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domingo, 24 de julho de 2022

CEUB oferece atendimento jurídico gratuito à comunidade




Núcleo de Prática Jurídica estimula a prática jurídica entre os alunos e atende a população


O Centro Universitário de Brasília (CEUB) oferece atendimento jurídico gratuito à população do Distrito Federal. Por meio do Núcleo de Prática Jurídica (NPJ), a instituição atende a comunidade gratuitamente nas áreas de Direito Penal, Administrativo, Cível, Família, Sucessões, Consumidor, Trabalhista e Previdenciária. O atendimento, voltado à conciliação e mediação, é oferecido no Campus Asa Norte e em diversos fóruns do DF.

O Núcleo de Práticas Jurídicas funciona em parceria com o Tribunal de Justiça do Distrito Federal – TJDF e o Tribunal Regional Federal- TRF, atuando em todas as instâncias, inclusive nos Tribunais Superiores. Com pilares distintos, os serviços jurídicos oferecidos abrangem a Conciliação Pré-Processual e Assistência Jurídica em geral.

O serviço de Conciliação Pré-Processual é a opção extrajudicial ideal para quem deseja solucionar um conflito de forma rápida e sem custos. Entre as causas cíveis que podem ser negociadas, estão: cobranças de valores, problemas com empresas de telefonia, bancos, companhias aéreas, acidentes de trânsito e questões de vizinhança podem ser solucionadas através da prática. Também é possível a conciliação de processos já em andamento.

Para a Assistência Jurídica em geral, o Núcleo de Prática Jurídica do CEUB possui postos de atendimentos nos fóruns de Brasília (Juri), Taguatinga, Ceilândia, Guará, Paranoá, Justiça Federal (previdenciário), STJ, Vara de Execuções Penal - VEP (fórum Mirabete). Além disso, o núcleo conta com a central trabalhista, central penal e conciliação e mediação e recursal, no Campus da Asa Norte.

Serviço:

Atendimento do Núcleo de Práticas Jurídicas do CEUB
Onde: Centro de Atendimento à Comunidade do CEUB – Asa Norte
Horário: das 8h30 às 11h30 e das 14h30 às 16h30.

Nos fóruns, o horário de atendimento é das 14h às 16h. Saiba onde encontrar:
• TJDFT Central, Fórum Desembargador Milton Sebastião Barbosa, Bloco B;
• STJ - SAFS, Quadra 06 - Lote 01 - Trecho III;
• Varas de Execução Penal, Fórum Júlio Fabbrini Mirabete - SRTVS Qd 701, Bl. N, Ed. Intercom;
• Juizados Especiais Federais, Edifício Sede III, W3 Norte, SEPN 510, Bloco C;
• Fórum de Ceilândia - Fórum Desembargador José Manoel Coelho QNM 11 – Área Especial 01;
• Fórum do Guará - QE 25, Conjunto 02, Lotes 02/03 - Guará II (Próximo à Feira do Guará);
• Fórum do Paranoá - Fórum Mauro Renan Bittencourt, Quadra 3, Área Especial 2;• Fórum de Taguatinga - Fórum Desembargador Antônio Melo Martins, Área Especial 23, Setor C Norte.


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sábado, 23 de julho de 2022

Mutirão de limpeza marca as celebrações do Mês do Manguezal no Pará



O Dia Mundial de Proteção aos Manguezais, comemorado em 26 de julho, mobiliza anualmente a população global para a conservação de um dos ecossistemas mais importantes do planeta, capazes de oferecer serviços ambientais valiosos – como biodiversidade, segurança alimentar e mitigação de carbono, além da geração de renda com a pesca e o turismo, entre outros benefícios socioeconômicos. Na zona costeira paraense, onde se localizam os maiores mangues da superfície terrestre, a data motiva uma série de atividades ao longo do mês, com destaque para os mutirões de limpeza que sensibilizam o público contra os riscos do lixo, em defesa da proteção ambiental.

No dia 24 de julho, o Clean Up Day reunirá cerca de 100 pessoas para a coleta de resíduos e ações educativas e informativas nas praias e áreas de manguezais de Bragança (PA) e entorno, em parceria entre diferentes instituições locais. “O objetivo é realizar o mutirão aproveitando a temporada de veraneio na região, para aumenta a visibilidade e alcance das ações de sensibilização”, explica John Gomes, gestor do projeto Mangues da Amazônia, que desenvolve diferentes frentes de trabalho socioambiental com objetivo de promover a conservação e uso sustentável do ecossistema.

A iniciativa é realizada pelo Instituto Peabiru e Associação Sarambuí, com patrocínio da Petrobras e apoio do Laboratório de Ecologia de Manguezal (LAMA), da Universidade Federal do Pará (UFPA). Em julho, as celebrações do Mês do Manguezal abrangem ainda a exibição de 12 sessões do Cine RESEX, levando o cinema com temáticas socioambientais às comunidades extrativistas atendidas pelo projeto.

As ações comemorativas ocorrerão em paralelo à agenda de atividades educacionais contínuas do projeto, como a iniciativa PROMANGUE, que integra jovens de 13 a 19 anos de comunidades extrativistas e em julho contará com uma programação especial. Além de oficina sobre justiça climática, o grupo terá debates sobre a importância da conservação dos serviços ecossistêmicos dos manguezais. “A relevância desse ecossistema tem sido reforçada por outras agendas globais da ONU como a Década da Restauração de Ecossistemas, a Década do Oceano e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Agenda 2030)”, destaca Indira Eyzaguirre, coordenadora do PROMANGUE.

Neste ano, há ainda a expectativa das reuniões globais do clima e da biodiversidade, com reflexos na maior valorização do potencial ecológico e socioeconômico dos manguezais, como os amazônicos, que buscam se manter bem conservados. A região compõe um dos 27 sítios brasileiros reconhecidos pela Convenção de Ramsar – tratado ambiental da ONU que entrou em vigor em 1975 com uma lista de áreas úmidas de alta relevância para o planeta, entre pantanais, charcos, várzeas, rios, estuários, recifes de corais e manguezais. O Sítio Ramsar denominado “Estuário do Amazonas e seus Manguezais” abrange 3,8 milhões de hectares no Amapá, Pará e Maranhão, incluindo 23 unidades de conservação, principalmente reservas extrativistas.

“As comemorações de julho funcionam como um lembrete que se junta a tudo isso, mantendo viva e palpável a importância desse ecossistema, com democratização da informação e continuidade das ações o ano todo”, completa Eyzaguirre.





Sobre o Projeto Mangues da Amazônia

O Mangues da Amazônia é um projeto socioambiental com foco na recuperação e conservação de manguezais em Reservas Extrativistas Marinhas do estado do Pará. É realizado pelo Instituto Peabiru e pela Associação Sarambuí, em parceria com o Laboratório de Ecologia de Manguezal (LAMA), da Universidade Federal do Pará (UFPA), e conta com patrocínio da Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental. Com início em 2021 e duração de dois anos, o projeto atua na recuperação de espécies-chave dos manguezais através da elaboração de estratégias de manejo da madeira e do caranguejo-uçá com a participação das comunidades.

Sobre a Associação Sarambuí

A Associação Sarambuí é uma Organização da Sociedade Civil (OSC) com sede em Bragança – Pará, constituída em 2015, cuja missão é promover a geração de conhecimento de maneira participativa, em prol da conservação e sustentabilidade dos recursos estuarino-costeiros. Nossas ações são direcionadas ao ecossistema manguezal, ao longo da costa amazônica brasileira, em particular no litoral do Estado do Pará. É uma das organizações realizadoras do projeto Mangues da Amazônia.

Sobre o Instituto Peabiru

O Instituto Peabiru é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) brasileira, fundada em 1998, que tem por missão facilitar processos de fortalecimento da organização social e da valorização da sociobiodiversidade. Com sede em Belém, atua nacionalmente, especialmente no bioma Amazônia, com ênfase no Marajó, Nordeste Paraense e na Região Metropolitana de Belém (PA). É uma das organizações realizadoras do projeto Mangues da Amazônia.


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sábado, 2 de julho de 2022

Dor pós COVID gera preocupação entre médicos


Campinas é referência no tratamento intervencionista da dor e Brasil ocupa o 5º lugar no mundo segundo a World Institute of Pain


As dores pós COVID têm preocupado médicos de toda parte do mundo e traz em discussão as sequelas que ainda estão por vir em pacientes que adquiriram o coronavírus nos últimos anos na pandemia. “A pessoa que teve o Covid passou por uma infecção generalizada causada pelos vírus. Estão surgindo no consultório dores estranhas, dores crônicas e discutimos isso durante o congresso Pain Brazil, com especialistas da Europa, América Latina e América Central”, explica o médico intervencionista da dor Dr. Fabrício Dias Assis.

Mas não são só as dores causadas pela COVID que estão preocupando os médicos brasileiros. Segundo um estudo mais recente feito pelo Sinpain, com 400 entrevistados em Campinas-SP, mais de 50% das pessoas sofrem com algum tipo de dor crônica, as principais dores são de cabeça e coluna. Seja por algum problema de saúde, esforço físico exagerado ou outro motivo do dia a dia. No estudo 59% apresentaram dores nas costas nos últimos dozes meses e 48,7% apresentaram dor nas costas várias vezes há mais de um ano; das dores mais relatadas pelos entrevistados são 33% dores de cabeça, 33% dores nas costas e 8,5% dores nas juntas e 10% queimação de estômago. “A dor crônica é definida pela Organização Mundial de Saúde pela dor que dura mais de três meses. Tem pessoas que chegam ao consultório que convivem com a dor há 20 ou 30 anos e nunca procurou um tratamento, porque não sabe que existe uma intervenção para isso”, explica Dr. Fabrício.

Entre os tratamentos mais inovadores na intervenção da dor estão a medicina regenerativa feita através da células troncos e da neuromodulação pelo implante de eletrodos no gânglio da raiz dorsal que libera estímulos nos nervos afetados. "Às vezes alguma doença não tem cura, mas existem tratamentos que podemos realizar para proporcionar uma qualidade de vida melhor para aquele paciente, sem nenhuma dor”, concluiu o médico intervencionista da dor.

Congresso Pain Brazil 2022 é o maior da América Latina

Todos esses estudos foram apresentados, de 22 a 25 de junho, em Campinas-SP no Congresso Internacional Multidisciplinar de Dor - Pain Brazil 2022, realizado pela faculdade Sinpain, com mais de 30 médicos internacionais intervencionistas da dor convidados e 600 congressistas da área da saúde.

Segundo o presidente do congresso, Dr. Fabrício Dias Assis, esse foi o maior encontro presencial do ano. “Esse congresso é de suma importância não só para o Brasil, mas para América Latina, esse é o maior congresso de 2022. Hoje, nós temos aqui os melhores médicos de dor do mundo discutindo sobre todos os tipos de dores”, afirmou Dr. Fabricio.

O primeiro dia foi marcado pela realização de intervenções em 11 pacientes que sofrem com dores na coluna, cabeça, artrose, câncer e outras comorbidades, transmitido ao vivo para o congresso. Foram realizados tratamentos de radiofrequência e implantes de eletrodos medulares e no gânglio da raiz dorsal, cada procedimento teve um custo médio de 50 mil reais, entre equipe médica e materiais utilizados, todos realizados de forma gratuita.

A agenda do congresso estava bem completa com diversas aulas, palestras e debates com informações sobre o cenário da dor em pacientes da Europa, América Latina e América Central. Para o Dr. Tolu Alugo do Canadá, a cooperação entre médicos é primordial “É necessário ter mais comitês e encontros como esse sobre a dor. Eu participo desses congressos para ouvir sobre as novidades que possam ajudar meus pacientes. Os médicos precisam entender até onde pode ajudar aquele paciente e quando é necessário encaminhá-lo para outro médico especialista. Pensar no bem estar do paciente. Essa é a beleza da cooperação entre médicos”, ponderou o Dr. Alugo.

O tema dores pós COVID foi discutido no dia 25, através da aula "Covid and Pain: Up to Date", ministrado pelo Dr. Manuel Herrero, da Espanha. Trouxe informações sobre os vários tipos de dores que aparecem nos consultórios médicos e que ainda estão em estudo. “Nós, que estamos na linha de frente dos pacientes da dor, presenciamos muitas dores estranhas que têm surgido em pacientes que contraíram o coronavírus nos últimos anos de pandemia”, comenta o Dr. Herrero.

Segundo o presidente do Pain Brazil 2022, Dr. Fabrício Dias Assis o evento é um marco para a medicina intervencionista da dor na América Latina e surpreende os participantes pela educação de alto nível. “O congresso está atingindo minhas expectativas, é ótimo poder ter acesso a esse nível de conteúdo sem a necessidade de ir para fora do Brasil”, contou a fisioterapeuta Dra. Camila Araujo de Paula, de Pindamonhangaba - SP.

Durante o evento foi entregue uma homenagem chamada “Pain Giants Award” para os médicos Dr. Sudhir Diwan e a Dra. Andrea Trescot, ambos dos EUA, em reconhecimento pelo trabalho desenvolvido no tratamento intervencionista da dor no mundo. O Brasil é referência mundial no tratamento intervencionista de dor e possui o título internacional Fellow in Interventional Pain Practice, concedido pelo World Institute of Pain, sendo o 5º colocado em número de certificações, ficando atrás dos EUA, Holanda, Inglaterra e Índia.




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domingo, 22 de maio de 2022

"Famílias Fortes" beneficia 30 famílias da Zona Norte de São Paulo

Famílias Fortes beneficia 30 famílias da Zona Norte de São Paulo


Representantes do ministério e da sociedade
 civil celebram a implementação do programa


Nesta segunda-feira (2), o MMFDH firmou parceria com a Aliança de Misericórdia, que irá executar as ações do programa entre a população em situação de vulnerabilidade

Uma parceria entre o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) e a Associação Aliança da Misericórdia irá promover o fortalecimento de vínculos de 30 famílias em situação de vulnerabilidade da Zona Norte de São Paulo (SP). Nesta segunda-feira (2), um Acordo de Cooperação (AC) foi assinado para a implementação do Programa Famílias Fortes. O objetivo é prevenir comportamentos de risco, favorecendo o bem-estar de pais e filhos e a construção de resiliência familiar.

“Celebrar o acordo com a Aliança da Misericórdia é demonstrar que o Famílias Fortes pode chegar a todos por meio das instituições que desejem promovê-las. No caso, a região atinge 3,5 mil pessoas em situação de vulnerabilidade. Quisemos prestigiar a iniciativa, especialmente porque se dirige aos mais necessitados. O programa poderá também prevenir comportamentos de risco, abrindo caminho para a erradicação da pobreza”, reforçou a secretária nacional da Família do MMFDH, Angela Gandra.

Diretora institucional da Aliança de Misericórdia, Bia Hauptmann ressalta que a política pública vai complementar as ações já desenvolvidas pela associação com foco na promoção do bem-estar dos moradores dos bairros Jardim Botuquara e Arvão.

“O programa traz qualificação técnica ao trabalho já realizado por nós com famílias em situação de alta vulnerabilidade e terá, prioritariamente, o objetivo de fortalecimento dos vínculos familiares, a diminuição da evasão escolar e trabalhará uma questão muito recorrente que é a gravidez precoce e o acesso a drogas ilícitas e álcool”, destacou.

Conheça o programa


sábado, 22 de janeiro de 2022

Credenciais X Potencial - por Mônica Camargo Tracanella

Mônica Camargo - Foto: Divulgação

“Mas por que você saiu do mercado e agora quer voltar?”


Confesso que ouvi essa pergunta não uma, mas algumas vezes durante as entrevistas que fiz pouco antes de deixar o mundo corporativo.

Isso porque, após 20 anos trabalhando no RH de grandes empresas, com desenvolvimento profissional, liderança, cultura e gestão da mudança, fui trabalhar por 4 anos em um family office, sendo responsável pela formação de acionistas, desenvolvimento de herdeiros e governança familiar.

Eu nunca considerei ter “saído do mercado”, afinal de contas, o cerne do meu trabalho era exatamente o mesmo - desenvolvimento e formação - mas em um ambiente diferente, e com foco no preparo específico de membros de famílias empresárias.

Na verdade, fiquei até muito mais completa e preparada, em todos os sentidos, após essa rica experiência, saindo com meu repertório muito mais amplo e completo.

Para algumas pessoas, entretanto, esse ponto virou um “porém” que acabou colocando em dúvida se eu realmente era a melhor opção para determinada vaga em determinado momento.

Mas não estou aqui para me lamentar (embora tenha me lamentado muito na época). Estou trazendo esse tema porque, por mais que o mundo e o mercado de trabalho tenham mudado, e por mais que, atualmente, as trajetórias profissionais não sejam mais tão lineares e as formações não tão tradicionais, alguns profissionais ainda têm sentido muitas dificuldades no momento das entrevistas.

Isso se deve ao fato de que, na grande maioria das vezes, as contratações ainda acontecem mais por cargos ocupados do que por repertório acumulado, ou seja, se existe uma posição de Gerente de Marketing aberta, muito provavelmente os recrutadores pesquisarão por profissionais da própria área de Marketing, que estejam em um nível de Gerência ou Coordenação.

Em tese, essa seria a forma mais óbvia e mais fácil de encontrar a “pessoa certa” e “garantir” o conhecimento e a entrega do que é necessário – mas muito mais difícil de surpreender e inovar, agregando diferentes vivências, experiências e novas perspectivas à área.

É claro que existem posições que exigem experiências e formações específicas, mas precisamos começar a entender se realmente tais experiências e conhecimento vêm somente de uma única fonte.

O ponto é que, se em um processo seletivo dentro de sua “própria área” já é desafiador se destacar e ser selecionado, quando é para um cargo ou área que não consta formalmente no seu currículo, esse desafio é ainda maior.

Muitos dos meus clientes – principalmente aqueles de carreiras não lineares, de atuações mais generalistas ou que querem mudar de área – me trazem exatamente essa dificuldade.

Se esse é o seu caso, saiba, desde já, que cabe a você construir uma narrativa que evidencie de fato a prontidão para a posição desejada.


Aqui vão algumas dicas:



Conecte os pontos: você já trabalhou no RH, no Comercial, com Atendimento ao Cliente (dentre outras áreas) e as pessoas tendem a achar que você está sem foco? Faça uma reflexão sobre sua contribuição nessas diferentes áreas e conecte os pontos, dando sentido à sua trajetória. Ajude as pessoas a  entenderem esse sentido;

Tenha total clareza sobre seu potencial: conhecer suas forças e diferenciais é essencial para que você possa falar sobre eles em uma entrevista – faça um belo apanhado sobre sua trajetória, relembrando maiores desafios, maiores entregas, e quais competências foram necessárias utilizar e desenvolver para atingir os resultados – essa é a sua caixa de ferramentas;

Construa sua narrativa com base em fatos e dados: importante trazer exemplos de como você resolveu situações ou fez as suas entregas. Fale, também, sobre o que cada experiência te trouxe em termos de repertório, e como esse repertório te diferencia e poderá ser usado nesse novo desafio – como suas ferramentas poderão ser utilizadas;

Fique por dentro das vagas: acompanhe os anúncios e veja o que as vagas semelhantes estão buscando em termos de conhecimento técnico. Isso ajudará você a entender como poderá trabalhar com as ferramentas que já possui e, também, a correr atrás de possíveis gaps – precisa adquirir novas ferramentas?

Aqueça sua rede de relacionamentos: quando o assunto é processo seletivo, indicações contam muito, e, caso o entrevistador ainda tenha dúvidas sobre você, uma boa recomendação poderá ajudar. Quanto mais você mergulhar na sua história, mais fácil será se preparar para este momento. E, quanto mais se preparar, mais autoconfiante você ficará, aumentando muito as suas chances de sucesso.

Boa sorte!

domingo, 2 de janeiro de 2022

Escritórios de advocacia são alvos de golpes na internet

Carla Reis é assistente de marketing no escritório
 Aparecido Inácio e Pereira Advogados Associados.

Falsa promessa de antecipação de créditos judiciais instiga vítimas à transferirem dinheiro para criminosos


Os golpes aplicados em pessoas físicas desde o início da pandemia do coronavírus no Brasil registraram crescimento preocupante. Com a maior fatia da população evitando deslocamentos pelas cidades, os ataques migraram para as telas dos dispositivos móveis. Agora, indivíduos mal intencionados usam o telefone para extorsão de valores, enviar conteúdo potencialmente perigoso (como vírus e spams) e confundir cidadãos em relação a assuntos jurídicos.

Na mira dos criminosos, os escritórios de advocacia buscam soluções para lidar com a alta nas reclamações de seus clientes sobre a abordagem de supostos consultores jurídicos, que cobram valores em espécie para a resolução de casos que tramitam nas esferas legais.

Carla Reis, assistente de marketing da Aparecido Inácio e Pereira Advogados Associados, afirma que a disponibilidade de dados pessoais de partes envolvidas em processos judiciais é um chamariz para que estelionatários façam contatos usando o nome de juristas para extorquir as vítimas. "Hoje é possível acompanhar as movimentações processuais por meio das páginas dos Tribunais de Justiça. Mas, embora esse acesso seja muito positivo, acredito que a facilidade e transparência na disponibilização das informações sejam a porta de entrada para esses crimes", diz.

O escritório em que Carla atua recebe, diariamente, relatos de clientes que receberam contatos aparentemente realizados por advogados. São informações completas, como identificação da parte reclamante nos processos, últimas movimentações nos órgãos jurídicos, nome dos escritórios e seus representantes e até os valores cobrados na causa. De acordo com a profissional, um dos motivos que resultam na efetiva extorsão financeira, por exemplo, está no anseio da breve resolução do caso, já que muitos processos estão ociosos.

“Acredito que o aumento do desemprego e a falta de informação são as razões para mais pessoas caírem nessas armadilhas. A população está atravessando um momento muito delicado e a necessidade financeira pode ser o gatilho para que as vítimas, na esperança de receberem seus valores, tomem atitudes precipitadas e desesperadas” acrescenta.

Dicas para evitar a ação de cibercriminosos:


Os escritórios de advocacia não solicitam qualquer tipo de antecipação de valores para fins de recebimento de crédito judicial;
Ao receber qualquer tipo de mensagem ou ligação com este teor é preciso fazer contato com o escritório responsável pela ação e comunicar o ocorrido. Caso não tenha o número do escritório, localize os canais disponíveis no site, por exemplo. Não confie em números de telefones repassados pelos próprios criminosos.
Registre o número do telefone que gerou a ligação e faça uma foto da tela (printscreen). No caso de mensagem de texto ou e-mail, guarde cópia do material. Essas medidas auxiliarão na elaboração do Boletim de Ocorrência, que deve ser feito o mais breve possível.
Não acesse nenhum link enviado por número desconhecido nem forneça informações pessoais.
Em hipótese alguma deposite ou transfira qualquer valor sem consultar o seu/sua advogado(a).

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Inca estima 14,6 mil novos casos de linfoma no Brasil em 2021

Especialista da Rede São Camilo SP explica sintomas, diagnóstico e formas de tratamento da doença, que causou 5 mil óbitos de brasileiros somente em 2019


O termo linfoma é usado para designar vários tipos de câncer que se originam nos linfócitos, células que desempenham papel crucial no funcionamento do organismo. Ele se dissemina através do sistema linfático e da via sanguínea.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a doença foi responsável por mais de 5 mil óbitos no Brasil somente em 2019. A estimativa é de que, neste ano, sejam registrados mais de 14,6 mil novos casos.

Dr. Marcelo Bellesso, hematologista coordenador da área de linfomas da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, destaca que os linfomas podem acometer qualquer parte do corpo e têm no seu diagnóstico o desafio inicial.

Cada tipo de linfoma se comporta de maneira completamente distinta, podendo fazer parte ainda de dois subgrupos: Linfoma de Hodgkin (LH) e Linfoma não Hodgkin (LNH). “Por isso, é tão importante falarmos mais a respeito, pois tanto a identificação dos sintomas como a detecção e o tratamento são bastante distintos entre si”, explica.

As diferenças estão presentes através do padrão de crescimento celular, do tipo de célula envolvida e de como a doença se manifesta. Portanto, o médico patologista, em conjunto com o hematologista, são os responsáveis por concluir o diagnóstico baseado na avaliação do paciente, combinada com a biópsia e sua complementação chamada imuno-histoquímica.

Os Linfomas de Hodgkin apresentam maior incidência entre 20 e 30 anos e após os 50 anos. Embora existam exceções, geralmente notamos aumento das ínguas (caroços) superficiais no pescoço, axilas e virilha. Por vezes, essas ínguas podem crescer dentro do tórax (mediastino), abdome ou pelve, sendo diagnosticados através de exames de imagem como o PET-CT e a Tomografia Computadorizada. As ínguas superficiais são comumente indolores.


Em relação aos Linfomas não Hodgkin, há dezenas de diversos subtipos. Eles podem se desenvolver de maneira extremamente agressiva ou de forma lenta, chamados indolentes. Além disso, podem estar presentes tanto nas ínguas (linfonodos) como em qualquer tecido do nosso organismo.

Entre os sintomas que podem ajudar a identificar o problema, Dr. Marcelo destaca a febre no final da tarde, suores noturnos excessivos, coceiras na pele, cansaço e perda de peso sem motivo aparente. Vale lembrar que estes sinais são comuns a diversas outras enfermidades, portanto, é fundamental procurar um médico para investigar a causa.

O hematologista ressalta que o diagnóstico é realizado por meio de biópsia, ou seja, análise de um tecido retirado cirurgicamente ou pela remoção de uma parte da região afetada por uma agulha grossa. Este material retirado será avaliado no laboratório pelo médico patologista determinando, então, o tipo e subtipo do linfoma e direcionando o melhor tratamento a ser realizado.

Ele reforça, ainda, que se detectado em estágio inicial, melhoram as perspectivas de resposta ao tratamento e, em muitos casos, aumentam a possibilidade de cura.

“Quando falamos sobre o tratamento, temos um arsenal de possibilidades, de acordo com o tipo de linfoma, condições do paciente, exposição a tratamento prévio, entre outros. Podemos utilizar quimioterapia, imunoterapia, inibidores de pequenas moléculas, transplante de medula óssea ou, em certos casos de linfomas indolentes, apenas a observação e seguimento clínico”, reitera Dr. Marcelo.

Por isso, finaliza o especialista, é muito importante uma excelente relação entre médico e paciente, para que todas essas dúvidas sejam muito bem esclarecidas.

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