes para nós: de um lado os consumidores finais e de outro as cadeias produtivas oriundas da biodiversidade, o que nos leva ao conceito de sociobiodiversidade.

Sociobiodiversidade é a relação entre a comunidade local e suas formas de trabalho e conhecimento com a biodiversidade. Nesse quesito, a empresa se torna aliada dos produtores, valorizando seus conhecimentos tradicionais e promovendo a conservação dos recursos naturais.

Esse tema tem cada vez mais destaque na CDB e foi um dos aspectos mais comentados na Conferência das Partes sobre Diversidade Biológica, a chamada COP, realizada em novembro de 2018 no Egito. As COPs visam o acompanhamento do compromisso dos países signatários com a conservação da biodiversidade no âmbito da CDB. Participam do evento representantes de cada país, organizações da sociedade civil e também empresas com importantes cases de sustentabilidade.

O Grupo Sabará participa da COP desde a 11ª edição, em 2012 na cidade de Nagoya, no Japão, em virtude de suas ações positivas nas cadeias produtivas de sua unidade de negócios Beraca. E, no ano passado, na COP 14, recebeu um convite duplo, visto que a Concepta Ingredients também marcou presença no Business and Biodiversity Forum e pode apresentar o que vem fazendo em prol da conservação da biodiversidade brasileira.

Na ocasião, a Concepta Ingredients ressaltou a forma que insere a biodiversidade no seu modelo de negócios dentro do segmento de alimentos, não apenas referente à utilização das matérias-primas, mas também no que faz para mitigar os impactos no meio ambiente. Já a Beraca apresentou aos países participantes a maneira proativa com a qual insere a biodiversidade em sua cadeia de suprimentos dentro do setor de cosméticos.

No Business Forum ficou evidente o papel que o consumidor final exerce para que as organizações de todos os setores se posicionem de forma ainda mais consciente em relação à sociobiodiversidade e à rastreabilidade de tudo que produzem, mobilizando as empresas a se engajarem com o tema biodiversidade. E, possivelmente, essa é a razão pela qual o varejo em geral é mais atento a sua cadeia produtiva do que empresas de outros setores.

O desafio que fica agora até 2020 na COP 15, que ocorrerá na China, para todos os países signatários, é melhorar a implementação das metas para conservação da biodiversidade. Para o Grupo Sabará, o caminho rumo a esse objetivo é fortalecer ainda mais suas parcerias na construção de suas cadeias de valor. E, quando se fala de parceria, vale lembrar que para manter a “floresta em pé” e preservar sua biodiversidade, é necessário um trabalho conjunto entre todos os atores da sociedade.

* Thaís Hiramoto é Especialista em Sustentabilidade da unidade de negócio Concepta Ingredients que se dedica ao desenvolvimento de soluções naturais e tecnológicas, com foco nas indústrias de alimentos saudáveis e orgânicos e Érica Pereira é Supervisora de Sustentabilidade da unidade de negócio Beraca, líder em fornecimento de ingredientes naturais e orgânicos para as indústrias de cosméticos, produtos farmacêuticos e de cuidados pessoais, ambas unidades de negócios do Grupo Sabará.


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